quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Augusto agradece
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Uma imensa mascarada
Argumentos
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Augusto não gosta
Agora, na próxima sexta-feira, pelas 11h30, na Sesimbra FM, como Rui Viana já aqui avançou em comentário (e disso nos dá pormenorizada conta no seu blogue), Augusto terá, com ou sem lençóis freáticos, de explicar à população o que pretende afinal com a criação da indesejável empresa intermunicipal que se propõe gerir os recursos aquíferos do concelho. Pelas 15h00, será também ouvido Amadeu Penim, que, desde o primeiro momento, se mostrou contrário ao projecto, talvez por saber bem quanto custou ao erário municipal o investimento realizado em oito anos, e com o qual resolveu o problema de abastecimento de água ao concelho. Por fim, às 18h00, na mesma antena, serão os líderes de bancada na Assembleia Municipal a debater a questão.
Acredito que Augusto não goste. Ele teria certamente preferido que a coisa tivesse passado pianinho e sem levantar ondas. Mas as contas saíram-lhe furadas. O vergonhoso e escandaloso muro de silêncio que alguma imprensa local, verdadeiramente indigna desse nome, vem criando nesta terra há alguns anos começa, enfim, a ser quebrado. Pela minha parte, não tenho a pretensão de julgar que a acção da blogosfera tenha sido decisiva. Basta-me a certeza de que Augusto não gosta.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Trapalhadas
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
A canção do bandido
Desespero
Infâmia
O notável trabalho e o investimento avultado que a gestão de Amadeu Penim realizou durante oito anos serão desbaratados num ápice. Sesimbra alienará absurdamente os seus recursos próprios, com a admirável contrapartida de os sesimbrenses passarem a pagar a água mais cara. Os desígnios eleitorais de um partido político e os interesses pessoais de uns quantos sobrepõem-se, assim, miseravelmente aos interesses do concelho e dos munícipes.
Entretanto, nos seus editoriais entediados, a olímpica Peneque continuará a discretear sobre gerais banalidades, enquanto o pequeno Torquemada do burgo alimenta a caldeira de Pêro Botelho com um risinho sinistro. Cá estarei para ver se, pelo menos, o novo dinamismo ferroviário aflora na imprensa restante, ou se, pelo contrário, o muro continua a crescer. Ou muito me engano, ou os cento e poucos que nos levaram a este ponto persistirão, mudos e quedos, na urdidura imperturbável da sua teia de silêncio. Mas tanta água metida valia bem um pingo de vergonha…
domingo, 2 de dezembro de 2007
Perder a eternidade
Quem se der ao trabalho de percorrer os ficheiros deste blogue, poderá verificar como, de semana para semana, e de mês para mês, os erros da governação de Augusto e Felícia se repetem amiúde, reflectindo a tipologia óbvia que os caracteriza: arrogância, e até pesporrência; um indisfarçável desnorteio levando fatalmente à improvisação e ao desastre; a ignorância e a incultura de mãos dadas, desembocando tristemente na boçalidade; e um despesismo atroz e saloio, que tenderá a agravar-se com a partida do programador Carlos Dionísio, que teve mau feitio quanto baste para dizer algumas verdades à senhora da “asneira perpétua”, e mostrar que o rei e a rainha iam nus, tal qual Deus Nosso Senhor os pôs ao mundo; mas também o mérito de incluir quartetos de Haydn e Schubert e sonatas de Debussy e Beethoven no palco do João Mota, para geral edificação e contentamento só de alguns.
(A propósito de tudo isto, não valerá, sequer, a pena falar da mentira e de mentiras, pois o comunismo, sabemo-lo há muito, é todo ele uma mentira pegada. Não a única. Mas a maior, e a mais trágica.)
Claro está que o desastre presentemente em curso não passa despercebido entre os netos mais velhos de Estaline; e tem mesmo dado azo a acendradas barafundas nos aposentos vítreos da Tia. O plumitivo Esequiel não hesita em fritar em lume brando o seu ex-futuro delfim. A prudente Odete, que pessoalmente estimo, tem o bom senso e o bom gosto necessários para se manter à margem da frenesia tresloucada com que a bisneta do Outubro vermelho dá ao mundo pérolas freudianas como o glorioso concurso escolar do dia das mentiras.
Entretanto, a imprensa mais antiga – e nem sequer perderei tempo com delíquios inquisitoriais – vai acolitando o miserável cortejo. “O Sesimbrense”, ao mais leve aceno da madeixa, queima sem pudor os pergaminhos vetustos que soube granjear durante o Estado Novo. O desvelo serventuário do nobre título, entretanto reduzido a folheca, não consente quaisquer dúvidas. Da conjectura à evidência bastou um só passo; e da evidência à ciência das coisas factuais, um passo mais. O caso é hoje história contada.
