O nosso diplomado Primeiro-Ministro foi até Moscovo prestar vassalagem ao reconhecido democrata Vladimir Putin, frustrando as ingénuas expectativas de quem aguardava que o senhor Engenheiro lembrasse ao czar da Rússia essa coisa mal definida que é a liberdade, prima dos direitos humanos.
Galhardamente, Sócrates saiu-se com uma pirueta, declarando que não é bonito dar lições a quem quer que seja. Notável!
Ao mesmo tempo, o Secretário de Estado das Comunidades curvava-se perante o sublime Chavez, o ditador arrogante que o Mundo conhece mas que mereceu elogios do nosso governante que até anuncia que o inefável democrata visitará Portugal no próximo ano.
São estes os homens corajosos, impolutos e desassombrados que nos governam.
Vai ficar bem entregue a próxima presidência da União Europeia.
Estão bem entregues os portugueses...
domingo, 3 de junho de 2007
Piano, piano...
Há dias, assisti a uma daquelas cenas bem conhecidas do grande público que recordam a lentidão enfadonha e minuciosa de um filme de Manoel de Oliveira.
Foi na Almoinha, com um funcionário da Câmara a trabalhar, sem pressas, conversando com dois senhores que me pareceram pertencer à mesma colectividade, enquanto o motorista lia o jornal, sentado na camioneta que, provavelmente, ali terá ficado durante a eternidade que a obra terá durado.
É o que se chama uma obra participativa...
Já agora, aproveito para participar que o acesso poente da Carrasqueira, o tal do ribeirinho seco, está novamente cheio de altos e baixos, moléstia cíclica, que se há-de fazer?
Palpita-me que, dois homens, mesmo em ritmo pausado, na toada lenta do tio Manoel, em duas horas punham aquilo direitinho. Sem dramas, sem êxtases, sem trabalhos de Hércules, tudo pianinho para não acordar o amigo motorista que, muito concentrado, lê o seu jornal, talvez o "Raio de Luz"...
Foi na Almoinha, com um funcionário da Câmara a trabalhar, sem pressas, conversando com dois senhores que me pareceram pertencer à mesma colectividade, enquanto o motorista lia o jornal, sentado na camioneta que, provavelmente, ali terá ficado durante a eternidade que a obra terá durado.
É o que se chama uma obra participativa...
Já agora, aproveito para participar que o acesso poente da Carrasqueira, o tal do ribeirinho seco, está novamente cheio de altos e baixos, moléstia cíclica, que se há-de fazer?
Palpita-me que, dois homens, mesmo em ritmo pausado, na toada lenta do tio Manoel, em duas horas punham aquilo direitinho. Sem dramas, sem êxtases, sem trabalhos de Hércules, tudo pianinho para não acordar o amigo motorista que, muito concentrado, lê o seu jornal, talvez o "Raio de Luz"...
O que resta de uma urbe...
Quem desce a rua Cândido dos Reis e chega ao largo da farmácia, entra num palco no qual está em cena uma peça dramática em vários e desvairados actos.
A farmácia é um marco histórico, quase tão nobre como a Capela do Espírito Santo que, na tragédia que é a continuada descaracterização desta terra, vai acolher (imagine-se) um espectáculo de rock. Abençoadas criaturas que nos governam!
Em frente da Capela, definha a Casa Adelino, à espera de trespasse, aquela que foi das mais representativas lojas de comércio de Sesimbra.
Do outro lado, em contrapartida e como sinal desta modernidade exaltada, surge a catita sapataria "Pé Descalço", nome bem sugestivo que é a prova real de que a imaginação não tem limites.
É assim a Sesimbra moderna, rica de contrastes, avacalhando lugares quase sagrados, deixando morrer referências com pergaminhos e exibindo fulgores de criatividade com alusões ao pé descalço que o Capitão Domingos deixou para a posteridade, associando-o ao molho dos choquinhos com tinta.
Por ali abaixo, chegamos ao velho Grémio que, há longos meses, está ligado à máquina, a mesma que mantém o vizinho jornal "O Sesimbrense" em regime de cadáver adiado.
