Decididamente, eles estão com os azeites.
Conforme se lê na fumegante “Sopa de Pelim”, a Dr.ª Felícia verberou há dias, ao de leve, os professores do concelho por estes não lhe passarem cartão. Sempre que a senhora lhes destina alguma das geniais iniciativas com que imortalizou o seu repertório, os docentes não ligam peva. São uns ingratos. Não se faz.
Na sua cátedra do “Raio de Luz”, o olímpico Augusto apela este mês às memórias que guarda de antanho para puxar as orelhas aos comerciantes locais que não deitam o lixo no lixo. São uns porcos. Não se faz.
Por este andar, o edil, no auge didáctico do seu zelo higiénico, ainda acaba a dar-nos explicações sobre o modo de usar o ecoponto, citando Goethe e a sua “Teoria dos Cores”. Melhor seria, no entanto, que começasse por dar uma valente barrela na alfurja em que a Fortaleza está transformada; e convencesse, depois, os seus activos camaradas a removerem o inútil lixo propagandístico com que infestaram esta terra desgraçada. Será que não tem espelhos em casa?
Conforme se lê na fumegante “Sopa de Pelim”, a Dr.ª Felícia verberou há dias, ao de leve, os professores do concelho por estes não lhe passarem cartão. Sempre que a senhora lhes destina alguma das geniais iniciativas com que imortalizou o seu repertório, os docentes não ligam peva. São uns ingratos. Não se faz.
Na sua cátedra do “Raio de Luz”, o olímpico Augusto apela este mês às memórias que guarda de antanho para puxar as orelhas aos comerciantes locais que não deitam o lixo no lixo. São uns porcos. Não se faz.
Por este andar, o edil, no auge didáctico do seu zelo higiénico, ainda acaba a dar-nos explicações sobre o modo de usar o ecoponto, citando Goethe e a sua “Teoria dos Cores”. Melhor seria, no entanto, que começasse por dar uma valente barrela na alfurja em que a Fortaleza está transformada; e convencesse, depois, os seus activos camaradas a removerem o inútil lixo propagandístico com que infestaram esta terra desgraçada. Será que não tem espelhos em casa?
Quase simultâneos, os dois episódios são um sintoma precioso. Revelam bem a que ponto chegou o desnorte desta dupla desorientada que nos desgoverna há dois anos. Os sesimbrenses, porcos e madraços, não os merecem. São, aliás, os grandes culpados da estagnação a que se chegou.
O olímpico Augusto e a Dr.ª Felícia bem gostariam agora de criar o homem novo; ou, não podendo ser, de mudar o povo do concelho, seguindo a velha máxima do camarada Brecht. Mas não têm sorte nenhuma. Resta-lhes, assim, como exercício espiritual, umas boas jogatanas de “não-te-irrites”.