Sucede que tudo isto é já por de mais sabido. Tudo isto é velho e relho. Pessoalmente, não irei gastar um pingo de cera com tão ruins defuntos só por dá cá aquela palha.
Acresce que aquele que é presentemente, a nível local, o maior partido da oposição se manifesta, há alguns anos, e com honrosas excepções, num ror inominável de aviltamentos, deslealdades e traições, que faria corar de vergonha os corifeus da ética siciliana. Nele não faltam, sequer, ambientalistas recauchutados, como os que outrora defenderam o implante, não de um, mas de dois cais de embarque da pedra no perímetro do porto de abrigo de Sesimbra; fantásticas e prodigiosas locomotivas do progresso a quem o mundo, desatento e ingrato, teima em não dar ouvidos; e feministas iluminadas que haurem a mística inspiração à mesa da dr.ª Maria Augusto, personagem devidamente reduzida às suas ínfimas proporções, na passada sexta-feira, pela pena inclemente de Vasco Pulido Valente.
Confesso, caro leitor, que nada disto me entusiasma particularmente; e, por isso, já não pego na caneta como antes o fazia. Estou, de resto, pouco dado a democracias: só acredito na aristocracia do espírito, na nobreza de alma e coração. Entretanto, espero que Augusto continue a ter à perna quem por certo lhe ignorou a mão. Pela minha parte, irei andar por aí, feito espectro vagabundo, como o Pedro. Aqui confesso o problema: tenho mais que fazer. Não se trata sequer de perder tempo. Trata-se, isso sim, como dizia o amigo de um amigo meu, de perder a eternidade.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Profissionalismo
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Paredes de vidro
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O vereador da Farinha Amparo
O pretenso desagravo camarário – não sei bem como chamar a tão estrambótica deliberação – à moção de censura da Assembleia Municipal é algo mais do que um patético sinal de desnorte, mas não chega a ser um tique estalinista, pois mostra à puridade que Augusto já não se mexe sem a adjacente bengala laranja, muleta que lastimosamente o ampara em seu penar arrastado , e com a qual, lazarento, há-de chegar às urnas no dia do Juízo Final. Em suma, um caso de anedotário.
Enredado em semelhantes puerícias, esquece-se o furioso Augusto de que, brevemente, terá de submeter à sanção da Assembleia revoltosa a pródiga pantomina com que pretende entregar os recursos aquíferos do concelho de Sesimbra ao sovkoze da Margem Sul. Dar aquilo que se tem para depois o ir comprar a uma empresa intermunicipal, em não se tratando de senilidade precoce, revela uma desfaçatez atroz. Esperemos que, neste caso, os membros do PSD na Assembleia Municipal não sigam o exemplo nada recomendável do seu vereador, que, uma vez mais, nutriu com o voto da Farinha Amparo a indigência política deste lamentável edil. Não nos obriguem a ir para a rua gritar!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Dar o bico por não bico...
Acabei agora de ler o editorial do último número de “O Condense” e ainda estou boquiaberto de estupefacção. Nele, José Anselmo, patrono da publicação, discreteia esperançadamente sobre os amanhãs que vão cantar na Quinta do Conde. Por atacado, a coisa resume-se à execução do Nó Desnivelado na Nacional 10, cujo processo há muito foi iniciado; a um parque urbano que a Câmara vai realizar a expensas do LIDL; e à repavimentação da Avenida Principal, à custa de uma grande superfície, a Feira Nova. Pelo meio, José Anselmo põe mais uma ou outra peça pífia neste modesto cabaz obreiro. Ufano, o plumitivo condense assevera-nos consoladamente: Finalmente começamos a ser “lembrados”.
Há aqui, com efeito, um problema de memória. Ou, melhor dizendo, vários. Mas são do próprio Anselmo. Ora vamos por partes.
Não ocorreu a Anselmo que a Câmara quase não vai gastar um tostão nas anunciadas obras memoráveis. Uma – a do nó desnivelado – corre sobretudo por conta do Estado. As outras resultam das parcerias que Augusto virtuosamente estabelece com a iniciativa privada. O mesmo Augusto que em Santiago dá ralhetes implícitos aos lojistas forretas, não hesita em piscar o olho aos grupos económicos activos na Quinta do Conde, licenciando novas áreas que se antevêem potencialmente ruinosas para o pequeno comércio local, a troco de uns tostões que dão para os alfinetes.