E lá ao fundo da rua Direita mora a Câmara, a mesma que organiza concertos de rock na Capela e finge levar a cabo orçamentos participativos.
É o que resta desta urbe a que nem um poeta meio ébrio consegue achar graça...
A farmácia é um marco histórico, quase tão nobre como a Capela do Espírito Santo que, na tragédia que é a continuada descaracterização desta terra, vai acolher (imagine-se) um espectáculo de rock. Abençoadas criaturas que nos governam!
Em frente da Capela, definha a Casa Adelino, à espera de trespasse, aquela que foi das mais representativas lojas de comércio de Sesimbra.
Do outro lado, em contrapartida e como sinal desta modernidade exaltada, surge a catita sapataria "Pé Descalço", nome bem sugestivo que é a prova real de que a imaginação não tem limites.
É assim a Sesimbra moderna, rica de contrastes, avacalhando lugares quase sagrados, deixando morrer referências com pergaminhos e exibindo fulgores de criatividade com alusões ao pé descalço que o Capitão Domingos deixou para a posteridade, associando-o ao molho dos choquinhos com tinta.
Por ali abaixo, chegamos ao velho Grémio que, há longos meses, está ligado à máquina, a mesma que mantém o vizinho jornal "O Sesimbrense" em regime de cadáver adiado.
E lá ao fundo da rua Direita mora a Câmara, a mesma que organiza concertos de rock na Capela e finge levar a cabo orçamentos participativos.
É o que resta desta urbe a que nem um poeta meio ébrio consegue achar graça...
sábado, 2 de junho de 2007
E agora, Augusto?
Começa a tornar-se um hábito. Ontem, um novo fiasco no Orçamento Participativo. Inclemente. Dezassete pessoas marcaram presença no foro territorial da Cotovia. Destas, sete eram militantes do Partido Comunista e outras duas trabalhavam para a autarquia. Entre as oito que sobejavam, uma passou o tempo todo a falar de problemas da escola que acolheu a pífia reunião.
Tudo isto começa a ser penoso para o Presidente da Câmara. A tentativa de “sovietização” do concelho é uma evidência. O esbanjamento de dinheiros públicos torna a coisa ainda mais censurável. Mas receio bem que seja tarde para se voltar atrás. E agora, Augusto?
Tudo isto começa a ser penoso para o Presidente da Câmara. A tentativa de “sovietização” do concelho é uma evidência. O esbanjamento de dinheiros públicos torna a coisa ainda mais censurável. Mas receio bem que seja tarde para se voltar atrás. E agora, Augusto?
O "Chavecito"
Eu até acredito que, cá pelo concelho, haja gente que se acha muito importante e que todas as manhãs se mira ao espelho para lhe perguntar: Diz-me, espelho meu, há alguém mais parecido com o Chávez do que eu?
Sucede que, por muito que isso custe ao anónimo que hoje à noite estrebuchou em duas caixas de comentários, a “Magra Carta” não se chama RCTV, nem emite em Caracas. Fique o “Chavecito” a saber que não nos cala. Acontece.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Provas de contacto


A foto da direita é tudo aquilo que, em termos de imagem, se pode obter, sobre a Capela do Espírito Santo, no novo site camarário. Esta foto não é passível de ampliação. A foto da esquerda é a que consta do site da Junta de Freguesia de Santiago, já depois de ampliada uma primeira vez. Pode ainda ser ampliada novamente. Depois disto, cabe ao leitor tirar as devidas conclusões. Mais palavras para quê?
O carro de som
Abençoada seja a Senhora Câmara, que parece nadar em dinheiro! A ronda do carro de som, que por aí anda, desalmadamente, apregoando aos quatro ventos os foros territoriais do Orçamento Participativo, foi contratada a uma conhecida empresa privada. Depois do assessor, o megafone. À razão de 13 reuniões, a coisa deve ficar a um preço módico. E que tal colocarem também estes gastos sob os desígnios do pagode?
A acta
O Secretário do Presidente da Câmara, que é também o chefe da redacção do “Raio de Luz”, assina, no último número deste mensário, um pormenorizado relato sobre a cerimónia de imposição das condecorações municipais. Admiram-se de quê? Não é ao Secretário que cabe redigir a acta?
