Neste Verão ameno, um título assim é quase ambíguo. Mas não se trata aqui do boletim meteorológico. E a junção inadvertida não é gralha.
Há, talvez, umas três ou quatro semanas, um leitor – ou seria uma leitora? – desta “Magra Carta” dirigia-nos palavras mui elogiosas, que devidamente saboreámos. Pedia-nos, também, que aqui fôssemos dando sugestões de âmbito cultural e artístico. O Carteiro não demorou muito a despachar o requerimento. Só eu, retardatário, fui protelando o silêncio. Aqui e agora me desincumbo da tarefa, para recomendar a audição integral dos quatro concertos para piano e orquestra de João Domingos Bomtempo (1775-1842), recentemente reeditados pela Numérica. A interpretação é de Nella Maissa, ao piano, acompanhada pela Orquestra Sinfónica de Nuremberga, sob a direcção de Klauspeter Seibel.
Maçon, romântico e patriota, Bomtempo não tem a dimensão de Mozart e de Beethoven, que, de resto, evoca. Mas falta-lhe pouco para lá chegar, o que é muito.
Há, talvez, umas três ou quatro semanas, um leitor – ou seria uma leitora? – desta “Magra Carta” dirigia-nos palavras mui elogiosas, que devidamente saboreámos. Pedia-nos, também, que aqui fôssemos dando sugestões de âmbito cultural e artístico. O Carteiro não demorou muito a despachar o requerimento. Só eu, retardatário, fui protelando o silêncio. Aqui e agora me desincumbo da tarefa, para recomendar a audição integral dos quatro concertos para piano e orquestra de João Domingos Bomtempo (1775-1842), recentemente reeditados pela Numérica. A interpretação é de Nella Maissa, ao piano, acompanhada pela Orquestra Sinfónica de Nuremberga, sob a direcção de Klauspeter Seibel.
Maçon, romântico e patriota, Bomtempo não tem a dimensão de Mozart e de Beethoven, que, de resto, evoca. Mas falta-lhe pouco para lá chegar, o que é muito.