Mostrar mensagens com a etiqueta Informação camarária. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Informação camarária. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A "plantaforma"

A Câmara Municipal de Sesimbra – presumo que através do seu serviço de Trânsito, da responsabilidade de Augusto – difundiu hoje o seguinte comunicado:

A Câmara Municipal de Sesimbra informa que o sistema de cargas e descargas na Av. 25 de Abril, entre o Largo de Bombaldes e a Praça da Califórnia, será alterado a partir do próximo dia 1 de Julho.
Assim, as cargas e descargas, apenas serão permitidas de segunda a sexta-feira entre as 9 e as 17.30h, sendo o acesso à
plantaforma (o sublinhado é meu) controlado por funcionários da C. M. Sesimbra.
Fora deste horário, o acesso à referida
plantaforma (o sublinhado é meu) será vedado, apenas se permitindo o acesso em caso de emergência.

Gratos pela compreensão.

Fico sem saber a quem se dirige o apelo à compreensão alheia: se aos automobilistas, se aos leitores desta pérola. Mas talvez se possa encontrar uma plantaforma de entendimento.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Onde está o Wally?

Para variar, propomos hoje algo de verdadeiramente diferente. Nada mais, nada menos, do que um teste à perspicácia do leitor sagaz. Nas diversas fotografias - correspondentes a várias sessões - que, no mais recente número do "Sesimbra Município", ilustram a reportagem do Orçamento Participativo, há uma figura que está em todas, sem que tenha qualquer responsabilidade autárquica ou qualquer vínculo ao município. Será que anda com a casa às costas?

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Um Óscar para O Delfim

Ontem à noite estavam duas – duas! – pessoas no Cine-Teatro João Mota para assistirem à projecção do filme “O Delfim”, de Fernando Lopes. A bem da Nação, desistiram. Na mesma semana em que o “Jornal de Sesimbra” nos revela uma Dr.ª Felícia muito entusiasmada – sem que ninguém perceba bem porquê – com a excelência mirífica da informação camarária, a divulgação das actividades do Cine-Teatro já deu nisto: um Óscar para o maior fiasco.

Ao que a “Magra Carta” soube, outras sessões têm estado às moscas, ou quase. Depois do esbanjamento insustentável de muitos milhares de euros com o programa inaugural, segue-se a inevitável dieta, que, lamentavelmente, parece não incluir o teatro...

Ou talvez sim... O drama de Augusto e Felícia vai começar no dia em que perceberem que o caso de ontem é exemplar: toda a gente tem este filme em casa. Compraram-no há uns poucos de anos, em DVD, juntamente com um jornal diário de grande circulação. Mas ao drama há-de seguir-se a tragédia, quando nos prestarem contas da gestão da sala.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Provas de contacto





A foto da direita é tudo aquilo que, em termos de imagem, se pode obter, sobre a Capela do Espírito Santo, no novo site camarário. Esta foto não é passível de ampliação. A foto da esquerda é a que consta do site da Junta de Freguesia de Santiago, já depois de ampliada uma primeira vez. Pode ainda ser ampliada novamente. Depois disto, cabe ao leitor tirar as devidas conclusões. Mais palavras para quê?

O carro de som

Abençoada seja a Senhora Câmara, que parece nadar em dinheiro! A ronda do carro de som, que por aí anda, desalmadamente, apregoando aos quatro ventos os foros territoriais do Orçamento Participativo, foi contratada a uma conhecida empresa privada. Depois do assessor, o megafone. À razão de 13 reuniões, a coisa deve ficar a um preço módico. E que tal colocarem também estes gastos sob os desígnios do pagode?

Tenham vergonha!

Perante as múltiplas entradas aqui publicadas, a Câmara Municipal de Sesimbra parece ter sentido a necessidade de, nos últimos dias, se desdobrar, via Sesimbra FM, em sucessivas explicações sobre o novo site municipal. Dizem que a coisa está em fase experimental, e que ainda estão a proceder a ajustamentos, a actualizar conteúdos. Esta prosápia é notável, e até espantosa. Estão a ajustar o quê? O sistema métrico? A experimentar o quê? A sintaxe, que tão vilipendiada foi nalgumas passagens do novo portal? E quando irão actualizar o inexplicável silêncio lançado, na Sesimbr'AconteceNet, sobre a iniciativa que a Biblioteca Municipal promove hoje à noite? Amanhã?