Prémio Sequerra (2)
Pelo segundo mês consecutivo, o Prémio Sequerra, destinado a premiar a independência, a isenção e a objectividade da nossa imprensa local, vai direitinho para o “Raio de Luz”. No número de Maio, António Marques assina a prosa agora laureada, que é sobre o novo Espaço Zambujal. Segue o excerto decisivo: Com este projecto agora materializado e colocado ao serviço das populações e colectividades da freguesia e do concelho o executivo e o Presidente da Junta de Freguesia do Castelo, o Dr. Francisco de Jesus merecem os nossos parabéns já que era, aliás, uma ideia que a Junta de Freguesia vinha há alguns anos a tentar dinamizar. É sempre assim, o pensar e falar é uma coisa, o fazer é outra completamente diferente.
De repente, não me perguntem porquê, lembrei-me do estatuto editorial do “Raio de Luz”…
De repente, não me perguntem porquê, lembrei-me do estatuto editorial do “Raio de Luz”…
Tenham vergonha!
Perante as múltiplas entradas aqui publicadas, a Câmara Municipal de Sesimbra parece ter sentido a necessidade de, nos últimos dias, se desdobrar, via Sesimbra FM, em sucessivas explicações sobre o novo site municipal. Dizem que a coisa está em fase experimental, e que ainda estão a proceder a ajustamentos, a actualizar conteúdos. Esta prosápia é notável, e até espantosa. Estão a ajustar o quê? O sistema métrico? A experimentar o quê? A sintaxe, que tão vilipendiada foi nalgumas passagens do novo portal? E quando irão actualizar o inexplicável silêncio lançado, na Sesimbr'AconteceNet, sobre a iniciativa que a Biblioteca Municipal promove hoje à noite? Amanhã?
Em dez meses, em dez longos meses, não tiveram informação suficiente para escrever meia dúzia de linhas de apresentação da Capela do Espírito Santo?
Dez meses, dez longos meses, dois deles consabidamente em testes, não serviram para afinar o produto?
Tenham vergonha!
Em dez meses, em dez longos meses, não tiveram informação suficiente para escrever meia dúzia de linhas de apresentação da Capela do Espírito Santo?
Dez meses, dez longos meses, dois deles consabidamente em testes, não serviram para afinar o produto?
Tenham vergonha!
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Letras são tretas (2)
Eu bem dizia que a coisa ia ser vista à lupa. Navegando no novo site camarário, constatei agora que os maravilhosos textos sobre as lendas já não estão on-line. Moral da história: O cavaleiro da lenda das três bolas de ouro foi apeado. A caixa grande do Senhor das Chagas já não voa por sobre a Pedra Alta. E o grande mouro, que levou os três bananos no tempo de D. Afonso Henriques, seguiu as pisadas do Orçamento Participativo. Ficou KO.
Letras são tretas (1)
No site da Câmara, a sessão de amanhã, na Biblioteca, sobre a pesca do bacalhau continua fora da agenda Sesimbr’AconteceNet. Mas as áreas das freguesias do Castelo e da Quinta do Conde já foram corrigidas. Esta gente é assim, só lá vai com o rigor da matemática, não se convence com duas cantigas, apenas cede perante os números. Má sorte a da Biblioteca, que tem de lidar com palavras…
A coisa está preta
Augusto e Felícia vão acabar o mês, que ainda corre, tal e qual como o começaram: mal, muito mal - como quem está de saída.
As corridas do primeiro de Maio e as medalhas das Chagas estiveram às moscas. O arranque do Orçamento Participativo, que ontem se revelou o fiasco dos fiascos, demonstra à puridade que o PC já nem sequer consegue mobilizar os seus.
O novo site camarário, parido ao fim de quase um ano, e zurzido em dois tempos, é uma lástima sob diversos pontos de vista. O “Sesimbra Município” veio com um chorrilho de asneiras. A “Sesimbr’Acontece”, à parte os tiques estalinistas, mostra ser um título de inspiração coimbrã.
