sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Sabedoria chinesa
Estavam em causa privilégios de certas categorias profissionais que Sarkosy prometeu rever no sentido de uma maior coerência e justiça social.
Os sindicatos acabaram por aceitar negociar e a greve chegou ao fim.
Agora, Sarkosy vai dar a conhecer as medidas que decidiu tomar relativamente ao poder de compra dos franceses.
E vai fazê-lo depois de regressar de uma viagem de três dias à China.
O pior (para os trabalhadores franceses) é se Sarkosy muda de opinião depois de observar de perto a realidade do "milagre" chinês explicado por condições desumanas de trabalho e salários de miséria.
Se calhar, vai chegar à conclusão de que os franceses deveriam dar-se por felizes com o nível de vida que têm e desistirem de reivindicar sempre mais...
Bora lá
Vai daí, não esteve com meias medidas e sacou do engraçado verbo funcionalizar, na mesma lógica (errada) do contratualizar.
Se tivesse dito funcionarizar continuava a ser erro e feio, mas faria mais sentido, por ter a ver com funcionário e não com funcional, Confúcio me valha.
É como a teimosia em dizerem culpabilizar em vez do simples e correcto culpar.
Eu acho que os nossos doutos políticos deveriam pensar na hipótese de acabar com as gramáticas e os dicionários que só servem para atrapalhar.
Cada um diria o que e como entendesse, cabendo aos outros o esforço de compreender.
Que diabo, ou há liberdade ou não há.
No tempo do fascismo é que havia a mania de obrigar as pessoas a juntar as letras e a saber as quatro operações.
Mas iço à munto tempo quacabou, grassas adeus e há revulssão dabril.
Eu cá axo melhor açim e se der algum êrro passiênssia, irrar é o mano, acontesse...
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
O velho, o minino e o burro
Em tom de desafio, o insigne Felipão lança "Conseguimos o apuramento e o burro sou eu?"
Gostaria de tranquilizar o distinto técnico. De burro ele nada tem, pelo contrário.
Quanto mais não seja porque burro dá coice e Scolari dá murro. Não acerta, mas dá.
A única ligação (remota, claro) ao burro, só se for porque Scolari tentou esmurrar o sérvio para (diz ele) defender o minino cigano.
Este binómio burro-cigano tem raízes profundas nos mercados, e o futebol é cada vez mais negócio de feira, com compra, venda e troca de jogadores.
Por isso, e reforçando a minha ideia, o senhor Felipão de burro nada tem, porque ou se é uma coisa ou outra.
E mais cigano que Scolari nem o minino Quaresma...
Relíquia
Mas gosta de ler e tem uma verdadeira adoração por Eça de Queiroz.
A tal ponto que exige que o tratem por Basílio e abriu um bar de alterne (propositadamente na rua das Flores) a que chama, com deliciosa ironia queirosiana, " A Ilustre Casa de Rameiras"...
A trouxa e os trouxas
A euforia pelo apuramento para o Euro 2008 mostra a pequenez deste país em que as pessoas se contentam com pouco, não refilam nem exigem.
Quem conhece um bocadinho de futebol sabe que o nosso grupo era fraquinho e, pelo valor virtual dos jogadores, Portugal tinha a obrigação de ter alcançado cedo e facilmente a qualificação, sem estar à espera do último jogo e a jogar para o empate.
Foi conseguido o "obijetivo", dirá o pugilista Felipão. Pois foi, mas tristemente, sem brilho nem glória.
Bem comparado foi como o apuramento do Sporting frente ao Fátima.
Foi conseguido, mas na aflição, no sofrimento e na mediocridade exibicional.
A diferença é que os sportinguistas não festejaram aos pulos, em histeria pueril.
Agora, o Felipão está zangado por causa das críticas, esbraceja, vocifera, só falta bater.
O homem ainda não percebeu que o seu tempo está esgotado, que é hora de emalar a trouxa.
Mas não fará tal coisa porque, para ele, a árvore das patacas é cá...
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Recorrente
Ora aqui está um caso em que se pode (e deve) usar com propriedade a palavra recorrente.
De facto, Paulo Pedroso é recorrente, no sentido (correcto) de alguém que recorre.
Não sei é se será recorrente na (errada) acepção de costumado, repetitivo, habitual, frequente, etc.
O que me parece é que Pedroso poderia processar os juízes por conivência com difamação.
Para ser coerente, deveria fazê-lo.
Se ele, em consciência e de boa fé, acusou o rapaz da Casa Pia de o ter difamado, pode entender que os juízes, ao concordarem com o jovem, estão a caucionar e a legitimar o que ele (Paulo) sente como sendo difamação.
Tem lógica, não tem?
Ou estarei a ser advogado do diabo?
Porta dor, isso sim...
Serão, pois e simplesmente, pessoas com deficiência.
Mas não. Tudo o que é personalidade mediática adoptou a fórmula requintada que é "portador de deficiência".
Como a expressão me parece rebuscada e inútil, senti logo uma incontida aversão igual à do piroso desde logo.
E fui ver o que o meu velho dicionário tem para me dizer. Assim, confirmei que portador é aquele que, em nome de outrem, leva ou conduz uma coisa, um recado.
Ou ainda aquele que recebe um título "ao portador".
Ora, infelizmente para eles, os deficientes não agem por conta de outrem.
Pelo contrário, são eles próprios que sofrem e vivem com o mal, um mal que trazem em si e que não transportam, como a tola expressão parece sugerir.
À força de buscarem termos eruditos, estes senhores tornam-se ridículos e ofendem aqueles de quem falam.
Será assim tão esquisito ou boçal dizer que há pessoas com deficiência?
O que me parece é que certos figurões são portadores de grave ignorância agravada por irremediável petulância...
Um TIC magistral
Logo o ex-deputado intentou um processo por difamação contra Ricardo, o rapaz da Casa Pia que ousou denunciar o senhor doutor todo Pedroso.
Ora, ontem, o Tribunal de Instrução Criminal absolveu Ricardo, considerando haver boas razões para se acreditar na denúncia feita pelo o ex-aluno da Casa Pia.
Com efeito, o TIC regista a aparente autenticidade das emoções que acompanharam os relatos do rapaz e que lhe conferem a dimensão de experiências vivenciadas.
Aposto que este desfecho (que certamente não constitui surpresa para Catalina Pestana) é um sinal de esperança no correcto funcionamento da Justiça.
Posto isto, quem quiser continuar a acreditar na inocência de Paulo Pedroso, faça favor...
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Deprimente
Transitoriamente, explica o juiz Jacinto Meca, ficará com os pais adoptivos, mas no fim do ano será despachada para o homem que, por acaso, dormiu com a mãe da menina.
É a nossa Justiça.
E, se desse vontade de fazer ironia amarga, diria que pouco há a esperar destes juízes.
Não adianta virarmo-nos para Meca...
Especialistas
Olhem que já é azar.
Vítimas (alegadamente, friso) de pedófilos, caem agora nas mão de gente ainda pior.
Isto, se nos cingirmos ao que nos diz o jornal que fala ainda de frequentes "mal-estares".
Por estas e muitas outras, é sempre bom passar os olhos pelos nossos jornais...
Amigos do seu amigo...
É uma iniciativa louvável e que peca apenas por tardia.
De facto, a vida destes estadistas é assim feita, viagens, cimeiras, comícios, comités, comitás, bem obrigado, muchas gracias, etc.
E foi o que sucedeu.
Não houve tempo para avisar todos quantos teriam gostado de estreitar nos seus braços ou dar una miradita ao excelente Chavez, irmão do peito descaído do eterno Fidel.
Os mais desconsolados dos amigos de Cuba, os que dariam tudo para estar em Figo Maduro, são certamente os inúmeros cubanos detidos por delito de opinião...
Profissionalismo
O lado lúdico do blogue
Confesso que não faço a menor ideia de quem sejam nem procuro saber, porque esta é a regra do jogo, o anonimato só acrescenta condimento saboroso a estes jogos florais.
É curioso, porque me faz pensar nos bailes do velho Carnaval de Sesimbra em que a máscara era rainha.
Nunca me preocupei em tentar descobrir quem se escondia ou disfarçava a sua identidade. Fazê-lo era desvirtuar não tanto a regra mas o espírito da atmosfera carnavalesca.
Pela mesma razão, nada farei para espreitar e tentar perceber quem está Atento ou não tem Terra.
Não menos curiosa é a viragem operada num Carnaval que passou de dentro para fora, que saiu à rua e se despiu. De tudo, de roupa, de mistério, de sortilégio.
O Carnaval antigo era o domínio do oculto, do fingimento, nas salas de baile, com trajes cúmplices do disfarce, cabeleiras, luvas, máscaras, caraças, camuflagem, intriga, jogo escondido, segredos, manipulação, sensualidade até ao limite da transgressão.
Era um mundo de intimidade, de proximidade, de insinuação, entre gente que se conhecia, que se pressentia, que se adivinhava até ao limiar da dúvida. Era um universo fechado.
Hoje, o Carnaval de Sesimbra é igual ao de tantas outras terras pelo país fora, despido, desnudado, marcado por ritmos e trejeitos estranhos, mostra tudo, nada sugere, é outra coisa.
E há quem goste...
Alguém percebe?
Parece que, todos os dias, 25 ambulâncias saem para nada, com os prejuízos que isso representa.
Contudo, nunca ouvimos, até hoje, uma proposta, uma sugestão, uma ideia para contrariar esta onda de atentados à acção providencial do INEM.
