A surda desgarrada entre Esequiel, o desmancha-prazeres, e Augusto, o homem dos grandes planos, teve já o condão de furar o muro do silêncio e dar a conhecer aos leitores do «Raio de Luz» aquilo que o jornal, no seu número de Outubro, deliberada e descaradamente omitira: a aprovação, pela Assembleia Municipal, de uma moção de censura à Câmara Municipal. Para que conste: o senhor Xavier não brinca em serviço, nem que, para isso, tenha de mostrar que é mais papista que o Papa. Nada que nos deva espantar, tão certo é o emérito plumitivo ter recentemente destinado às penas do inferno meia dúzia de hereges, que presumivelmente não tecem loas ao seu genial projecto. O problema é que, neste caso, o Papa é outro e não veste de branco.
Mostrar mensagens com a etiqueta Esequiel Lino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Esequiel Lino. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 20 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Paredes de vidro
Inesperadamente, o mais recente número do venerador «Raio de Luz» proporciona-nos aliciante espectáculo: enquanto Augusto, na sua habitual coluna de opinião, aborda sobranceiramente a moção de censura com que a Assembleia Municipal o pôs em cheque, ao mesmo tempo que procura minimizar as dissonâncias, recentemente verificadas, na votação de algumas importantes deliberações camarárias, para concluir ironicamente pela ausência de oposição, Esequiel, na sua não menos habitual coluna de opinião, manifesta evidente apreensão perante a dita moção de censura, lembra que Augusto não tem maioria absoluta, adverte para a efemeridade do poder, recorda que não é com vinagre que se apanham moscas, que a situação política mudou, que cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, e por aí fora, numa ladainha sombria que não pôde deixar de me divertir. O abrangente excesso de zelo do senhor Xavier já deu nisto: pela amostra, agora descuidadamente revelada, ficamos todos a saber que há mosquitos por cordas entre os netos de Estaline. Não era nada que já não se soubesse, mas agora, simplesmente, transparece. Não deixa de ser sumamente patético ouvir Augusto dizer que não se passa nada, que tudo corre no melhor dos mundos; e, ao mesmo tempo, na página que fica ao lado, aparecer o desmancha-prazeres Esequiel a lançar um aviso aflito à navegação e a tirar o tapete ao homens dos grandes planos. Deve ser da idade, mas a Tia está a perder qualidades.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Augusto e Orfeu
Desta vez, Augusto cortou cerce com o passado e não convidou Esequiel Lino a estar presente na inaugurança de sábado. De nada serviu ao antigo autarca a sua condição de destacado militante do PCP, a circunstância de ter sido presidente da edilidade durante duas décadas ou o facto de o processo tendente à construção do edifício se ter iniciado no seu último mandato.
A verdade é que Augusto, qual Orfeu perseguido por Eurídice, já não consegue olhar para trás. Destarte, arredadas da passadeira vermelha do Cine-Teatro João Mota ficaram também figuras históricas da vida autárquica como o Sr. Melo ou Aurélio de Sousa. Sim, Aurélio, o ex-provedor autárquico que Augusto tanto preza publicamente (e a quem, num jornal local, pediu recentemente desculpas pelo facto de não ter sido reconduzido no cargo, devido à votação da Assembleia Municipal), também não foi convidado para a inaugurança.
Compreendo que Augusto não goste de olhar para trás. Oito anos de trabalho continuado fazem sombra a qualquer um. Sobejam ainda duas décadas em que se andou a encanar a perna à rã. Não é por Augusto ignorar agora o Vice-Presidente da Região de Turismo da Costa Azul que deixará de ser lembrado como o delfim que um dia, em pleno esequielinismo, caiu em desgraça.
A verdade é que Augusto, qual Orfeu perseguido por Eurídice, já não consegue olhar para trás. Destarte, arredadas da passadeira vermelha do Cine-Teatro João Mota ficaram também figuras históricas da vida autárquica como o Sr. Melo ou Aurélio de Sousa. Sim, Aurélio, o ex-provedor autárquico que Augusto tanto preza publicamente (e a quem, num jornal local, pediu recentemente desculpas pelo facto de não ter sido reconduzido no cargo, devido à votação da Assembleia Municipal), também não foi convidado para a inaugurança.
Compreendo que Augusto não goste de olhar para trás. Oito anos de trabalho continuado fazem sombra a qualquer um. Sobejam ainda duas décadas em que se andou a encanar a perna à rã. Não é por Augusto ignorar agora o Vice-Presidente da Região de Turismo da Costa Azul que deixará de ser lembrado como o delfim que um dia, em pleno esequielinismo, caiu em desgraça.
Subscrever:
Mensagens (Atom)