Os militantes que escrevem nos jornais encetaram a via arrogante do autismo político. Pretendem fazer-nos crer que os comunistas sesimbrenses, ungidos de uma superioridade moral que ainda ninguém vislumbrou, são diferentes, cumprem as suas promessas e fazem obra incomparável. Ontem mesmo, Fernando Patrício, num acabado exercício de humor, escreveu, no “Notícias da Zona”, que “há obras por todo o concelho”. Talvez se estivesse a referir à instalação de marquises ou à construção de barbecues. Ao consultar o novo site da Câmara, apenas vejo assinaladas três obras no terreno, pois as do Vereador Gameiro não contam. Assinaladas com três pontos negros, acrescente-se. De facto, a coisa está preta.
As corridas do primeiro de Maio e as medalhas das Chagas estiveram às moscas. O arranque do Orçamento Participativo, que ontem se revelou o fiasco dos fiascos, demonstra à puridade que o PC já nem sequer consegue mobilizar os seus.
O novo site camarário, parido ao fim de quase um ano, e zurzido em dois tempos, é uma lástima sob diversos pontos de vista. O “Sesimbra Município” veio com um chorrilho de asneiras. A “Sesimbr’Acontece”, à parte os tiques estalinistas, mostra ser um título de inspiração coimbrã.
Os militantes que escrevem nos jornais encetaram a via arrogante do autismo político. Pretendem fazer-nos crer que os comunistas sesimbrenses, ungidos de uma superioridade moral que ainda ninguém vislumbrou, são diferentes, cumprem as suas promessas e fazem obra incomparável. Ontem mesmo, Fernando Patrício, num acabado exercício de humor, escreveu, no “Notícias da Zona”, que “há obras por todo o concelho”. Talvez se estivesse a referir à instalação de marquises ou à construção de barbecues. Ao consultar o novo site da Câmara, apenas vejo assinaladas três obras no terreno, pois as do Vereador Gameiro não contam. Assinaladas com três pontos negros, acrescente-se. De facto, a coisa está preta.
KO ao primeiro round
O Orçamento Participativo ficou KO logo ao primeiro round. Aconteceu ontem, no Auditório Conde de Ferreira, sala onde marcaram presença 31 pessoas, boa parte das quais afecta ao poder comunista, para escolherem os 7 delegados que cabem à freguesia de Santiago. Sob qualquer ponto de vista, o luminoso fiasco fere de morte, per omnia seculum seculorum, a legitimidade da coisa. A Augusto e Felícia nem sequer valeram as diligências do carro de som que, nos últimos dias, percorreu a vila num frenesim. Mas, diga-se em abono da verdade, este notável expediente soviético que dá pelo nome de Orçamento Participativo já serviu para alguma coisa: a contratação, ad hoc, de mais um assessor, um destacado militante comunista vindo de fora.
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Cardos e papoilas
Um comentário feito à entrada anterior chamou-me a atenção. Procurei informar-me. Confirmei, há pouco, que praticamente toda a vegetação rasteira do Castelo de Sesimbra foi dizimada pela aplicação de um herbicida. Hoje mesmo, uma visita pedagógica ao local foi transferida para outra paragem, fora das muralhas.
Esequiel Lino deixou que o único monumento nacional do concelho se transformasse numa alfurja tremenda e num antro de meliantes. Quem veio a seguir pôs ordem na casa, lavou-lhe a cara, devolveu-lhe a vida perdida e deu passos muito significativos para recuperá-la. Presentemente, é a desolação que se vê. O marasmo da estagnação, próprio de quem gasta em fogo de vista o que tem e o que não tem. E um ódio surdo à Natureza, no pino da Primavera: uma rasoira cega ceifando, na mesma leva, cardos e papoilas.
Esequiel Lino deixou que o único monumento nacional do concelho se transformasse numa alfurja tremenda e num antro de meliantes. Quem veio a seguir pôs ordem na casa, lavou-lhe a cara, devolveu-lhe a vida perdida e deu passos muito significativos para recuperá-la. Presentemente, é a desolação que se vê. O marasmo da estagnação, próprio de quem gasta em fogo de vista o que tem e o que não tem. E um ódio surdo à Natureza, no pino da Primavera: uma rasoira cega ceifando, na mesma leva, cardos e papoilas.