Eu não sei se há ou não hipótese de localizar e/ou identificar as chamadas, mas, mesmo que não haja, deveriam as entidades envolvidas tornar público, fingir que sim, que é possível saber quem telefona.
Pelo menos, a dúvida ficaria, o receio também e pior nunca seria.
Assim, o que cada reportagem faz é revelar, confirmar a impotência do INEM que, por dever, continua a ir atrás de todas as chamadas enganadoras, o que deve dar gozo e encorajar os criminosos que dessa forma se divertem.
Mau não seria igualmente se a moldura penal para estes crimes (porque o são) fosse agravada e divulgada.
Talvez se tornasse num factor de dissuasão.
Na mesma linha de pensamento, nunca percebi a razão pela qual as televisões noticiam e mostram imagens dos efeitos de chamadas anónimas a avisar da existência de bombas.
Todos esses avisos são (felizmente) infundados, mas provocam enorme reboliço, voos ou comboios atrasados, algum pânico e, claro, matéria de sensação para as gulosas televisões, o que deve encher de satisfação os autores da brincadeira e incitar outros a imitarem a proeza.
Então não seria mais sensato, mais útil, ocultar tais factos?
Ou será que, pelo contrário, tudo é bom para animar os telejornais?
Pelos vistos, os nossos governantes não se incomodam...
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Paredes de vidro
Em tempo real
Contudo, o engenheiro esqueceu-se de referir que, ao mesmo tempo (seria tempo real?), foram destruídos 167 mil empregos de maior qualificação, quadros superiores, intelectuais e científicos, técnicos de nível intermédio.
Entretanto, há a tal promessa dos 150 mil postos de trabalho que, na altura propícia da campanha eleitoral, o engenheiro garantiu.
A este propósito, ocorre-me uma saída "brilhante" de outro socialista emérito, François Mitterrand, que, quando lhe deu jeito, prometeu criar 1 milhão de empregos...só para jovens.
Foi eleito, claro, como Sócrates. Mas não cumpriu, como Sócrates não vai cumprir.
Um jornalista teve a coragem de lhe lembrar o compromisso.
E perguntou-lhe o que contava fazer com aquela promessa.
Resposta de Mitterrand: "Vou continuar a fazê-la".
É o que faz Sócrates, continua a prometer.
Talvez o engenheiro se desdobre em acções de promoção e propaganda.
Talvez seja omnisciente e omnipresente, fazendo tudo em tempo real.
Parece é estar longe da realidade em que vivem os Portugueses para quem o défice controlado não é a prenda que mais gostariam de encontrar no sapatinho...
Presidentes
Há uns anos, a empresa Metro do Porto comprou ao Salgueiros o seu velho campo de Paranhos por um valor 10 vezes superior ao preço de mercado.
O Presidente da Metro era Valentim Loureiro.
O Presidente da Câmara (ligada ao negócio) era Nuno Cardoso que é actualmente sócio de Carlos Abreu.
Carlos Abreu era, ao tempo da transacção, Presidente da Comissão Administrativa do Salgueiros.
Alguém pode pôr em dúvida a lisura de processos e a seriedade de tantos Presidentes?
Por mim, prefiro o "Camembert " Président...
Dilema
Entretanto, e neste preciso momento, dois dos três meliantes que assaltaram uma agência bancária em Moscavide estão ainda no interior do estabelecimento que, naturalmente, está cercado pela Polícia que deteve o terceiro homem.
Como é evidente, ninguém ali em Moscavide deseja ver a Polícia retirar-se do cenário do conflito.
Imagine-se a dor de cabeça do senhor ministro da Administração Interna perante dois requisitos tão opostos.
Deve estar a filosofar com o seu Secretário de Estado sobre quem pode ser prior de uma paróquia destas...
domingo, 18 de novembro de 2007
Nação valente
Custa-me dizer-lhe isto, mas a triste figura que os nossos rapazes têm vindo a fazer é culpa sua.
Primeiro, por ter escolhido quem nós sabemos para seleccionador.
Depois, por não ter movido as suas reconhecidas influências na UEFA para nos arranjar um grupo mais difícil.
Francamente, doutor, ... Arménia, Cazaquistão, Azerbaijão... o que é isto?
O senhor obriga os nossos craques a jogar contra maltrapilhos, desconhecidos, bárbaros das estepes?
O senhor esquece que temos o melhor jogador do Mundo (ou convencido de ser), vedetas rutilantes, a fina flor do futebol?
Já imaginou que motivação eles poderão ter ao defrontar jogadores cujo nome só é conhecido da família e dos vizinhos?
Não, dr. Madaíl, a culpa é sua.
Muito fazem os nossos príncipes milionários ao aceitarem descer ao nível dos primatas da bola, dos que (como muito bem observou mestre Scolari) correm muito.
Aqui ficam o meu reconhecimento, a minha gratidão e o meu orgulho nesses bravos rapazes que (apesar da ofensa que lhes fizeram de os colocarem ao nível daquela gentalha de Leste) souberam honrar a camisola das quinas e alcançar mais uma vitória heróica e inesquecível.
Não faltarei no Dragão, de cara pintada e enrolado na bandeira para, com a mão sobre o coração, cantar o Hino em honra destes egrégios valentes que nos hão-de levar à terra prometida do Euro 2008...
sábado, 17 de novembro de 2007
O jogo da História
Contudo, os novos europeus não se estruturam apenas administrativamente e, durante décadas, temos tido e continuaremos a ter zonas de ambivalência e equilíbrios dolorosos.
O futebol mostra-nos, de forma eloquente, as marcas desta difícil assimilação.
Há alguns anos, no estádio de Alvalade, teve lugar um jogo amigável entre Portugal e Angola que acabou por ser o mais violento que alguma vez presenciei.
Foi, inegavelmente, não um encontro de confraternização mas uma explosão de ódio, com entradas verdadeiramente assassinas que fariam de Binya um menino de coro.
O mais chocante foi o facto de a grande maioria dos jogadores angolanos viver e actuar em Portugal, defrontando naquela noite companheiros de equipa, em certos casos.
A França apresenta na sua selecção um muito elevado número de jogadores de raça negra, e, por exemplo, Zidane é de origem argelina.
Contudo, a confrontação racial e histórica persiste.
Ainda agora, num jogo amistoso entre a França e Marrocos, disputado em Paris, a maioria da assistência manifestou a sua hostilidade aos franceses, tendo havido uma monumental assobiadela ao hino nacional, a Marselhesa.
O mesmo sucedera, há tempo, num jogo com a Argélia.
Em futebol, deveria jogar-se com e não contra. Mas o peso da História resiste à magia do jogo...
Feios, velhacos e burros
De repente, toda a gente aponta a dedo aqueles insignificantes protagonistas, e goza com o baixo preço da transacção.
O país mesquinho rebola-se porque, finalmente, deitaram a luva aos "gajos".
Alguém armou a cilada, tipo Pide, e os desgraçados caíram nela.
É gente menor que faz um jeito a troco de quase nada, como aquelas infelizes que, à beira da estrada, estão dispostas a fazer tudo por meia dúzia de euros.
E enquanto os predadores de escândalos, nos cafés malcheirosos, comentam alarvemente, os corruptos de alta cilindrada bebem champanhe e fumam charuto em hotéis de cinco estrelas.
Os senhores dos apitos que contam para as ligas de muitos milhões usam cartões de crédito para as compras, têm contas na Suíça e não caem em armadilhas manhosas algures nas berças.
Mas o país é tacanho e contenta-se com as migalhas.
Até nisto, somos um Portugal de pequeninos...
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
As maçãs de um pecado pouco original
Talvez haja algum presunto à mistura, imagino, mas o que fica deste caso é o ridículo de se pretender transformar a armadilha montada numa forma de mostrar que a Justiça funciona.
Faz lembrar os traficantes de droga que permitem que a polícia intercepte um saco, enquanto, ali ao lado, eles carregam um camião, tranquilamente.
É a mistificação organizada, e dá vontade de rir quando o responsável pelos árbitros de Viseu vem garantir que estes dois são os únicos que envergonham a classe.
O mais divertido é que o senhor, perito em metáforas, para melhor ilustrar a sua tese, explica que estas são as duas únicas maçãs podres.
Mais afirma que vão ser retiradas para não estragarem o resto da fruta (sic).
Como disse? Fruta? Ah, como é traiçoeira a língua portuguesa...
Almerindo faz-se à Estrada
É difícil imaginar homens (mulheres são raras, como as aves) mais eclécticos, mais universalistas, mais competentes do que os gestores públicos, gente que salta de posto para posto, indiferentes às especificidades das empresas, capazes de tão depressa (e bem) dirigir uma corticeira como uma central nuclear.
Vem esta reflexão a propósito da transferência do dr. Almerindo Marques da velha RTP para a revigorada Estradas de Portugal.
É verdade que a televisão tem muito a ver com estradas e auto-estradas da informação, do conhecimento e do entretenimento.
Por isso, quase parece natural e lógica esta mudança que Mário Lino propôs e Almerindo aceitou.
Sempre foi assim a este nível de cargos, com gente próxima do poder (qualquer que este seja) a saltar dos petróleos para a banca ou das Comunicações para a energia.
Muitos saltam (às vezes, à vara) do Governo para administrações surpreendentes, como Fernando Capachinho Gomes rumo à Galp.
Há alguns anos, um presidente da TAP saiu e foi aterrar na RTP.
