Mostrar mensagens com a etiqueta "Notícias da Zona". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta "Notícias da Zona". Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Alguma razão deve haver

Certamente inspirado pelos queixumes que as exigências de exame prévio do vereador Polido motivaram, recentemente, ao congénere NOTÍCIAS DA ZONA, o director do NOVA MORADA dedica o editorial do último número à distinção entre entrevista e inquérito (trocando a coisa por miúdos: perguntas previamente colocadas por escrito), e termina o seu escrito com uma garantia aos leitores: a de que sempre que o jornal que dirige “publique um inquérito por entrevista os informa da forma e do método utilizado”. Parece-me bem.

Por coincidência, o último NOVA MORADA traz uma extensa entrevista com o vereador Polido, conduzida pelo director do quinzenário e pela jornalista Vanda Pinto. Ao leitor, não é dito tratar-se de um inquérito, pelo que, fazendo fé nas palavras do seu director, estamos mesmo perante uma entrevista (conversa oral).

Resumindo e concluindo: ao que parece, o vereador Polido não terá confiado o suficiente nos jornalistas do NOTÍCIAS DA ZONA para lhes conceder uma entrevista no verdadeiro sentido do termo (aliás, deixou-os a falar sozinhos). Mas não deixou de a conceder ao NOVA MORADA, como se pode ver pela peça assinada pela jornalista Vanda Pinto. Alguma razão deve haver…

terça-feira, 24 de julho de 2007

Estão bem uns para os outros

Parece que o vereador Polido andou um mês a encanar a perna à rã com uma entrevista prometida ao auto-intitulado jornal de referência cá da zona. Segundo reza a agora inconsolável folha quinzenária, o discreto, mas cauteloso, autarca fez um grande finca-pé e exigiu que as perguntas da entrevista lhe fossem previamente apresentadas por escrito, para que, presumo eu, também por escrito lhes pudesse responder.

Nisso, permitam-me os parênteses, está, naturalmente, o nosso vereador no seu direito, pois cada um analisa previamente o que quiser, seja o questionário de uma entrevista, sejam os comentários feitos às entradas publicadas num blogue como este, por exemplo. Espero que, doravante, os camaradas do vereador Polido que, com ou sem vassoura, por aqui pululam quase todos os dias, metam, para sempre, no saco a viola com que habitualmente acompanham o fadinho da alegada censura, um dos poucos que, até hoje, conseguiram decorar.

Mas, voltando à vaca fria, parece que o nosso vereador, mesmo tendo visto satisfeitas as suas exigências quanto ao exame prévio, acabou por roer a corda e deixou o auto-intitulado jornal de referência a falar sozinho. Na Quinta do Conde, calculo eu, deve ter havido mosquitos por cordas.

Estão bem uns para os outros, convenhamos. Se o navio de Augusto mete água por todos os lados, os seus imediatos mostram à puridade que não beberam chá em pequenos. Já os plumitivos, sempre lestos a sondar os ventos, vão adivinhando a borrasca, e, mandando às malvas a solicitude de outrora, fazem por tratar da vidinha, bem acomodados nos botes salva-vidas. Entretanto, o concelho resvala a pique, pelo convés inclinado. Convés? Há quem lhe chame “plantaforma”…

quinta-feira, 14 de junho de 2007

E coisa e tal

No seu último número, o “Notícias da Zona”, jornal de referência, e coisa e tal, dá-nos conta do lamentável espectáculo oferecido por Esequiel Lino na sessão consagrada aos 30 anos do poder local democrático, que se realizou no passado dia 2. Nada que nos surpreenda. Neste artigo indignado, e assinado pela própria direcção do periódico, fica-se ainda a saber que a preparação do evento e a sua condução por parte de Odete Graça não terão ficado isentas de críticas. Verdadeiramente surpreendente é a gente ler no jornal de referência, e coisa e tal, que tudo isto se passou na magnífica sala “Carlos Sargedas”. Há sempre um Portugal desconhecido…

segunda-feira, 11 de junho de 2007

De encontro

O “Notícias da Zona”, que hoje voltou a dar à costa, apresenta-se, na sua contracapa, como um jornal de referência em termos de actualidade e informação plural, isenta e rigorosa. Não duvido que assim seja, mas faz-me espécie que, segundo o quinzenário, Augusto tenha declarado que o novo site camarário é “um site moderno que vai de encontro às necessidades dos munícipes”.