Num passado recente, a Câmara, com fundos próprios, investiu milhões de contos na Quinta do Conde: construiu o Cemitério; acabou um Mercado Municipal que já rivalizava com as obras de Santa Engrácia; ergueu um Pavilhão Gimno-Desportivo, despendeu 600 mil contos numa Escola Básica exemplar; executou a rede de saneamento; e asfaltou parte significativa da rede viária. Mas disto, que não tem realmente importância nenhuma, não se lembrou Anselmo.
No editorial que agora assina, lembrou-se, porém, e com razão, de admoestar vigorosamente a gestão de Esequiel Lino pelo descalabro que foi a construção da ETAR da freguesia. Pois claro! A rede de saneamento não existia. Outros a fizeram depois. Mas, ao correr da pena, nada disto fez soar campainhas na consciência do desmemoriado Anselmo.
Outra coisa estranha: enaltecendo a anunciada repavimentação da Avenida Principal, Anselmo teve uma branca que nos dá que pensar. Não lhe ocorreu que o projectista desta artéria foi Augusto, ao tempo fortemente criticado por… José Anselmo, ele mesmo, pela deficiente ligação das ruas transversais àquela Avenida, com evidente transtorno para os automobilistas. A tal ponto assim foi, que as vozes mais notáveis da terra cognominaram então Augusto como o “arquitecto dos bicos de pato”. Nos entrementes, as vozes calaram-se, os bicos fecharam-se. E a expressão caiu em desuso. Para mais, Augusto é hoje, reconhecidamente, o autarca dos carrinhos de compras, e esses não transitam nas insólitas perpendiculares da Avenida Principal. Bem pode, por isso, Anselmo dar o bico por não bico.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
A síndrome Calimero
Augusto Pólvora, em declarações à imprensa local, a propósito do URBCOM.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Um comentário em destaque
De facto a Câmara Municipal, nomeadamente o seu Presidente, merece nota negativa por parte da Assembleia Municipal e de grande parte da população.
À deriva
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
O ponto da situação
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Uma lenta agonia
(actualizado)
Li os comentários e fui investigar. Na verdade, foi aprovada na Assembleia Municipal uma moção hostil à Câmara de Augusto. Boa parte dos seus camaradas eleitos naquele órgão debandou para evitar dilemas cruciantes na hora da votação. A presidente, Odete Graça, sempre estimável, respeitou a disciplina partidária e votou contra, mas disse o que lhe ia na alma, afirmando concordar com o teor da moção. Vem tudo explicado aqui.
Os azeites vieram depois ao de cima. Augusto, que, após o final de cada sessão, costuma fazer sala, entretendo-se com os demais circunstantes em dois dedos de conversa, desta vez saiu disparado, com cara de poucos amigos. Aposto que da próxima trará Carlos Soromenho. Entretanto, o concelho definha, numa lenta agonia…
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Não-te-irrites
Conforme se lê na fumegante “Sopa de Pelim”, a Dr.ª Felícia verberou há dias, ao de leve, os professores do concelho por estes não lhe passarem cartão. Sempre que a senhora lhes destina alguma das geniais iniciativas com que imortalizou o seu repertório, os docentes não ligam peva. São uns ingratos. Não se faz.
Na sua cátedra do “Raio de Luz”, o olímpico Augusto apela este mês às memórias que guarda de antanho para puxar as orelhas aos comerciantes locais que não deitam o lixo no lixo. São uns porcos. Não se faz.
Por este andar, o edil, no auge didáctico do seu zelo higiénico, ainda acaba a dar-nos explicações sobre o modo de usar o ecoponto, citando Goethe e a sua “Teoria dos Cores”. Melhor seria, no entanto, que começasse por dar uma valente barrela na alfurja em que a Fortaleza está transformada; e convencesse, depois, os seus activos camaradas a removerem o inútil lixo propagandístico com que infestaram esta terra desgraçada. Será que não tem espelhos em casa?
Quase simultâneos, os dois episódios são um sintoma precioso. Revelam bem a que ponto chegou o desnorte desta dupla desorientada que nos desgoverna há dois anos. Os sesimbrenses, porcos e madraços, não os merecem. São, aliás, os grandes culpados da estagnação a que se chegou.
O olímpico Augusto e a Dr.ª Felícia bem gostariam agora de criar o homem novo; ou, não podendo ser, de mudar o povo do concelho, seguindo a velha máxima do camarada Brecht. Mas não têm sorte nenhuma. Resta-lhes, assim, como exercício espiritual, umas boas jogatanas de “não-te-irrites”.