Paródia
A CDU, pelos vistos, quer paródia. Agora foi Fernando Patrício, nas páginas do “Notícias da Zona”, num artigo em que nos vem lembrar que a coligação, ao contrário de outras forças políticas do concelho, honra os seus compromissos. Trata-se, segundo o autarca, de “uma força política de palavra que trabalha com honestidade e competência”. Presunção e água benta…
Mas vamos aos factos. Para o líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal, em matéria de espaços verdes – pois que disso se trata neste número do NZ –, o cumprimento de promessas por parte do poder comunista consistiu, até ao momento, no seguinte, que passo a citar:
1.º Na Quinta do Conde, a CDU vai construir “o maior espaço verde do Concelho junto ao supermercado Modelo”;
2.º “Na freguesia de Santiago, por detrás da Biblioteca, um antigo depósito de lixo é hoje um parque de merendas”;
3.º “Na freguesia do Castelo nasce um espaço verde na Charneca da Caparica (SIC!) enquanto que outro foi construído na Carrasqueira junto aos centros comerciais Plus e Super Sol”;
4.º A CDU aposta “na valorização da mata de Sesimbra, um projecto que segundo a WWF (uma organização ecologista internacional com mais de 5 milhões de membros) é um exemplo para o mundo”.
Registando esta atracção fatal, que invariavelmente associa os espaços verdes a zonas comerciais e empreendimentos imobiliários, devo lembrar a Fernando Patrício que o parque anunciado para a Quinta do Conde vale aquilo que vale, pois, por ora, não passa de uma simples promessa. Tiro na água.
Por detrás da Biblioteca está o Cine-Teatro. Espero que não queiram trazer farnéis para o foyer. Quando se chega da Quinta do Conde para liderar uma bancada da Assembleia Municipal, convém conhecer a sede do concelho, saber um pouco daquilo que se fala. Se, porventura, Fernando Patrício confundiu a Biblioteca com o Ginásio (acredito que não lhe faça grande diferença) e se está a referir à Mata do Desportivo, deveria ser um pouco mais prudente naquilo que afirma, inteirar-se do historial do espaço, saber em que grau de imundície foi o mesmo herdado da gestão de Esequiel Lino, e não se pôr agora a ver espaços verdes, por dá cá aquela palha, onde não há senão uma ou duas mesas destinadas à ingestão de couratos.
Quanto ao que diz do Castelo, é tudo tão pífio, que me limitarei a um convite: experimente Fernando Patrício passear, numa tarde de Verão, no espaço verde junto ao Plus.
Nas páginas seguintes deste número do jornal, Augusto consegue ser honesto quando torce o rabo à porca, para admitir que o concelho não tem um único grande parque urbano. A sinceridade fica-lhe bem. Pena que, na campanha de 2005, tenha prometido, num piscar de olhos, se a memória me não atraiçoa, dois desses magníficos parques urbanos. Ficamos à espera. Afinal, a CDU cumpre as suas promessas.
Mas vamos aos factos. Para o líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal, em matéria de espaços verdes – pois que disso se trata neste número do NZ –, o cumprimento de promessas por parte do poder comunista consistiu, até ao momento, no seguinte, que passo a citar:
1.º Na Quinta do Conde, a CDU vai construir “o maior espaço verde do Concelho junto ao supermercado Modelo”;
2.º “Na freguesia de Santiago, por detrás da Biblioteca, um antigo depósito de lixo é hoje um parque de merendas”;
3.º “Na freguesia do Castelo nasce um espaço verde na Charneca da Caparica (SIC!) enquanto que outro foi construído na Carrasqueira junto aos centros comerciais Plus e Super Sol”;
4.º A CDU aposta “na valorização da mata de Sesimbra, um projecto que segundo a WWF (uma organização ecologista internacional com mais de 5 milhões de membros) é um exemplo para o mundo”.
Registando esta atracção fatal, que invariavelmente associa os espaços verdes a zonas comerciais e empreendimentos imobiliários, devo lembrar a Fernando Patrício que o parque anunciado para a Quinta do Conde vale aquilo que vale, pois, por ora, não passa de uma simples promessa. Tiro na água.