Outro deixou os aviões e atracou nos portos de Setúbal e Sesimbra onde está actualmente ancorado o eng. Carlos Lopes.
Eu acho que Sócrates deveria começar a pensar numa remodelação ministerial e a olhar para o interminável leque de super-gestores polivalentes e destemidos que não receiam novos desafios.
Só falta saber se Almerindo Marques (que vai despedir José Rodrigues dos Santos) leva o futuro desempregado para director de comunicação das Estradas de Portugal, um lugar bastante espinhoso pois vão ter que nos explicar muito bem conceitos suspeitos como solidariedade geracional e contribuição rodoviária....
Pobres arguidos
O senhor Juiz mandou o caso para julgamento, mas propôs que a moldura penal não fosse agravada em um terço, pelo facto de se tratar de uma relação professor-alunas.
Não restam dúvidas, continuamos a viver num país de brandos juízes, com a particularidade de a condescendência favorecer sempre os arguidos.
Ontem, foi o moldavo que abusou da filha mas, coitado, não teve intenção porque estava com um grão na asa.
Agora, é a relação de proximidade que, em vez de agravar, atenua a gravidade dos crimes.
Será que estes juízes vivem no mesmo mundo em que nós vivemos?
E vá lá, vá lá
O Benfica considera a pena dura e desproporcionada em virtude do comportamento do jogador "antes e depois do lance".
Pois é, mas o castigo não contempla o que Binya fez antes ou depois, mas sim aquele gesto brutal...
E então?
E qual é a novidade? Desde quando isso é notícia ou surpresa?
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Brando procurador
Foi condenado a sete anos de prisão.
Agora, em recurso para a Relação de Évora, o procurador do Ministério Público pede a absolvição do arguido, invocando que Ivan Mereuta agiu sem consciência nem intenção por se encontrar embriagado.
Mais palavras para quê? Este procurador chama-se Magalhães e Menezes e é português.
Aposto que não tem filhas...
Claro como água
É simples, é rápido e pode dar milhões.
A ganhar a uns, a pagar a outros.
Temos de acreditar que o único objectivo do presidente Pólvora é a felicidade dos sesimbrenses...
Sim, porquê?
Para nos tranquilizar, o simpático poder socialista explica-nos, com muito carinho, que não nos preocupemos, que não oiçamos as aves agoirentas nem os comentadores tendenciosos, porque fica tudo como dantes, ou seja, a empresa continuará a ter apenas capitais públicos, portagens só nas auto-estradas, túneis e pontes, e não haverá imposto adicional.
Eu bem sei ("O Leopardo", lembram-se?) que é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma.
Mas os que não viram aquele admirável filme (e desconhecem a famosa reflexão de Burt Lancaster) ficam perplexos.
Tentam acreditar que tudo isto não é apenas uma manobra pra aliviar o Orçamento de Estado, e quando lhes dizem que fica tudo na mesma, estupidamente perguntam:
- Então, por que se deram a tanto e tão vertiginoso trabalho?
(A)normalidade
Estamos todos recordados que Joaquina Madeira, há poucas semanas, negou o que Catalina Pestana denunciou, ou seja, que os abusos de crianças continuam.
Ora, soube-se ontem que um educador da Casa Pia foi constituído arguido por haver fortes indícios de violação dos deveres.
No fundo, talvez tudo isto não passe de um jogo de palavras e que Joaquina Madeira tenha dito qualquer coisa do estilo "Não, não há nada, está tudo normal".
Porque, infelizmente, abusos e violações tornaram-se uma normalidade por trás dos muros altos da Casa Pia...
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O vereador da Farinha Amparo
O pretenso desagravo camarário – não sei bem como chamar a tão estrambótica deliberação – à moção de censura da Assembleia Municipal é algo mais do que um patético sinal de desnorte, mas não chega a ser um tique estalinista, pois mostra à puridade que Augusto já não se mexe sem a adjacente bengala laranja, muleta que lastimosamente o ampara em seu penar arrastado , e com a qual, lazarento, há-de chegar às urnas no dia do Juízo Final. Em suma, um caso de anedotário.
Enredado em semelhantes puerícias, esquece-se o furioso Augusto de que, brevemente, terá de submeter à sanção da Assembleia revoltosa a pródiga pantomina com que pretende entregar os recursos aquíferos do concelho de Sesimbra ao sovkoze da Margem Sul. Dar aquilo que se tem para depois o ir comprar a uma empresa intermunicipal, em não se tratando de senilidade precoce, revela uma desfaçatez atroz. Esperemos que, neste caso, os membros do PSD na Assembleia Municipal não sigam o exemplo nada recomendável do seu vereador, que, uma vez mais, nutriu com o voto da Farinha Amparo a indigência política deste lamentável edil. Não nos obriguem a ir para a rua gritar!
Honni soit...
Admito que poucas pessoas sejam tão sensíveis a estas pequenas coisas como eu sou, mas nada posso fazer, saltam-me à vista.
E, neste caso, bem poderia acrescentar "desarmada" pois é a grande especialidade do alvo da notícia.
Observem bem.
"Ricardo Carvalho é baixa".
Eu bem sei que a moda dos tablóides está a expandir-se, que muitos procuram criar pequenos escândalos, fazendo insinuações deploráveis, mas há limites, e o JN é uma referência na classe.
Por isso, por favor, senhores do JN, deixem-se disso.
Tanto mais que o rapaz tem mais de um metro e oitenta...
Campo de Tiro ao Boneco
O certo é que, depois do seu célebre "jamé", Mário Lino receia cometer outra argolada, e (segundo fontes próximas contactadas pela Magra Carta) anda tão ansioso que passa os dias a falar pró LNEC...
Para quê?
Hoje, no Tribunal de Monsanto, foi ouvido Paulo Pedroso, o senhor deputado que, em tempos, foi levado em triunfo no excelso palco que é a Casa da Democracia, a Assembleia da República.
Não sei se os juízes estão a queimar tempo, para se ir a penaltis, ou se o regimento é cego.
Afinal, que esperavam ouvir da boca sagrada de Pedroso? Que conhecia os rapazes? Que foi à casa de Elvas? Que participou em orgias?
Santa ingenuidade ou serão para trabalhadores!
Claro que o homem negou tudo, até a existência de uma marca na nádega.
Se, ao menos, tivesse mostrado a nádega, já se poderia dizer que para alguma coisa teria servido o interrogatório.
Mas não, Pedroso nada mostrou, apenas tudo negou.
Como Valentim negará, como os Pintos de Sousa e da Costa negarão. Claro!
Eu não sei quem é ou não culpado, mas sei que há rapazes que foram abusados.
Porque acredito nos psiquiatras que os ouviram.
E acredito na seriedade da dra. Catalina Pestana.
Por isso, não acredito na inocência de Paulo Pedroso...
A marosca
Durante anos, os socialistas espernearam e mostraram um dedo inquisidor a Manuela Ferreira Leite, Durão e Santana por causa das receitas extraordinárias a que recorreram para conter o défice.
Ora, o que agora vão fazer com as EP é uma jogada hipócrita e altamente lesiva para os portugueses.
Se a concessão for até 2099, o escândalo é ainda maior e a carga fiscal vai ser suportada por várias gerações.
Por isso, o Governo designa este exercício vergonhoso por "solidariedade geracional".
O outro truque de pantomina é dizerem que não haverá qualquer novo imposto, apenas uma "contribuição rodoviária" que sairá do imposto sobre combustíveis.
Imposto este que, como se sabe, sobe dia sim, dia sim.
É esta uma atitude exemplarmente demonstrativa do que é a governação socialista, toda ela assente num discurso rendilhado, povoado de eufemismos e promessas falsas.
Depois multiplicam-se as operações de mistificação e de cosmética.
Mas o pior é não vermos alternativa.
Por isso, perante tanto descaramento e manipulação, não admira que aumentem os nostálgicos de um homem austero que, noutro tempo, governou Portugal sem recorrer a contribuições rodoviárias nem apregoar a solidariedade geracional.
E não consta que andasse em carros de luxo...
Lá longe...
Se não há aqui usurpação de nome e se a memória não me falha, este Edgar era o responsável pelo belo grafismo da antiga agenda cultural "Sesimbra Eventos" que tive o prazer de distribuir, de porta em porta, um prazer quase tão grande como o que os assinantes tinham ao ler.
Aliás, eu próprio fui assinante daquela publicação que em muita gente deixou saudades.
Por outro lado, se a minha fonte informativa está certa, o Edgar Melitão encontra-se algures na Nova Zelândia o que confere à sua intervenção um valor redobrado.
Não vou dizer (nem com ironia) que a Magra Carta tem dimensão mundial, mas é agradável verificar que alguém que está tão longe nos acompanha.
E, pelos vistos, com gosto.
É quanto basta para ficarmos felizes.
Um abraço, Edgar. Obrigado pelo sinal de vida e de apreço.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Realmente
Pois o dr. João Soares achou que Juan Carlos se excedeu quando mandou calor o ditador venezuelano.
É a opinião do dr. Soares. Está o senhor no seu direito de falar, já que o interrogaram, suponho eu.
É pena é que, em vez de lhe pedirem a opinião, não tomem uma atitude real e o mandem calar...
O papel do papel
Ora, nada disso acontece, bem pelo contrário.
As pessoas enchem os seus ficheiros no computador, mas, pelo sim pelo não, continuam a imprimir boa parte dos textos com que trabalham.
Nunca se sabe, pode haver um corte de energia (há quem lhe chame, graciosamente, apagão), um erro de manipulação e lá vai tudo ao ar.