Os leitores mais benévolos estarão em crer que um dos dois, a jornalista ou o autarca, foi inadvertidamente de encontro à língua portuguesa. A mim, depois de ter lido alguns conteúdos (como agora se diz) do novo site, ninguém me tira que Augusto quis mesmo dizer, preto no branco, o que veio publicado, tantos foram os atropelos verificados com a estreia do portal.

terça-feira, 10 de abril de 2007

A anedota do ano

A última edição do NOTÍCIAS DA ZONA garante, a propósito da inauguração do Cine-Teatro Municipal João Mota, no próximo dia 14, que “a entrada é livre e os ingressos devem ser levantados nos dias 11 e 12 na bilheteira”. Se não se tivesse dado o caso de o jornal ter saído na passada segunda-feira, dia 2 (quer dizer, um dia depois do famigerado primeiro de Abril), seríamos levados a pensar que a Câmara de Sesimbra tinha reeditado em 2007 o notável concurso do Dia das Mentiras que, no ano transacto, fez estremecer o arranha-céus. Afinal, o certame deste ano, exclusivamente destinado à imprensa local, parece ter sido de anedotas e o vencedor foi o NOTÍCIAS DA ZONA, que, com a piada acima transcrita, arrasou a concorrência, bem merecendo levar a taça. Os nossos parabéns: a piada é de gritos. Simplesmente genial! Valeu!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Grandes planos

Leio, no último "Notícias da Zona", um artigo assinado por Fernando Patrício, líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal, sobre a revisão do Plano Director Municipal. O título dado ao escrito é de uma sobriedade exaltante: “Com a CDU Sesimbra avança”. E o articulista começa por garantir que “o novo PDM deve valorizar o património cultural do Concelho, onde se destaca a Fortaleza de Santiago, o Castelo de Sesimbra, o aproveitamento turístico das grutas do Zambujal e do Santuário do Cabo Espichel”.

Não deixa de ser curioso que se invoquem agora a Fortaleza e o Castelo, as Grutas do Zambujal e o Santuário do Cabo, quando é sabido que o PDM, seja ele qual for, nada poderá mudar quanto ao destino destes quatro monumentos.

O que os sesimbrenses querem saber é se, dentro de dois anos, o Museu do Mar abrirá as suas portas, como Augusto, no ano passado, depois de ter reconhecido a legitimidade da posse da GNR sobre a Fortaleza, lhes prometeu, sorrindo radiante de optimismo. A avaliar pelo relato de uma sessão camarária, vindo a lume num dos últimos números do “Nova Morada”, a coisa está preta! Mas o que os sesimbrenses querem saber é se – e quando – a Fortaleza vai ser recuperada e aproveitada para fins culturais e turísticos. É que, para isso, planos – já há!

O que os sesimbrenses querem saber é se a recuperação do castelo de Sesimbra vai progredir ao ritmo que vinha de trás. É que, para isso, planos – já há!

O que os sesimbrenses querem saber é se, para o problema do Cabo Espichel, se vê alguma luz ao fundo do túnel, e se o Santuário vai ser recuperado e reconvertido. É que, para isso, planos – já há!

O que os sesimbrenses querem saber é se a Casa do Bispo, futura sede do Museu Municipal, vai ser recuperada. A obra custa umas dezenas de milhares de contos, o que implica poupar um bocadinho em fogo-de-artifício e em comes-e-bebes. Mais ça ira! É que, para isso, planos – já há!

Mas esta gente é assim, gosta de planos; e adora sobretudo fazê-los. Esequiel Lino passou vinte anos a desenhar no papel o futuro radioso do município que nunca mais chegava, os amanhãs que teimavam em não cantar. Foi o que se viu, e sobretudo o que se não viu: a calamidade no abastecimento de água; a desastrada localização da ETAR de Sesimbra; as instalações sempre adiadas para a Assembleia Municipal; o cemitério de Aiana que nunca ganhou vida; a alfurja do Castelo de Sesimbra; o Cine-Teatro e a Biblioteca eternamente a marcarem passo; e a anedota pegada que, durante uma década, foi a obra do mercado municipal da Quinta do Conde. Malfadadamente, a vida de um município está muito para além dos dossiers.

Entretanto, há coisa de dois anos, um jornal da Quinta do Conde chamou elogiosamente a Augusto o “vereador dos Planos”. Certo é que, dois anos volvidos, nenhum dos planos iniciados por Augusto no anterior mandato, enquanto vereador do Planeamento Urbanístico, foi até hoje aprovado.

Agora, o amor aos planos permanece intocado, o que vai levando Sesimbra a resvalar pelo plano inclinado. Não sei se Augusto tem na manga algum plano de emergência; ou se, ao invés, joga tudo na ribalta das objectivas e na notoriedade dos grandes planos…