Em dez meses, em dez longos meses, não tiveram informação suficiente para escrever meia dúzia de linhas de apresentação da Capela do Espírito Santo?

Dez meses, dez longos meses, dois deles consabidamente em testes, não serviram para afinar o produto?

Tenham vergonha!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Letras são tretas (2)

Eu bem dizia que a coisa ia ser vista à lupa. Navegando no novo site camarário, constatei agora que os maravilhosos textos sobre as lendas já não estão on-line. Moral da história: O cavaleiro da lenda das três bolas de ouro foi apeado. A caixa grande do Senhor das Chagas já não voa por sobre a Pedra Alta. E o grande mouro, que levou os três bananos no tempo de D. Afonso Henriques, seguiu as pisadas do Orçamento Participativo. Ficou KO.

Letras são tretas (1)

No site da Câmara, a sessão de amanhã, na Biblioteca, sobre a pesca do bacalhau continua fora da agenda Sesimbr’AconteceNet. Mas as áreas das freguesias do Castelo e da Quinta do Conde já foram corrigidas. Esta gente é assim, só lá vai com o rigor da matemática, não se convence com duas cantigas, apenas cede perante os números. Má sorte a da Biblioteca, que tem de lidar com palavras…

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Nada será como dantes...

Pelas contas do novo site camarário, a freguesia da Quinta do Conde também sai muito beneficiada. São 1422 quilómetros quadrados. Nada será como dantes...

Nem tanto ao mar...

Pela leitura, sempre aprazível, do novo site camarário, fico a saber que a freguesia do Castelo tem uma área de 17877 quilómetros quadrados. A prodigiosa informação de Augusto opera milagres. Consta que holandeses e israelitas vêm a caminho. Querem saber como se faz…

Dão-se alvíssaras...

Por que será que, no novo site da Câmara, a iniciativa da Biblioteca Municipal sobre a pesca do bacalhau, aprazada para o próximo dia 31, Dia do Pescador, continua omissa, não constando da agenda on-line Sesimbr’AconteceNet? Será descaramento? Será teimosia? O controleiro dos blogues está de folga? Entrou em férias? Ou meteu baixa? Dão-se alvíssaras…

Uma imensa trapalhada

Dêem-me o devido desconto, pois eu não ouvi a emissão da Sesimbra FM. Mas, a fazer fé nesta estação, parece que Miguel Manso, o editor do novo site camarário, terá hoje, perante os jornalistas, na apresentação do projecto, pedido aos munícipes que possam ter críticas a fazer ao portal agora estreado (bem como às publicações camarárias), que as apresentem on-line, no próprio site, e não “na rua”. Ao que parece, Miguel Manso também esclareceu que a responsabilidade do novo site é do Gabinete de Informação e Relações Públicas da edilidade.

O pedido de Miguel Manso, ao jeito de quem não quer que o poder caia na rua, a ser exacto, deixa-me estupefacto. Os regimes de partido único, como o do Dr. Salazar, começaram assim. Se a moda sugerida pegar, lá terá a CGTP de abandonar as tradicionais “manifs” e ir cordatamente apresentar os seus queixumes ao primeiro-ministro. Já não bastava a Augusto e Felícia a responsabilidade, em última instância, pelo site desastroso que foi posto em linha. Terão, agora, também de explicar a imensa trapalhada que são estas declarações.

domingo, 27 de maio de 2007

www.desvergonha.cms.pt (4)

À lupa

Se bem me lembro, o candidato Augusto prometeu transformar Sesimbra no maior destino turístico da península de Setúbal. Por isso, mal se percebe que as fotos do novo site sejam minúsculas e não se deixem ampliar. Mas, bem vistas as coisas, não virá daí grande mal ao mundo. Pelas amostras que pude ler, algo que me diz que, em breve, todo o portal terá de ser visto à lupa. A questão resume-se ao seguinte: a rapariga regressa do posto do turismo ou, depois das trutas arrecadadas no Seixal, irão finalmente pescar à linha em Almada? Valha-lhes o Cristo-Rei!

www.desvergonha.cms.pt (3)