Apesar das edições oferecidas na Net, os jornais continuam a ter o seu papel (duplo sentido bem metido) e até surgiram vários jornais gratuitos.
Por outro lado (e é o maior mistério) aumenta em cada dia a publicidade nas caixas de correio.
No meu trabalho de carteiro, estou em feroz concorrências com rapazolas que enchem todos os orifícios onde cabe um papel.
Muitas vezes, metem montes de folhas por baixo da porta ou deixam em cima dos caixotes do lixo. Ou no chão.
É um desperdício colossal que me leva a duvidar da eficácia deste tipo de publicidade.
Como se vê, a redução no consumo de papel foi um prognóstico que saiu furado, o que vem comprovar a sageza do provérbio chinês que diz que fazer previsões é algo de muito falível e arriscado.
Sobretudo quando se trata do futuro...
Outro bom exemplo
Olhando o descaramento do ministro da Justiça, ao gastar aquele balúrdio na compra de cinco carros novos, só posso elogiar a sobriedade espartana do presidente Augusto Pólvora que investe tudo nos autocarros que são unidades de transporte colectivo.
É pena que esta preocupação com o bem-estar dos seus funcionários não encontre paralelo na infeliz decisão de transformar a sala de reuniões em gabinete pessoal.
A sua aura de austeridade, modéstia e simplicidade ficou turva e pode dar lugar a comentários cáusticos dos adversários políticos.
Não havia necessidade...
Na mesma linha de pensamento redentor, recordo que alguns bloguistas mal intencionados têm verberado o facto de o senhor presidente escrever no prestigiado "Raio de Luz".
Ora, a verdade é que o senhor arquitecto, além de presidente da autarquia, é um cidadão livre, com direito a exprimir ideias e estados de alma num jornal.
O que se poderia exigir (passe o exagero) era que a sua augusta pessoa escolhesse uma publicação com pergaminhos, irrepreensível na isenção, intocável na moralidade, requintada no cunho estilístico.
Temos de reconhecer que o "Raio de Luz" é a escolha certa, estão bem um para o outro, o insigne Raio e o excelso articulista.
Aliás (cá está a veia samaritana), não é caso virgem, e ainda hoje lá temos, no igualmente insuspeito "Jornal da Madeira", um brilhante artigo do não menos notável democrata Alberto João Jardim.
Com atitudes destas, com uma tal proximidade entre um jornal (só um?) e a Câmara, não sei se chegamos a algum patamar aceitável de cidadania responsável, mas, pelos vistos, já chegámos à Madeira...
Bom exemplo
Não sei se há Justiça em Portugal.
Mas ministro há.
E carros novos também...
Bonomia e simpatia
E, muitas vezes, a crítica destrutiva é precipitada e infundada.
Por isso, há que dar o benefício da dúvida e não opinar assertivamente enquanto não se está na posse de todos os dados.
Há dias, vi numa rua duas passadeiras para peões, uma a uns sete ou oito metros da outra.
E, em cada uma delas, havia uma placa onde se podia ler "Passagem obrigatória de peões".
A minha primeira impressão foi de profunda estranheza, perguntando a mim mesmo se quem pintou o alcatrão de amarelo não estaria a precisar de férias com urgência.
Para mais, não é o local da rua onde a maioria das pessoas costuma atravessar.
Estive quase para vos contar aqui a insólita medida que obriga os peões a atravessar num sítio estranho em duas passadeiras tão chegadas.
Porém, como não sou de intrigas, enredos nem provocações, preferi aguardar, admitindo que deveria haver uma explicação.
Ora, hoje mesmo, fiquei a perceber a razão de ser da engenhoca.
Entre as duas passadeiras, na faixa da direita, está estacionado um camião que recolhe os escombros, o entulho, os restos mortais de um pequeno prédio que está a ser demolido.
Uma máquina faz o vaivém, da esquerda para a direita, entre as escavações e o camião, o que obriga os peões a utilizarem obrigatória e logicamente as duas passadeiras, contornando o camião.
Ora aí está, tudo se explica.
A moral desta história (verdadeira) é que não devemos precipitar-nos em juízos de valor sobre pessoas e instituições, como sejam, actores, políticos, jornalistas, vereadores, presidentes de Câmara, etc.
É aconselhável prudência, moderação, tolerância e compreensão.
Há que ter muito tacto e muito cuidado porque há pessoas dessas que, pelos seus pensamentos, palavras e obras, parecem pretensiosos e incompetentes e... são mesmo.
Radioscopia
Sesimbra não é uma delas.
Aguarda-se a todo o momento a divulgação dos resultados do inquérito à competência e à obra feita...
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Ó Júlio
De repente, pareceu-me o Júlio Silva, o fadista sesimbrense que vai repartindo o seu tempo entre a sua terra de adopção e o Brasil.
O chapéu esbranquiçado e o nome ajudaram à confusão, mas logo percebi que não era a mesma pessoa porque o nosso Júlio não é Roberto.
Nem Boneco, como o Luís que mora ali naquela boa zona do Largo da Marinha.
Seria simpático a Junta trazer à colação o Júlio Silva, inesquecível intérprete do fado do cigano que matou o cavalo na feira da Agualva.
Enfim, não foi um Júlio fadista, mas um Júlio filósofo que o senhor Presidente da Junta recebeu no passado dia 8. Fica o registo.
E a convicção de que o fado, pelo menos na voz do Júlio, talvez seja uma forma particular de filosofia.
E fica-me ainda a dúvida se o senhor Júlio Roberto não será alguma coisa à Júlia Roberts...
Por que não?
Juro que é verdade, e a culpa não é do nosso simpático Pexito.
Não duvido do interesse da coisa, o que me surpreende (ou talvez não) é o termo. Usabilidade!
A moda é para evitar os verbos e arranjar substantivos quanto mais compridos melhor.
Assim, em vez de se falar da dificuldade do uso ou de usar, diz-se que a usabilidade é má, deficiente ou complicada.
Isto, cada um é como cada qual, albarda-se a frase à vontade do dono.
E não me surpreenderia começar a ouvir ou a ler considerações sobre a impensabilidade de se fazer o aeroporto em Cacilhas.
Ou sobre a desdobrabilidade do cartaz. Ou a insubstituibilidade do jogador.
Ou a inalcançabilidade de Saturno. Ou a apresentabilidade da rapariga.
Ou a incomestibilidade do gavoz ranhoso.
Nada disto é (como já ouvi várias vezes) inverosímel...
Sem palmatória
Ora, este "Visitante", no seu comentário, teve a pouca sorte de escrever delapidar em vez de dilapidar. Acontece.
Esta crítica sugere uma explicação que pode ser interessante, ou seja, eu confesso que não sou imparcial na revelação de erros que detecto.
De facto, e aqui mesmo, em comentários, tenho encontrado falhas que deixo passar sem observações.
Primeiro, porque não sou polícia da gramática. Segundo, porque tenho um critério de intervenção.
Há pessoas que têm a possibilidade de influenciar o público, pela escrita ou pela fala.
São todos quantos têm acesso aos órgãos de comunicação, facto que lhes confere especial responsabilidade.
A esses (nos limites do pouco que sei) o que não perdoo é a vaidade, a mania de usar termos pretensamente eruditos ou neologismos bacocos, por exemplo.
Sempre que os caço em falta, mostro-lhes um cartão amarelo, tentando, ao mesmo tempo, ser didáctico, apresentando as soluções que julgo serem apropriadas.
Também não deixo passar os erros de quem faz comentários maldosos ou presunçosos, os que (como o Visitante) querem dar lições e acabam por meter o pé na argola.
Contudo, como já sucedeu, a quem aqui escreve de forma cordial, não vou ferir só porque se equivocou.
Além disso, procuro citar apenas casos que me pareçam de interesse geral, não o pequeno lapso, a cedilha a menos ou a consoante trocada.
Não sei se será lá muito católico o meu critério, mas é o que uso, por instinto, por gosto, sem preconceitos.
E, já sabem, honni soit qui mal y pense...
À deriva
Em Matosinhos, houve uma explosão da refinaria da Petrogal.
Londres está envolta em fumo negro devido a um incêndio em armazéns.
E nunca um qualificativo teve tanta propriedade como o de Mar Negro onde vários navios naufragados estão a provocar uma tragédia ambiental, devido ao derrame de toneladas de fuel-óleo.
Neste último caso, importa referir a negligência de muitas décadas por parte das autoridades internacionais que permitem a circulação de navios sem condições mínimas de segurança e de navegabilidade.
Os armadores e outras empresas intervenientes, numa óptica de poupança e lucro cego, arriscam tudo até ao limite do razoável, ficando para a comunidade os prejuízos resultantes da ganância e da incúria.
Os desastres ambientais sucedem-se e, até hoje, nada se viu de concreto e eficaz em matéria de prevenção, controlo e repressão.
O mesmo se passa com os nossos inúmeros incêndios visivelmente provocados por mãos criminosas.
Conheceis algum caso de condenação?
As descargas poluentes, de suiniculturas e outras empresas poluidoras, já aconteceram mil vezes.
Conheceis algum caso de condenação?
Mas, se algum de nós não pagar a água ou a luz, não tarda que a venham cortar...
Praxe em julgamento
Os factos aconteceram há cinco anos e Ana teve a coragem de denunciar e a paciência de esperar.