Por detrás da Biblioteca está o Cine-Teatro. Espero que não queiram trazer farnéis para o foyer. Quando se chega da Quinta do Conde para liderar uma bancada da Assembleia Municipal, convém conhecer a sede do concelho, saber um pouco daquilo que se fala. Se, porventura, Fernando Patrício confundiu a Biblioteca com o Ginásio (acredito que não lhe faça grande diferença) e se está a referir à Mata do Desportivo, deveria ser um pouco mais prudente naquilo que afirma, inteirar-se do historial do espaço, saber em que grau de imundície foi o mesmo herdado da gestão de Esequiel Lino, e não se pôr agora a ver espaços verdes, por dá cá aquela palha, onde não há senão uma ou duas mesas destinadas à ingestão de couratos.
Quanto ao que diz do Castelo, é tudo tão pífio, que me limitarei a um convite: experimente Fernando Patrício passear, numa tarde de Verão, no espaço verde junto ao Plus.
Nas páginas seguintes deste número do jornal, Augusto consegue ser honesto quando torce o rabo à porca, para admitir que o concelho não tem um único grande parque urbano. A sinceridade fica-lhe bem. Pena que, na campanha de 2005, tenha prometido, num piscar de olhos, se a memória me não atraiçoa, dois desses magníficos parques urbanos. Ficamos à espera. Afinal, a CDU cumpre as suas promessas.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Nada será como dantes...
Pelas contas do novo site camarário, a freguesia da Quinta do Conde também sai muito beneficiada. São 1422 quilómetros quadrados. Nada será como dantes...
Nem tanto ao mar...
Pela leitura, sempre aprazível, do novo site camarário, fico a saber que a freguesia do Castelo tem uma área de 17877 quilómetros quadrados. A prodigiosa informação de Augusto opera milagres. Consta que holandeses e israelitas vêm a caminho. Querem saber como se faz…
Dão-se alvíssaras...
Por que será que, no novo site da Câmara, a iniciativa da Biblioteca Municipal sobre a pesca do bacalhau, aprazada para o próximo dia 31, Dia do Pescador, continua omissa, não constando da agenda on-line Sesimbr’AconteceNet? Será descaramento? Será teimosia? O controleiro dos blogues está de folga? Entrou em férias? Ou meteu baixa? Dão-se alvíssaras…
Uma imensa trapalhada
Dêem-me o devido desconto, pois eu não ouvi a emissão da Sesimbra FM. Mas, a fazer fé nesta estação, parece que Miguel Manso, o editor do novo site camarário, terá hoje, perante os jornalistas, na apresentação do projecto, pedido aos munícipes que possam ter críticas a fazer ao portal agora estreado (bem como às publicações camarárias), que as apresentem on-line, no próprio site, e não “na rua”. Ao que parece, Miguel Manso também esclareceu que a responsabilidade do novo site é do Gabinete de Informação e Relações Públicas da edilidade.
O pedido de Miguel Manso, ao jeito de quem não quer que o poder caia na rua, a ser exacto, deixa-me estupefacto. Os regimes de partido único, como o do Dr. Salazar, começaram assim. Se a moda sugerida pegar, lá terá a CGTP de abandonar as tradicionais “manifs” e ir cordatamente apresentar os seus queixumes ao primeiro-ministro. Já não bastava a Augusto e Felícia a responsabilidade, em última instância, pelo site desastroso que foi posto em linha. Terão, agora, também de explicar a imensa trapalhada que são estas declarações.
O pedido de Miguel Manso, ao jeito de quem não quer que o poder caia na rua, a ser exacto, deixa-me estupefacto. Os regimes de partido único, como o do Dr. Salazar, começaram assim. Se a moda sugerida pegar, lá terá a CGTP de abandonar as tradicionais “manifs” e ir cordatamente apresentar os seus queixumes ao primeiro-ministro. Já não bastava a Augusto e Felícia a responsabilidade, em última instância, pelo site desastroso que foi posto em linha. Terão, agora, também de explicar a imensa trapalhada que são estas declarações.
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