Arquivo cesto

Ao que parece, o Arquivo Municipal não quis deixar de se associar a esta festa tão bonita, tão popular e tão comovente como é a do novo site da Câmara Municipal de Sesimbra. Ou não fosse verdade que, e passo a citar, de acordo com as prioridades definidas existem um conjunto de tarefas a realizar por este serviço. Se os senhores nos dizem que existem um conjunto de tarefas é porque existem, e pronto. Quem pensar o contrário deve julgar que num Arquivo, além de catalogarem e guardarem papéis, ainda têm de saber escrevê-los. Ou então tem a presunção de acreditar que alguém há-de rever as prosas dos arquivistas. Era só o que faltava.

www.desvergonha.cms.pt (2)

As lêndeas

Uma das boas inovações do site da responsabilidade de Augusto e Felícia é a rubrica dedicada ao “património lendário”. Convenhamos que a escrita empregue, de tão criativa, torna a designação profética. Aqui vão alguns saborosos nacos de prosa.

Primeiro. Sobre a lenda da Senhora do Cabo, pode-se ler penosamente o seguinte: Durante várias noites, um velho de Alcabideche via brilhar no Espichel uma luz, que a Virgem Maria em sonho lhe explicou tratar-se de uma representação da sua imagem, seguindo o velho até lá, quando na Caparica encontra uma velha com o mesmo sonho.

Não discuto que a luz seja uma representação de uma imagem da Virgem Maria: a minha teologia não chega para tanto. Já a pontuação adoptada e a sintaxe engendrada deixaram-me sem fôlego. Calculo que, perante este tratado da arte de mal escrever, Augusto fique sem pinga de sangue.

Segundo. Na abordagem à lenda das três bolas de ouro, o cavaleiro, perdão, o cavalheiro começa assim: Numa noite escura, um cavaleiro chegou a Sesimbra em busca de uma parteira que socorresse um nascimento no campo, tendo Leonor Maria acudido aos pedidos de ajuda de um cavaleiro, que a fez subir para o cavalo, vendou-a e levou-a consigo.

Não é por nada, mas isto de cavaleiros em Sesimbra tem muito – mas mesmo muito – que se lhe diga. Por isso, não me espanta que um deles venha agora implorar à Leonor Maria que socorra um nascimento. Se fôssemos mal intencionados, poderíamos pensar que à pobre da Leonor lhe foi pedido que acudisse a uma dama em trabalhos de parto. Mas não. Trata-se, exacta e rigorosamente, de “socorrer um nascimento”, seja lá isso o que for. A pontuação, esgalhada em estilo mata-cavalos, com as vírgulas a galope, mantém-se absolutamente notável. Já o encadeamento das frases é de tal modo exemplar, que ficamos sem perceber se o cavaleiro que vendou a Leonor era o mesmo que, três linhas antes, havia começado a história. Cada um é para o que nasce, e o redactor do portal não nasceu para isto. Numa questão de cavaleiros, ou Augusto toma as rédeas em mãos ou a carroça acaba por tombar.

Terceiro. Sobre o Senhor das Chagas, o novel site começa por rezar assim: Segundo a tradição, em torno do ano de 1536 terá aparecido nas praias de Sesimbra uma grande caixa com a imagem de um cristo crucificado, por sobre uma pedra que a areia nunca cobriu, tendo esta imagem sido levada para a capela da Misericórdia.

Uma caixa grande surgindo “em torno” do ano de 1536, e “por sobre” uma pedra poderia bem ser a legenda de um daqueles quadros de Salvador Dali em que os relógios derretem e o diabo a sete. Mas não. Corações ao alto! Semelhante pérola é nossa, muita nossa, só nossa, Ká-da-Casa, made in Augusto, olareques!

Quarto. Só mais uma, e sem comentários, que não são precisos para nada: Preparava D. Afonso Henriques a conquista de Sesimbra, enviando um seu emissário, Pero Moniz, declarar guerra ao rei de Badajoz, sendo este cavaleiro ofendido por um grande árabe, que em resposta recebeu três fortes socos que o prostraram por terra.

www.desvergonha.cms.pt (1)

Estaline on-line

Já está em linha o novo site da Câmara Municipal de Sesimbra. A gestão comunista andou meses a fio a anunciá-lo com indisfarçável excitação. Para quem, como eu, estava de fora, terá mesmo chegado a passar a ideia de que a oitava maravilha do mundo informático vinha a caminho. Mas, como se tornou hábito, a partida foi dada com um tiro de pólvora muito seca.