Esperemos que o tempo não tenha diluído a gravidade de actos nojentos e cobardes praticados em situação de revoltante desigualdade, numa relação de forças que coloca de um lado uma caloira indefesa perante uma matilha de rapazolas estúpidos e cruéis que, em maior número e ao abrigo de pseudo-leis académicas, insultam, ofendem, humilham e violentam colegas sob o pretexto de cumprir uma pretensa tradição.
A praxe pode ser aceite (e até ser desejável) se levada a cabo no respeito das pessoas, numa espécie de jogo ou encenação, num ambiente de festa e confraternização.
Mas nunca para permitir a um bando de imbecis usar da força da experiência e do número para verdadeiros linchamentos.
Oxalá os juízes exerçam sobre eles uma praxe à medida da crueldade e da cobardia desses energúmenos.
Divagando...
Com a criação da Liga surgiu aquela coisa pretensiosa e ridícula que era a Super-Liga.
Depois, deixou de ser Super e passou a normal, Liga, simplesmente.
Contudo, o vencedor continuou a ser rotulado de Campeão. Não confere.
Por isso, e na senda dos brasileirismos pueris, se Campeonato dá Campeão, Liga dá quê? Ligão?
O pior é que à Liga pouca gente liga, e os jogos têm cada vez mais fracas assistências.
Daí que se possa dizer que temos uma imitação de campeonato de fraca na liga...
Caso a caso
Ontem, o Professor Marcelo voltou a dizer ir de encontro a em vez do correcto ir ao encontro de. Confesso que já estou cansado de ensinar o Professor, embora lhe reconheça o direito de dizer como entende.
É uma das escolhas de Marcelo.
Outra muito do gosto de Marcelo é a forma casuística, para designar que os assuntos são tratados caso a caso.
Ora, diz o meu velho dicionário que a casuística é a parte da teologia moral que trata dos casos de consciência.
E que o adjectivo casuístico significa muito minucioso.
Por isso, melhor seria que o Professor (e muitos outros senhores) dissessem que os assuntos são tratados caso a caso, um de cada vez, um por um ou individualmente, por exemplo.
Foram estas as minhas escolhas...
domingo, 11 de novembro de 2007
HOMBRE
Perante a grosseria e a boçalidade do tiranete Hugo Chavez, o rei de Espanha mostrou que nem só sangue azul lhe corre nas veias. Lembrou que a bravura e o sentido de Honra que nobres e plebeus devem cultivar é algo que nunca podem esquecer se quiserem merecer a designação de Homens.
E fez a única coisa que havia a fazer, mandou calar o ditador.
Portugal, nas pessoas de Cavaco e Sócrates, olhou para o lado e teve mesmo palavras simpáticas para o indíviduo.
Com a desculpa de termos muitos milhares de compatriotas na Venezuela.
Mas na realidade porque somos o que somos, pequeninos.
Falta-nos o orgulho, a raça e a coragem dos espanhóis.
Porque aquele grito, aquele assomo de dignidade saiu da boca de um Rei, é verdade.
Mas saiu, sobretudo, do coração e das entranhas de um Espanhol.
DesBRAGAmento
Ora, a verdade é que os leões estão longe da coesão, da consistência, da regularidade, da personalidade, da confiança, da convicção e da ambição de uma equipa que sabe e sente que é capaz de vencer todos os jogos.
Em Fátima (e noutras ocasiões) houve o milagre Liedson, fogachos que disfarçam a mediocridade do grupo e alimentam sonhos que a realidade dos factos põe a nu rapidamente.
E lá vão os leõezinhos de esperança em desilusão, à imagem de um treinador apenas jeitoso, ao nível da fraca gente que o rodeia.
Julgo que hoje o Sporting caiu de muito alto, da altura do seu presidente.
O clube levou um murro no estômago e a digestão vai ser tremendamente difícil.
Algo vai ter de mudar, quanto mais não seja o reconhecimento de que não podem formar e vender estrelas para adquirir nulidades e, ao mesmo tempo, terem a veleidade de querer ser equipa de topo.
A maior ambição deste Sporting é o 3º lugar, porque o Benfica consegue disfarçar a classe com raça, com alma.
E o Porto vai ganhar sem convencer.
Posto isto, ocorre-me perguntar:
- Onde têm estado estes jogadores do Braga?
- Por que milagre correram e jogaram hoje daquela maneira?
- Serão os mesmos que levaram 3-0 do pobre Leixões?
- Que vai para lá fazer o Manuel Machado?
Tudo isto merece reflexão, mas não muita, não vale a pena, é só futebol...
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
O nó da questão
Até aqui, nada a opor.
Porém, o nó (da questão, não da gravata) é que o jornalista falou de sexta-feira casual, em tradução literal do inglês.
Ora o inglês casual significa (julgo eu) descontraído, à-vontade, desportivo, talvez, enquanto que
o nosso "casual" quer dizer eventual, fortuito, acidental, resultante do acaso.
Por isso, uma sexta-feira nunca pode ser casual, porque não surge por acaso, é parte inalienável do calendário.
Com ou sem gravata, com ou sem bravata, sexta-feira é certa, fatal, mesmo quando não anda a roda.
E ainda que haja greve...
Ai não
Assim, é frequente ouvir-se gente sábia e importante dizer não presença em vez do banal ausência.
O Não dá mais sainete, estou em crer, deve ser isso.
Eu não sei se costumais ver a "Quadratura do Círculo", na SIC Notícias.
Um dos tribunos de serviço é o dr. Lobo Xavier que, desde há uma boa temporada, deixou crescer uma barba grisalha que o torna parecido com Nobre dos Santos, dirigente da FESAP.
Ora, este senhor é muito engraçado, pequenino, com aquela barbicha, faz lembrar um esquilo ou um ratinho da Índia (não sei bem) e diz coisas interessantes na linguagem monocórdica dos sindicalistas.
Anteontem, a propósito da greve, disse que o problema resulta da forma como o Governo negoceia. Ou melhor (apressou-se a corrigir), da não forma como negoceia.
Ó senhor Nobre, a não forma? Importa-se de repetir?
É que, se o não fizer, nós somos capazes de concluir que se trata de uma não asneira, o que é errado. Em verdade, é um tremendo disparate e uma baboseira que ninguém lhe encomendou.
E não está livre de um puxão de orelhas do distinto jurista Lobo Xavier que, daqui por uns anos, pode ser confundido com o senhor Nobre dos Santos.
A não ser que rape a barba, ou melhor, que decida andar com uma não barba...
Nunca falha
Mas, ao que consta, há 415 pontes em Portugal que se encontram em mau estado, notícia que alarmou a Frente Comum de Sindicatos.
Com efeito, esta organização ficou com os cabelos em pé, não com receio de que os trabalhadores deste país possam ser vítimas de acidentes, mas porque a grande greve anunciada pela dona Avoila vai ser no dia 30 que calha (quem diria?) a uma sexta-feira.
Eu se fosse à dona Avoila mudava a data porque há por aí muita gente a sorrir maliciosamente ao observar que as greves calham sempre às sextas-feiras.
Claro, à 5ª seria melhor, era mesmo a ponte da ordem, mas nem todos os trabalhadores se podem dar a esse luxo.
Por isso, os nossos sindicalistas fazem cálculos e estudos aturados e acabam sempre por achar que a 6ª é o dia ideal.
Mesmo que seja a 13...
O país das maravilhas
Os recentes exercícios da Marinha Portuguesa tinham por alvo emigrantes clandestinos imaginários.
A reconstituição da lota foi uma fantasia orquestrada à pressa, nostalgia mascarada de rasteiro oportunismo político.
A quase totalidade da Comunicação Social obedece à voz do dono.
A Oposição política só agora parece querer acordar.
O fogo-de-vistas enche o olho, mas as obras são trabalho do anterior executivo.
A megalomania do presidente da Câmara levou-o a desprezar o gabinete de sempre, exigindo a sala de reuniões.
A Assembleia Municipal CDU propôs uma moção de censura ao executivo comunista.
Se isto não é surrealismo, o que será?
Eu nada respondi, destas coisas pouco sei...
Hetacombe 2
Ora, acabo de encontrar a explicação para o facto ao ler que tiveram lugar as eleições para a distrital do PSD-Lisboa, tendo saído vencedor Carlos Carreiras, vice-presidente da Câmara de Cascais.
Talvez (não sei, claro) aquele cartaz tenha ficado ali estes meses todos para promover a senhora que era igualmente apoiada por Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes.
Vistas as coisas de outro ângulo, observa-se que dona Helena é "menezista" (gosto do termo) enquanto o eleito é próximo de António Capucho, o tal que se recusa a deixar o lugar no Conselho de Estado a favor de Menezes.
Estão a ver a salganhada?
É o PSD rumo à vitória...
Perseguição
Porém, se olharmos um pouco mais além, verificamos que há outros mistérios nesta nossa comunicação social.
Mesmo que não queiramos (e bem sabeis que não sou de malandrices), somos obrigados a acreditar na teoria das conspirações.
Ontem, o incansável "Correio da Manhã" revelou ao mundo que José Mourinho molestou um miúdo de 12 anos, puxando-lhe os cabelos e as orelhas.
Perante tão sensacional notícia, seria de esperar a presença maciça das televisões a entrevistar a directora do Colégio, o aluno, os pais do aluno, o treinador, enfim, todas as partes envolvidas.
E tudo para ser levado ao telejornal com grandes títulos.
E o que se viu? Nada.
Recuemos um pouco para vermos como há aqui uma dualidade de critérios.
