Há cerca de um ano, se alguém lhes falasse em blogues, fugiam disso como o Diabo foge da cruz. Mas, como diz o povo na sua infinita sabedoria, “quem desdenha quer comprar”, e a verdade é que em 13 de Dezembro do ano passado, a Comissão Concelhia de Sesimbra do PCP criou o seu próprio blogue, a que deu o nome de “Sesimbra para ti”. O entusiasmo parece ter sido sol de pouca dura (apesar da proximidade do solstício de Inverno), pois desde dia 20 desse mês – data em que se formulam votos de um bom Natal e um feliz 2007 – que o blogue não é actualizado. Não sei, nem me interessa, se a coisa será para continuar e está a aguardar melhores dias, ou se apenas respondeu e correspondeu a um lampejo impulsivo. Noto, porém, que a militância, nesta sua vertente cibernética, deixa muito a desejar. Não há unhas para tocar guitarra? Será que a inspiração não dá para mais?
Mas o que me faz mais espécie é a música seleccionada pelos comunistas sesimbrenses, patente nos “video clips” que são oferecidos “on-line” aos nautas visitantes. Calhou-me ouvir The Cure e U2 (com a célebre canção “With or without you”). Tomo a coisa pelo seu simbolismo, e, levado pela razão poética, não discuto a necessidade de uma valente cura no concelho, depois de ano e meio repleto de desvarios. Já o que um tanto me tolhe é ver como os bisnetos de Marx, enleados nos braços de Euterpe, sucumbem às delícias do pop-rock burguês. No caso dos U2, trata-se, para mais, de uma colossal “big band”, provavelmente a “maior banda do mundo”, autêntica máquina de fazer dinheiro. E, o que é pior, com respeito aos irlandeses estamos perante gente assumidamente catolicíssima. Quando esperava poder ouvir aqui os inevitáveis cantores de intervenção e protesto, na pureza lusitana das suas trovas, sai-me isto na rifa!
You too? Not at all. With or without you? Without, for sure. See you later…
Mas o que me faz mais espécie é a música seleccionada pelos comunistas sesimbrenses, patente nos “video clips” que são oferecidos “on-line” aos nautas visitantes. Calhou-me ouvir The Cure e U2 (com a célebre canção “With or without you”). Tomo a coisa pelo seu simbolismo, e, levado pela razão poética, não discuto a necessidade de uma valente cura no concelho, depois de ano e meio repleto de desvarios. Já o que um tanto me tolhe é ver como os bisnetos de Marx, enleados nos braços de Euterpe, sucumbem às delícias do pop-rock burguês. No caso dos U2, trata-se, para mais, de uma colossal “big band”, provavelmente a “maior banda do mundo”, autêntica máquina de fazer dinheiro. E, o que é pior, com respeito aos irlandeses estamos perante gente assumidamente catolicíssima. Quando esperava poder ouvir aqui os inevitáveis cantores de intervenção e protesto, na pureza lusitana das suas trovas, sai-me isto na rifa!
You too? Not at all. With or without you? Without, for sure. See you later…