Do prisma informativo, os tiques estalinistas são bem evidentes. Deixo-vos apenas dois exemplos:

Primeiro: A agenda Sesimbr’AconteceNet anuncia, para o próximo dia 31, diversos eventos no âmbito das comemorações do Dia do Pescador. Misteriosamente, não alude à sessão sobre a pesca do bacalhau que, nessa noite, vai ter lugar na Biblioteca Municipal de Sesimbra. Foi, seguramente, falta de espaço. Sim, só pode ter sido isso, falta de espaço.

Segundo: Na área da Cultura, são indicados os três actuais núcleos do Museu Municipal. O Núcleo de Arqueologia e a Exposição Museu do Mar têm direito, cada qual, a um texto de apresentação, ilustrado com uma fotografia. Porém, ao clicarmos no Núcleo da Capela do Espírito Santo, caímos no regaço da Branca de Neve. Nem uma palavra. Nem uma imagem. Branco mais branco não há. Coisa estranha, insólita e bizarra: o mais importante projecto museológico até hoje concretizado no concelho – e o único cujas colecções estão devidamente estudadas e divulgadas em catálogo – é descaradamente desprezado pela gestão estalinista de Augusto. A anatomia não explica tudo. A dor de cotovelo cega…

terça-feira, 22 de maio de 2007

Se fosse eu, tingia a cara de negro...

Convenhamos que não há muito mais a esperar de uma câmara municipal de acentuado pendor marxista-leninista, como, presentemente, é o caso da de Sesimbra. Pelo que se vê, a religião só é fato que lhes sirva quando se presta a animar o Carnaval todo o ano. Ora, com a Festa das Chagas é diferente, a coisa fia mais fino, e a estrutura solene, tradicional e compassada da procissão corta as vazas aos penetras e aos arrivistas. Por isso, a importância que o boletim municipal, no seu último número, deixou de dar à Festa é de uma eloquência acabada. Uma oitava parte de página par, ao fundo, soterrada pela notícia, extremamente relevante, dos aniversários do “Jornal de Sesimbra” e da “Sesimbra FM”. Já o tamanho da fotografia avivou-me na memória, por alguns segundos, os fantásticos desenhos da série “Onde está o Wally?”.

Mas uma desgraça nunca vem só. Repare-se na peregrina sintaxe do primeiro período do escrito, que, para geral ilustração, passo a transcrever: “As Comemorações da Festa em Honra do Senhor Jesus das Chagas, Padroeiro dos pescadores de Sesimbra, teve o seu grande momento, durante a habitual procissão, entre a Capela da Misericórdia e a Igreja Matriz, no dia 4 de Maio”. Como é que foi que disse? Importa-se de repetir? As Comemorações teve? Não será antes As Comemorações tiveram? E Augusto, que terá ele para nos dizer, agora que a jornalista efectiva de “O Sesimbrense” foi despachada para o Posto de Turismo? Honra seja feita à rapariga, estou em crer que ela, como pexita que é, pelo menos nunca faria decorrer a procissão de 4 de Maio entre a Capela da Misericórdia e a Igreja Matriz, pois, na verdade, o trajecto é o inverso. Claro está que no Seixal, além de serem pouco dados à gramática, não devem fazer a mais pequena ideia da coisa…

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Uma boa pergunta

Num comentário à entrada “Sesimbr’Repete”, aqui publicada ontem, escreve, com absoluta pertinência, o nosso leitor PM15:

Gostava que abordassem uma questão que quanto a mim é interessante. A tiragem mensal da Sesimbra'Acontece é de 10.000 unidades, e em Lisboa a tiragem de uma revista do género é de 20.000 unidades. Será que somos assim tão ricos e tão grandes?