Há um intuito flagrante de poupar e de proteger Mourinho, num gesto que contrasta com o massacre cometido pelas mesmas televisões na pessoa de um pacato emigrante brasileiro que veio para Portugal em busca de um empregozito mal remunerado.
Refiro-me, claro, ao amorável senhor Scolari (Felipe para os amigos, como eu) que pagou caro, em termos de imagem, o facto de ser corajoso, temerário mesmo, e amigo do seu amigo.
Ao ver que um sanguinário sérvio ameaçava um menino de etnia cigana, o senhor Filipe, com risco da própria vida, interpôs-se e evitou um possível linchamento do ciganito de brinco na orelhita, uma orelhita parecida com as que o tal Mourinho (alegadamente) terá puxado a outro menino, em Palmela.
Duas orelhas, dois pesos, duas medidas, uma escandalosa perseguição a um homem a quem Portugal deve tudo menos o que a Caixa e a Federação lhe pagam.
Este Mourinho continua a ser ajudado de forma chocante pelos media, enquanto o inocente Scolari viu o seu nome arrastado na lama, injusta e cruelmente.
A nobreza do meu amigo Felipe é tão grande que ele até falhou o soco no sérvio de propósito, para apenas o intimidar, para mostrar que o gesto é tudo.
Scolari não é um agressor de crianças como outro que nós sabemos mas que a televisão encobre.
Por isso, vou já pôr a bandeira outra vez à janela e escrever ao Provedor do Telespectador. Scolari merece uma segunda oportunidade, entrevista feita pela Judite, uma passagem nas tardes da Júlia, uma manhã com o Goucha e um abraço do Fernando Mendes...
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Heranças do Herdeiro
As regras são as seguintes:
1 - Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas - implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2 - Abra o livro na página 161;
3 - Na referida página, procure a 5ª frase completa;
4 - Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5 - Aumente, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.
O que saiu na rifa ao Herdeiro:
Livro: Generais Romanos
Título original: In the Name of Rome
Autor: Adrian Goldsworthy
Tradução: Carlos Fabião
E a frase é "Pela derradeira vez na sua história, os angustiados romanos promoveram um sacrifício humano, queimando vivos um casal de gauleses e outro de gregos, no Forum Boário, tal como tinha feito depois de Canas"
O que me calhou:
Livro: Justine, de Lawrence Durrell.
Tradução de Daniel Gonçalves.
Editora Ulisseia
E a minha frase é:
E as lágrimas, inesperadas, inundam-lhe os olhos e ela geme: "Pela primeira vez na minha vida, tenho medo, e nem sequer sei o que temo".
Proponho este desafio a : Sininho, Peixe-Aranha, P.Trafaria, Rui Viana e João Aldeia.
Quem quebrar esta corrente não será punido nem amaldiçoado.
À vous de jouer...
Ainda que o hábito não faça...
Esta decisão foi anunciada hoje, data em que os bancos, despudoradamente, exibiram os seus lucros faraónicos.
Por isso, as razões de queixa dos trabalhadores ganham uma legitimidade ainda maior.
Nós sabemos que o Estado não é dono de todos os bancos, mas é proprietário do maior deles, a Caixa, que pesa tanto como o BCP e o BPI juntos.
Ora é evidente que nesta voragem dos bancos não há moralidade e só alguns comem.
Mas se é certo que a luta dos trabalhadores é compreensível, não é menos verdade que a imagem dos sindicatos precisa de ser cuidada, em nome da credibilidade.
O estilo de peixeira da dona Ana Avoila talvez tivesse passado na oral nos tempos do PREC, mas hoje, diante de câmaras e microfones, é conveniente aparecer alguém que respire seriedade, competência e moderação.
E, se possível, que inspire alguma simpatia.
Não é, visivelmente, o caso da senhora...
Acordem
Eu bem sei que o partido anda à procura de rumo, mas, passado tanto tempo, faz mui triste figura esta colectividade recreativa ao transmitir uma imagem de desorganização e autismo.
Para mais, num dos cartazes, está o nome de Helena Lopes da Costa, uma senhora santanista que (por duas vezes, no espaço de minutos) disse que os resultados do PSD em Lisboa foram uma "hetacombe" (sic, foi mesmo na SIC).
Pelos vistos, o PSD ainda não recuperou da hetacombe...
Sem surpresa
Hoje, censurou o excesso de pressão fiscal imposta pelo Governo e criticou a falta de empenho na luta contra o desemprego.
Mas votou a favor.
Nestas contas do Orçamento, há sempre alguém que diz sim...
Obsceno
É neste país que nós vivemos, com o cinto apertado, com pensões de miséria, com uma carga fiscal (directa e indirecta) implacável.
Um país onde a banca (que nada cria, que só movimenta dinheiro e acumula fortunas colossais) paga menos IRC que as modestas empresas que vivem com a corda na garganta.
Estamos bem longe do ideal lírico de Abril, os ricos não pagam a crise.
Porque o Estado está nas mãos do grande capital, o verdadeiro poder não mora em São Bento nem (ainda menos) em Belém.
Perante estes números que deveriam fazê-lo corar de vergonha, o nosso Primeiro-Ministro enche o peito e ergue a bandeira da vitória sobre o défice.
Sócrates é o campeão do défice e espera que o povo bata palmas.
O pior é que, todos eles, políticos no poder ou na oposição, são iguais, totalmente dominados pelo poder económico que cava, dia após dia, o fosso entre ricos e pobres.
Este país está a tornar-se um imenso condomínio privado, por um lado, e um explosivo bairro da lata, por outro.
O colarinho branco face à arma branca...
Verniz
É estranho e surpreendente, admitindo que seja verdade.
Será que o verniz estalou?
Serão as vitórias do Chelsea a incomodar?
Quando o telefone toca
E, de cada vez que uma chicotada psicológica (é a expressão consagrada) acontece, imagina-se a ansiedade desses homens, junto do telefone.
Continua a ser um mistério o que faz uma equipa ganhar ou perder, ou seja, a quem cabe a maior parte do mérito ou da culpa, se ao treinador ou aos jogadores.
A norma é que, em caso de insatisfação, seja o treinador a sair.
Depois (e às vezes, antes) há os jogos de bastidores, com os empresários a mexerem os cordelinhos até chegarem a rendições estranhas como esta, em Braga, com a chegada de Manuel Machado que fora afastado de Coimbra.
Afinal, quem ganha os jogos? Até onde vão a influência e a responsabilidade do treinador? Serão os jogadores marionetas?
Veja-se o caso do Chelsea que está de novo em grande, com sete vitórias consecutivas.
É um mundo estranho este do futebol.
O treinador Carvalhal, que foi despedido do Braga, brilha agora em Setúbal.
Norton de Matos fez figura no mesmo Vitória numa altura em que os jogadores não recebiam. Saiu nesse período conturbado e nunca mais voltou ao primeiro plano.
José Couceiro foi bom em Setúbal e falhou sempre depois.
E agora está no grupo daqueles que continuam à espera que o telefone, ou melhor, o telemóvel toque...
O preço certo?
Não sei como se consegue calcular o valor de um ser humano...
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Pê Esse
Esta suspeita surgiu-me hoje ao ler que João Capítulo vai deixar a Direcção do "Jornal de Sesimbra" para se dedicar à actividade política.
Não é a sua primeira incursão na senda do poder, mas agora vai mesmo assumir a presidência da Concelhia, decisão que denota ambição e sentido das responsabilidades.
Aliás, tudo isto faz sentido.
Basta vermos que o editorial de despedida tem, a seu lado, a crónica do eng. Raul Rodrigues cujo tema é, precisamente, a ausência do PS do grande combate político que deveria constituir a oposição.
Que o arquitecto se prepare porque um novo PS vem aí.
Bem pode ele posar para as fotografias que "O Sesimbrense" faz o favor de divulgar, a maré vai encher com nova vaga socialista.
Bem sei que "O Sesimbrense" não dorme e vamos ter mais propaganda por ocasião do segundo aniversário da Associação dos Descascadores de Barbas de Milho ou o terceiro das Fãs do Tony Carreira.
É fácil o trocadilho, mas a política em Sesimbra vai ter um novo Capítulo...
Vantagem para quem está ao serviço
Eu não sei se há naquele jornal critérios editoriais porque é estranho depararmos com mais um editorial que NADA diz sobre Sesimbra.
Eu bem sei que é habitual, mas não deixa de ser esquisito. E lamentável.
Esse escrito ocupa um quarto de uma página em metade oferecida a uma enorme fotografia que coloca em grande destaque Odete Graça, Augusto Pólvora e Francisco Jesus.
O pretexto (pois disso não passa) é o 8º aniversário do Clube de Ténis de Sesimbra.
Nada tenho contra a colectividade, mas é insólito um jornal dar uma tal evidência a uma tão incipiente efeméride.
Oito anos serão bodas de quê? Pelos vistos, de adulação, de subserviência e de propaganda política.
Não contente com a gigantesca fachada, o jornal dedica-lhe ainda uma página inteira, com mais seis fotografias.
Óbvia e convenientemente, os três eleitos estão em todas as imagens.
Não sei se a Dra. Peneque virá a ser convidada para substituir, no elenco camarário, a antiga jornalista entretanto afastada.
O que se vê é uma colagem descarada, aproveitando um acontecimento banal para estender a passadeira vermelha (claro) aos senhores do Poder local.
Só nos resta uma consolação. É que a Dra. Peneque adoptou a actual frase-lema desta Magra Carta.
De facto, com uma tal pobreza de textos e uma avalancha de fotografias, quem sabe ler, lê e quem não sabe vê bonecos...
