A moda alastra na blogosfera e o exercício parece ser interessante. Aqui vai o pontapé de saída. Se tivesse que escolher dez livros que não mudaram a minha vida, escolhia estes:
Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco
O Primo Basílio – Eça de Queirós
Jogo da Cabra Cega – José Régio
Bichos – Miguel Torga
Aparição – Vergílio Ferreira
O Processo – Franz Kafka
Siddharta – Hermann Hesse
O Velho e o Mar – Ernest Hemingway
Almas Mortas – Nicolai Gógol
Contos – Anton Tchekov
Como é da praxe, aqui deixo o repto ao Carteiro, ao João, ao José Santos, ao Barco a Remos e à P. Trafaria. O convite é extensivo aos leitores.
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
domingo, 29 de julho de 2007
Instinto predador
Este ano, ainda não segui as pisadas do João. Mas hoje à tarde, na Praça da Califórnia, o livro Pesca e Pescadores em Sesimbra, de Maria Alfreda Cruz, estava gloriosamente à minha espera, numa banca da feira de velharias da vila, que ali se realiza agora. Atendendo a que se trata de obra há muito esgotada e de um dos títulos mais difíceis de encontrar da bibliografia sesimbrense, não se pode dizer que os 22,50 euros desembolsados tenham sido uma extravagância. A vendedora, pessoa de fora que habitualmente marca presença na feira, deixou escapar: “Estava a ver que vinha a Sesimbra e o levava de volta”. “Isto em Sesimbra está muito mal”. Aludia assim ao desinteresse que, ao longo do dia de hoje, os nativos terão manifestado pelo livro raro que acabara de lhe comprar. Ainda bem, acrescentarei eu agora, com mal disfarçado egoísmo, que nestas coisas da bibliofilia procedo com instinto predador.
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