A questão que este leitor nos coloca tem várias facetas. Entre nós, presentemente, faz-se tudo em grande. Não se olha a meios (para atingir fins). O programa inaugural do Cine-Teatro, repleto de estrelas, que são pagas a peso de ouro para actuarem perante uma plateia necessariamente limitada, dura mês e meio!!! As iniciativas, não raro de interesse duvidoso, desdobram-se sem critério, e as despesas multiplicam-se em esforços desgarrados que põem a nu a ausência de uma política cultural séria. Por outro lado, e contra a corrente, assistimos ao esforço meritório, quase heróico, de uma Biblioteca Municipal que, sendo desprezada pela própria informação camarária, cerceada no acesso aos media pela mão de ferro que condiciona a imprensa local, e limitada, no plano orçamental, pela escassez de verbas, mostra ser uma casa de Cultura verdadeiramente digna desse nome.

Quanto à “Sesimbr’Acontece”, agora distribuída pelas caixas de correio à laia de folhetos de hipermercado, bastará lembrar que, ao contrário da defunta “Sesimbra Eventos”, tira doze números por ano (contra seis da antecessora) e é feita fora das oficinas gráficas municipais (vivam o "outsourcing" e a iniciativa privada!), sendo impressa a quatro cores num papel luxuoso. A tiragem aumentou, pelo menos, 20%. Seria interessante que Augusto esclarecesse a população sobre os actuais custos de impressão da agenda cultural, para que os pudéssemos comparar com o que antes se gastava. Pelo menos nisto, ainda lhe valerá a pena tentar, porque, no resto, quaisquer comparações o farão corar de vergonha, supondo que a tem…

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Sesimbr' Repete

Vai para um ano, a nova agenda de acontecimentos da Câmara Municipal de Sesimbra deu à costa. Vinha com a vela toda enfunada, mas acabou ao reminho pela borda d’água. Ontem, como hoje, é um pãozinho sem sal. A cerimónia de apresentação da coisa, que meteu cães grandes, faladura e acepipes, quase pediu meças à noite dos Óscares. Vendida como o último grito das agendas, a “Sesimbr’Acontece”, derivado aos dislates, deu depois, com efeito, muito que falar, e terá mesmo havido quem tenha largado alguns berros irados, apenas sustidos pelos reposteiros do gabinete.

Agora, afinal, veio-se a saber que havia outra. Chama-se “Coimbra Acontece”, publica-se desde 1998, e está disponível, em ficheiro PDF, qual fonte de inspiração, no "site" da Câmara Municipal de Coimbra. Está certo. Como Coimbra rima com Sesimbra, e “acontece” rima com “acontece”, fica dado o mote para os próximos Santos Populares. Aceitam-se quadras.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Os netos de Estaline

A mais recente proeza da esmerada Dr.ª Felícia vem na última “Acontece”, acabadinha de sair – chegou hoje, sem remetente nem destinatário, à minha caixa de correio, e sem que eu a tivesse pedido – e é digna de José Estaline. Consiste a façanha em ali se ter feito uma circunstanciada resenha histórica do Museu Municipal de Sesimbra, sem que a criação do Núcleo Museológico da Capela do Espírito Santo, em Dezembro de 2004, tenha merecido qualquer atenção à luminária de serviço. Estamos mesmo a ver, numa próxima sessão de Câmara, a Dr.ª Felícia, perante o olhar de soslaio do embaraçado Augusto, a fazer o pino sobre a quadratura do círculo e a jurar a pés juntos que vai ver o que é se passou, que foi certamente um lapso, um erro, uma desatenção. Assim se justifica o injustificável. Assim se omite e escamoteia, clamorosamente, e com despudor, o mais importante investimento museológico alguma vez feito – de longe, e sob todos os pontos de vista – na nossa terra. Assim a Dr.ª Felícia, que tem mostrado profunda indiferença no que diz respeito ao processo de recuperação da Casa do Bispo, se permite dar mais um salto oportuno na história recente do concelho, passando da criação do Museu do Mar, em 1983, para o regresso do Museu Arqueológico ao Castelo, em 2006. É claro que, no final do texto, a contra-gosto, e como quem não quer a coisa, para ver se ela passa despercebida com o barulho das luzes, lá se admite que o Núcleo da Capela integra o Museu Municipal. É na última linha, a tal que talvez ninguém venha a ler. Vê-se que a coisa lhes custa, mas tem de ser, pois ignorá-la absolutamente seria o mesmo que tentar fazer crer ao pagode que o sol não nasce todos os dias. Ora, como toda a gente sabe que ele se levanta manhã após manhã, resta-nos aceitar que, quando nasce, não é para todos…