Sempre os mesmos...
Preso por não ter...
Não conheço a lei portuguesa aplicável a situações semelhantes, apenas sei que há muitos casos de mutilações e nunca se ouve falar de sanções exemplares.
Quando um drama acontece, lá temos televisões, jornais e revistas interessadíssimos pelo assunto, mas depressa o silêncio volta.
Um outro capítulo é a realização de combates mortais entre cães, aberração praticada clandestinamente e mostrada por televisões.
Mas ignorada pela polícia.
Fica a ideia de que em Portugal o provérbio não funciona pois ninguém é preso por ter cão...
Des...parates?
Ora, se bem entendo, orçamentar significa orçar, calcular, fazer um orçamento.
Independentemente dos valores ou das rubricas nele inscritas.
Qualquer alteração, qualquer dedução ou acrescento é sempre e apenas orçamentar.
Por isso, retirar verbas de um orçamento continua a ser orçamentar. De outra forma, com outros valores, mas apenas orçamentar.
Desorçamentar é tão lógico e correcto como desconstruir. Destruir eu percebo o que seja, mas desconstruir, gostava que me explicassem. A sério.
Para quando desensinar, deslembrar, descomer ou desmorrer?
Ai que bom
Contudo, tais práticas continuam a ser punidas quando envolvem pessoas do mesmo sexo, o que suscitou forte reacção de protesto da comunidade homossexual.
O Primeiro-Ministro Lee afirma que a liberalização do sexo oral e anal entre heterossexuais visa reforçar o papel da família como célula de base da sociedade.
É provável que, por cá, a frustração da comunidade gay encontre compreensão e apoio, sendo previsível a organização de manifestações nesse sentido.
Também é provável que haja já agências de turismo a promover pacotes de férias para heterossexuais.
Em Singapura, naturalmente...
Para África e em força
Estamos, indubitavelmente, perante uma iniciativa simpática e que revela uma abertura de espírito digna de registo.
Ainda não há muito tempo, a cooperação praticada por Isaltino tinha como alvo a Suíça e por interlocutor um sobrinho que lá exercia a profissão de motorista de táxi.
Agora, da Suíça das neves brancas e eternas para a África escaldante, eis uma transfiguração envolta em misticismo, em inesperada espiritualidade, numa entrega certamente despida de intuitos mercantilistas.
Terá Isaltino estado com o Dalai Lama?
Terá ido a Fátima, à inauguração da Catedral ou ver o Sporting?
Oxalá o augusto presidente da edilidade sesimbrense saiba corresponder ao apelo.
De África, assim de repente, que me lembre, só havia o preto do Palmeirim.
Já estou a imaginar a doutora Felícia, montada num camelo, atravessando o Saará, de capacete e véu mosquiteiro,e levando no computador portátil as linhas mestras do concurso do Dia das Mentiras, da Onda Jovem e do Carnaval.
Com ela, a doutora Guilhermina, airosamente instalada num dromedário carregado de livros para as criancinhas.
Mais atrás, o enviado especial do "Raio de Luz" que assegura a cobertura isenta da incursão.
Dias gloriosos aguardam o reinado de Augusto, até às vésperas de novas eleições, altura em que ele vai endividar a Câmara em mais uns milhões para fazer umas flores e encher o olho ao pagode.
Enquanto isso, a oposição (?) socialista dormita, aguarda que a vitória lhe caia no regaço como as tâmaras tombarão sobre a caravana que, sob o comando feliciano, avança no grande deserto partidário que é Sesimbra.
Em comentário a este texto, não deixaria de aparecer uma qualquer maga para lançar, em tom sarcástico, que os cães ladram e a caravana passa.
Lá lhe estraguei o prazer da ferroada...
Tudo histórico
A opinião é unânime, o Porto cometeu ontem a proeza "histórica" (esta é minha) de ganhar à rasca ao penúltimo classificado do campeonato francês.
E, claro, neste grupo tão acessível, vai ser historicamente apurado.
Enquanto isso, o Benfica tem bons motivos para sorrir.
Depois de algumas demonstrações prometedoras, o delicado Binya confirmou ontem que Vieira já pode transferir Petit.
De facto, Binya provou que é (no mínimo) tão caceteiro como o outro.
Aquela entrada sobre o jogador escocês era mesmo para partir a perna.
A UEFA deveria aplicar-lhe um castigo exemplar.
Para não dizer histórico...
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Tiques perigosos
Referindo-se a Santana Lopes e Paulo Portas, e do alto da sua arrogância, ironizou acerca do facto de os representantes da Direita serem homens do passado, os mesmos que tinham estado no Governo e foram derrotados nas eleições.
Acrescentou que a Direita, após mais de dois anos, não conseguiu arranjar melhor do que os mesmos.
É feio quem está no poder usar dessa prerrogativa para tentar humilhar os adversários políticos. E, sobretudo, é uma atitude que se afasta por completo do respeito pelos valores democráticos.
No fundo, o que José Sócrates parece querer dizer é que, na política, não há lugar para os vencidos.
Na sua óptica, os derrotados em eleições deveriam afastar-se definitivamente, renunciando para todo o sempre ao combate político.
De onde se conclui que todo aquele que teimasse em retomar a luta pelas suas convicções deveria ser escorraçado.
Não é uma ideia original.
Já houve quem sugerisse o Campo Pequeno.
Ou o Tarrafal. Ou a Sibéria...
A salto
Neste caso, o alvo é a cadeira que Madaíl ocupa por obra e graça de associações distritais devotas a S.Madaíl.
E o sebastiânico candidato seria (talvez, porventura, quem sabe) um senhor chamado Armando Vara que, de momento, se encontra confortavelmente instalado no Olimpo da Administração da generosa Caixa Geral de Depósitos.
Mas a rendição de Madaíl promete ser ciclópica pois o homem está há muitos anos colado à cadeira e controla quem o elege.
É certo que Armando Vara é homem de sete ofícios, mas não vejo o que teria a ganhar em meter-se nos apertos do futebol.
Embora goste de desafios. Recorde-se que já saltou da retaguarda de uma modesta agência da Caixa para uma Secretaria de Estado, de onde pulou para a presidência de um Instituto qualquer que foi fechado discretamente por não se perceber para que serviam.
O Instituto e o Armando.
Dali, graças à cor de rosa da sua tez, saltou para a Administração da Caixa, o que é obra.
De um balcão para a Administração, aquilo é que foi balanço.
Ficou nos anais da promoção meteórica. É proeza com patente registada.
É o chamado salto à Vara...
Viva a deitadura
Como não posso ficar indiferente nem resignado, pus-me a pensar e julgo ter uma explicação para a indolência que nos caracteriza.
Seria fácil atribuir as culpas à nossa costela alentejana, mas a coisa tem raízes mais profundas e que são facilmente identificáveis se observarmos com atenção o fenómeno que constitui o nosso culto pelo verbo deitar.
Com efeito, os inúmeros sentidos que este verbo assume mostram distintamente a extrema afeição que temos pela sua conjugação, ou seja, o quanto gostamos de deitar.
Se não, vejamos.
Deitamos abaixo, deitamos água na fervura, deitamos lume pelos olhos, deitamos sortes, deitamos por fora, deitamos pérolas a porcos, deitamos foguetes, deitamos a carga ao mar, deitamos a casa abaixo, deitamos a luva, deitamos a mão, deitamos contas, deitamos o olho, etc.
Ora, um povo que se deita a adivinhar os números do Euromilhões é porque não acredita no fruto do seu trabalho.
E quem deita para trás das costas as obrigações, claro, não produz.
Mas o pior é o terrível apelo da cama, a que não resistimos.
É verdade, levamos a vida a deitar-nos na cama. Quase sempre, para dormir.
Às vezes, nem por isso, antes pelo contrário.
E o vício de deitar é tão grande que, há minutos, perguntei ao Escriba pelo meu aumento de ordenado. E o malandro respondeu:
- Dei-to esta manhã.
Um dia em cheio
Até ao momento, há 15 mortes a lamentar.
Esta é a notícia, crua, simples e discreta.
Há pouco, ouvi, no Rádio Clube Português, um dos vários enviados a Castelo Branco falar de conferência de imprensa, referindo que outros lhe chamam "briefing".
Pormenor delicioso e oportuno.
O homem, de microfone em punho, esperava pelo Presidente da Câmara enquanto uma colega aguardava a Governadora Civil.
Entretanto, ia entrevistando familiares das vítimas a quem, ostensivamente, sugeria que criticassem o atraso dos técnicos de apoio psicológico.
É a intrigazinha, a nota venenosa de reportagem, a exploração da desgraça.
Isto é a Rádio, imagino (não vou ver) as televisões, mórbidas, abutres impiedosos.
Daqui até aos funerais, vai ser uma vilanagem que não farta, o espectáculo indecoroso da informação que temos.
Mais logo, há o mano-a-mano Sócrates-Santana, no Parlamento.
À noitinha, jogam Benfica e Porto.
Que mais quer o povo?
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Uns amores de crianças
De seguida, o raptor estrangulou a vítima e deitou fogo ao carro onde deixou o corpo.
O assassino foi condenado a 22 anos de prisão, enquanto a sua cúmplice teve uma pena de sete anos.
Trata-se de um crime hediondo e a Justiça funcionou.
Pelo menos, enquanto o novo Código Penal não deixar alguma abertura favorável aos condenados.
