Represas e condutas
Na campanha autárquica de 2005, os militantes comunistas de Sesimbra, com Augusto à cabeça, puseram o seu melhor ar indignado e levantaram-se contra a ausência de obra de saneamento básico no Castelo. Para impressionarem o pagode da freguesia comme il faut, chegaram mesmo a medir a coisa ao milímetro.
Ao fazê-lo, esqueciam-se, oportunamente, do estado calamitoso, quase terceiro-mundista, em que, em 1997, o PCP tinha deixado o abastecimento de água ao concelho, forçando a nova gestão a um reordenamento das prioridades, que, de resto, se traduziu num investimento de muitos milhões de euros.
Já no poder, puseram preto no branco, e com as letras todas, nas Grandes Opções do Plano para 2006, que o investimento no saneamento básico do Castelo seria, nesse ano, “a aposta principal na freguesia”. E, com efeito, foram inscritas naquele documento verbas significativas que permitiam dar passos seguros na realização de duas obras.
Uma dessas obras, para a qual estava orçamentada uma verba de 240 mil euros, era o sistema em baixa Caixas/Alfarim/Meco/Torrões; a outra abrangia a zona de Santo António/Sampaio/Pedreiras/Maçã. Agora, perante a conta de gerência do ano passado, a realidade é desoladora. O saneamento básico do Castelo, que era a aposta principal de Augusto para a freguesia em 2006, traduziu-se apenas na abertura, já em Dezembro, do concurso relativo à primeira daquelas obras. Na prática, saldou-se num rotundo e sugestivo zero, a fazer lembrar a circunferência da manilha em Alfarim, que um dos mais recentes boletins municipais exibia galhardamente.
Tratando Augusto das prioridades a este ritmo vertiginoso, as gentes do Castelo já podem ir formando uma pequena ideia daquilo que as espera. Melhor: daquilo por que vão continuar a esperar, e longamente. Na verdade, quem paga Represas não constrói condutas…
Na campanha autárquica de 2005, os militantes comunistas de Sesimbra, com Augusto à cabeça, puseram o seu melhor ar indignado e levantaram-se contra a ausência de obra de saneamento básico no Castelo. Para impressionarem o pagode da freguesia comme il faut, chegaram mesmo a medir a coisa ao milímetro.
Ao fazê-lo, esqueciam-se, oportunamente, do estado calamitoso, quase terceiro-mundista, em que, em 1997, o PCP tinha deixado o abastecimento de água ao concelho, forçando a nova gestão a um reordenamento das prioridades, que, de resto, se traduziu num investimento de muitos milhões de euros.
Já no poder, puseram preto no branco, e com as letras todas, nas Grandes Opções do Plano para 2006, que o investimento no saneamento básico do Castelo seria, nesse ano, “a aposta principal na freguesia”. E, com efeito, foram inscritas naquele documento verbas significativas que permitiam dar passos seguros na realização de duas obras.
Uma dessas obras, para a qual estava orçamentada uma verba de 240 mil euros, era o sistema em baixa Caixas/Alfarim/Meco/Torrões; a outra abrangia a zona de Santo António/Sampaio/Pedreiras/Maçã. Agora, perante a conta de gerência do ano passado, a realidade é desoladora. O saneamento básico do Castelo, que era a aposta principal de Augusto para a freguesia em 2006, traduziu-se apenas na abertura, já em Dezembro, do concurso relativo à primeira daquelas obras. Na prática, saldou-se num rotundo e sugestivo zero, a fazer lembrar a circunferência da manilha em Alfarim, que um dos mais recentes boletins municipais exibia galhardamente.
Tratando Augusto das prioridades a este ritmo vertiginoso, as gentes do Castelo já podem ir formando uma pequena ideia daquilo que as espera. Melhor: daquilo por que vão continuar a esperar, e longamente. Na verdade, quem paga Represas não constrói condutas…