Foi uma das coisas que aprendi nos bancos do liceu, na disciplina de Jornalismo: conhecer a imprensa escrita é sobretudo pegar nos jornais, pô-los lado a lado e comparar a importância relativa que dedicam às matérias que tratam. No nosso concelho, o exercício reveste-se de grande interesse. Confronte-se, por exemplo, a última edição de “O Sesimbrense”, já aqui ampla e suficientemente glosada, com o mais recente número do “Jornal de Sesimbra”. Estou à vontade para o fazer, pois não morro de amores por nenhum dos títulos. Aponto cinco casos, que considero flagrantes:
1. No JS, a visita dos jovens ao Parlamento Europeu, a convite do PCP, mereceu 3/5 de uma página par. N’“O Sesimbrense”, foi o que se viu: manchete e as quatro centrais. Uma alegria! Um fartar vilanagem!
2. A inauguração do Espaço Zambujal teve uma chamada, breve e discreta, na capa do “Jornal de Sesimbra”, e uma reportagem concisa, na contracapa. Desta vez, Augusto e Odete não nos são apresentados como autarcas embevecidos, ao contrário do que “O Sesimbrense” afirmava na sua primeira página, em legenda à fotografia que o JS agora repete.
3. O JS destina a melhor e a maior parte da sua página 9 – note-se: uma central ímpar – ao debate sobre o Ordenamento do Território e Mais Valias Urbanísticas, dedicando-lhe uma reportagem circunstanciada. “O Sesimbrense”, assobiando para o lado, limitou-se a passar pela coisa como quem não a quer.
4. O JS dá notícia da sessão ordinária da Assembleia Municipal de 13 de Abril. “O Sesimbrense”, aos costumes, disse nada.
5. O JS esforçou-se por dar conta da aprovação do Relatório de Contas de 2006, na reunião da Câmara Municipal realizada em 29 de Março (mesmo tratando-se de uma reunião a que, segundo o jornal, a comunicação social não pôde assistir). A “O Sesimbrense”, o assunto não motivou uma única linha.
Esperando que a Dr.ª Peneque tome estes reparos por críticas construtivas, relembro-lhe que as árvores se conhecem pelos frutos.
1. No JS, a visita dos jovens ao Parlamento Europeu, a convite do PCP, mereceu 3/5 de uma página par. N’“O Sesimbrense”, foi o que se viu: manchete e as quatro centrais. Uma alegria! Um fartar vilanagem!
2. A inauguração do Espaço Zambujal teve uma chamada, breve e discreta, na capa do “Jornal de Sesimbra”, e uma reportagem concisa, na contracapa. Desta vez, Augusto e Odete não nos são apresentados como autarcas embevecidos, ao contrário do que “O Sesimbrense” afirmava na sua primeira página, em legenda à fotografia que o JS agora repete.
3. O JS destina a melhor e a maior parte da sua página 9 – note-se: uma central ímpar – ao debate sobre o Ordenamento do Território e Mais Valias Urbanísticas, dedicando-lhe uma reportagem circunstanciada. “O Sesimbrense”, assobiando para o lado, limitou-se a passar pela coisa como quem não a quer.
4. O JS dá notícia da sessão ordinária da Assembleia Municipal de 13 de Abril. “O Sesimbrense”, aos costumes, disse nada.
5. O JS esforçou-se por dar conta da aprovação do Relatório de Contas de 2006, na reunião da Câmara Municipal realizada em 29 de Março (mesmo tratando-se de uma reunião a que, segundo o jornal, a comunicação social não pôde assistir). A “O Sesimbrense”, o assunto não motivou uma única linha.
Esperando que a Dr.ª Peneque tome estes reparos por críticas construtivas, relembro-lhe que as árvores se conhecem pelos frutos.