O pormenor caricato é que a jornalista da RTP que fez a trágica história do crime, se referiu (mais do que uma vez) aos criminosos como sendo um "casal de namorados".
É uma querida esta jornalista.
Portugal continua a ser um país de poetas...
(Ex) posição extrema
O texto surge colocado por baixo de uma fotografia dos "performers" (suponho eu), ambos nus do baixo ventre para cima, com penugem aparente.
Os nomes dos artistas (?) são Ana Borralho e João Galante e a performance/instalação tem lugar na Culturgest, com o apoio da Caixa Geral de Depósitos.
Confesso a minha perplexidade, não sabendo o que será uma instalação ou uma exposição extrema.
A ambiguidade sexual que nos afiançam ser óbvia dá que pensar, embora a intriga maior consista em saber se estamos perante uma casa de alterne, um retiro galante ou uma borga do borralho...
Óbvio
É evidente que as escutas estão a ser usadas como o "fora-de-jogo" no futebol, ou seja, para benefício ou prejuízo deste ou daquele consoante dá jeito a quem manda.
Como até agora ninguém adiantou qualquer proposta para resolver o problema, eu peço licença e sugiro que a acção, função ou missão de fazer escutas seja confiada ao único organismo cujas vocação, experiência e competência são reconhecidas há muitos anos.
Não é preciso um mestrado da Universidade Independente para se perceber que, para tratar de escutas, só os Escuteiros...
Fruta da época
Está em causa o envolvimento do senhor num serviço de favores sexuais prestado por três brasileiras a uns pacatos cidadãos alentejanos que, por acaso, costumavam mascarar-se de árbitros e que, por coincidência de ocorrências, caíram nas boas graças do venerável dirigente portista.
Rezam os autos que os denominados Jacinto Paixão, José Chilrito e Manuel Quadrado cederam à tentação, pecado venial cometido por gente venal, fraqueza que foi reconhecida pelo senhor Paixão perante câmaras e microfones pudicos da TVI.
Ora, sendo este trio-maravilha de casta alentejana, nada mais natural que o desejo do senhor Costa em ver o julgamento ter lugar naquele bucólico rincão.
Pela minha parte (e peço desde já desculpa pela ousadia), acho que faria mais sentido ser no Brasil, já que os deliciosos corpos do delito são oriundos do país irmão.
E que a desejada reconstituição do saboroso crime seja feita com Paixão, evitando chilreio e Chilrito, mas tudo com muita convicção e um desejo elevado ao Quadrado.
E aos costumes digam nada...
Caos
Nos últimos dias, um taxista morto à facada, um segurança de um parque de estacionamento assassinado e, agora, um soldado da GNR baleado ao tentar impedir um assalto à pizzeria.
A nota mais preocupante é a facilidade com que, neste e em muitos outros casos, os criminosos abatem quem lhes resiste, sejam civis ou militares.
A prisão deixou de assustar ou dissuadir, talvez porque as fugas acontecem com frequência ou porque as reduções de pena reduzem, na prática e em muito, as penas.
Ao mesmo tempo, a lentidão e a permissividade da Justiça contribuem para a convicção de (relativa) impunidade.
Veja-se o caso da violenta agressão ao deputado Ricardo Bexiga (nos meandros do Apito Dourado) que continua por esclarecer, apesar das pistas serem claras.
No meio, ficam os pobres GNR, mal armados e vulneráveis, perante a multiplicidade de ataques e a fúria assassina por parte de homens que ignoram os valores da sociedade, desprezam a vida do seu semelhante e apostam na passividade e na ineficácia da Justiça.
Decepção
Confesso que nada percebo de cinema, mas tenho opinião, claro está.
A história, como se sabe, é picante, contém todos os ingredientes para atrair o maralhal, futebol, mulheres, casas de alterne, pancadaria, perfume de escândalo, juízes da corda, bastidores devassados.
E actores de nome firmado.
Safa-se Nicolau Breyner, embora fique a ideia de estarmos a ver mais o Alberto Lacerda da novela "Vingança" do que o presidente corrupto. Alegadamente corrupto, se preferirem.
O filme é uma sucessão de imagens justapostas, sem ritmo, sem evolução harmoniosa e ligada.
E soa a falso, é tudo postiço, ninguém acredita naquelas personagens.
Ninguém vê um juiz naquele Ruy de Carvalho. Vemos Ruy de Carvalho apenas.
Há cenas de sexo explícito, bacanal tosco, desnecessário, quase ridículo.
Há coisas que resultam mil vezes melhor sugerindo do que mostrando.
O mesmo se passa com imagens de "jogos", com árbitros patetas. Porquê e para quê?
É o grande mal do nosso cinema, é mauzinho, é representado, não há naturalidade, as personagens não são construídas, são postas ali como bonecos de feira, não as sentimos, não aderimos, não acreditamos.
É um filme português...
Pizzar o risco...
Não é invenção nem deturpação, é isto mesmo.
Nas escolas de jornalismo de onde saem artistas destes, é da tradição os sapientes mestres ensinarem que notícia é o homem morder o cão, não o banal contrário.
Tal como um comboio que chega a horas não desperta o menor interesse.
Daí que os telejornais se componham de 10% de intriga política, 50% de desgraças várias, 10% de doenças e 30% de futebol.
Só o insólito, o drama e a questiúncula merecem destaque.
Por isso, admito que um GNR fique deprimido por nada de excêntrico acontecer lá na sua parvónia.
E, vai daí, resolveu chamar a si as atenções gerais ao assaltar a pizzeria da cosmopolita Fânzeres.
Pelo menos é o que o título sugere, embora a realidade deva ter sido outra.
Mas esta, para o meu gosto pérfido, é bem mais aliciante...
domingo, 4 de novembro de 2007
Uma múmia já cadáver
Até então, o jovem Tuta (para os amigos) vivia feliz, passeando na zona das docas, na margem do Nilo, ao cair da tarde.
Zahi Hawass confirmou ainda o que nos círculos bem informados era tido por certo, ou seja, que o faraó continua morto.
O que, como tão bem explicou Lili Caneças, é o contrário de estar vivo.
E se alguém está habilitado a falar de múmias é a nossa Lili...
Mais um...
Podia ter sido apenas mais uma bola para o barulho, mas esta deu golo.
E o Glorioso (?) ganhou.
O Apito está cada vez mais encarnado, embora o alternativo seja rosa...
O soldadinho não volta
Provavelmente não conheceis um homem chamado Reinaldo Ferreira.
Eu também não, mas sei que é africano e poeta, sobretudo poeta.
Confesso a minha ignorância e a minha simplória preferência por palavras soltas, simples, nítidas e saborosas, cheias de sol ou de solidão, mas prenhes de vida, de sentimento e pureza.
Por isso, continuo a sorrir de encantamento com a simplicidade ingénua do Max a fazer uma corte discreta à sua Rosinha dos “limons”, de ar gaiato e que caminha apressada.
É tocante ouvi-lo dizer que, qualquer dia, por graça, vai comprar “limons” à praça e depois casa com ela.
Regalo-me e não me canso de ouvir. Sinceramente.
Talvez por gostar de coisas simples e belas, é sempre com intensa emoção que oiço o nosso Adriano recriar aquele Portugal de angústia, dos anos 60, que via os seus filhos partirem no Niassa a caminho da morte, algures em Angola.
“ Menina dos Olhos Tristes” é um poema maravilhoso, palavras singelas, fortes, a rebentar de dor, a melancolia da espera, o desespero do inevitável, tudo límpido, na crueza da forma e na pureza exacta dos sentimentos.
A voz cristalina de Adriano, as palavras perfeitas de Reinaldo e o toque a finados de José Afonso fazem desta canção um momento de rara beleza e de forte emoção.
Gostava de conhecer o Reinaldo Ferreira, para lhe agradecer tão belo texto.
Mas não voltam apenas porque nunca chegaram a partir.
Implacável
Hoje, ao ver-me chegar, carregado de malas e com cabeça rapada segundo o rito budista, sorriu e disse-me:
- Ora até que enfim! Fizeste boa viagem? Olha, não me venhas com histórias como as que impinges aos leitores do teu blogue, porque eu bem sei onde tu foste, eu bem sei onde Tibete...
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Aviso de recepção denunciada
Convém reconhecer que se trata de um prazer (quase) solitário e egoísta pois o primeiro objectivo é a nossa satisfação e, só depois, vem a partilha. Esta é a verdade.
Não posso deixar de sorrir, sem maldade, ao ler comentários de quem levou a sério a minha farsa sobre a "garden-party" de Cavaco.
Se me apetecesse prosseguir a maroteira, revelaria que lá fui encontrar o senhor Dalai Lama, cujo nome completo é Dalai Lama dos Santos.
Sua Santidade achou-me com má cara, tendo logo adivinhado que tal se deve ao hercúleo trabalho que tenho tido para escrever magras cartas sem o apoio do Escriba.
Daí que me tenha convidado para um retiro espiritual no Tibete, repouso, meditação, tisanas e oração.
Aceitei e vou partir hoje mesmo.
Este convite surge no momento indicado pois vou ter de tomar uma decisão importante.
Com efeito, recebi convites para chefiar a Redacção de dois jornais e a abordagem de um partido para ser candidato à presidência da Câmara.
Por estas razões, e porque preciso mesmo de descanso, resolvi deixar de distribuir correio aqui, durante o tempo que julgar adequado.
A estação não fecha, o correio vai é ficar nos sacos...
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Noblesse oblige
Antecipadamente, aqui fica o nosso pedido de desculpa.