quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DAS BOAS ALMAS

Vai um grande e clamoroso incómodo nas boas almas porque, durante a campanha, Américo Gegaloto definiu como prioridade sua remarcar no pavimento rodoviário as passadeiras para peões. As boas almas são assim: desdenham ninharias. Há até quem demore uma eternidade para mudar dois simples azulejos na placa toponímica da Rua Vitorino Magalhães Godinho (à Charneca), o tal historiador de craveira mundial que ainda mexe, mas que em Sesimbra já estava morto e enterrado desde 1993.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

DIXIT

Nem mais.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Presunção


Consta por aí que o Real Madrid tenciona impedir o melhor do Mundo de assistir ao jogo Portugal-Malta. Não creio que tal direito lhes assista e seria, ao mesmo tempo, inadmissível e grotesco que o fizessem.
Em contrapartida, seria bom que o proibissem de jogar pela nossa selecção porque só faz falta quem joga para a equipa, não para o brilharete individual e para as mímicas patetas para as câmaras de televisão.
Consta também por aí que figuras como Pélé, Maradona, Figo e Zidane vão devolver as medalhas de Melhor do Mundo porque não querem andar em más companhias.
"Se fossem todos como eu, éramos os melhores do Mundo" - declaração luminosa do capitão da selecção portuguesa.
Mas ele não tem culpa...

DO SENTIDO DE RESPONSABILIDADE

Obviamente, Américo não deve renunciar ao mandato, tão pouco suspendê-lo. E, se lhe for oferecido algum pelouro, por que não aceitá-lo? Será sempre um bom sinal, se Augusto vier depois a retirar-lho…

DO ESTADO DO TEMPO

É preciso compreender que, muito provavelmente, o ciclo político ontem iniciado em Sesimbra durará oito anos. Dependerá dos próximos quatro que ele não dure doze ou dezasseis.

O BLOGUE QUE "NÃO DEIXOU SAUDADES"


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DA INTELIGÊNCIA DO ELEITORADO

Gosto de ler e ouvir os comunistas (mailos cripto-comunistas, os proto-comunistas, os comunistas de ocasião e os neo-comunistas) de Sesimbra e arredores a elogiarem a preclara população local, que acaba de lhes dar a maioria absoluta. Talvez por se tratar do elogio da mesma gente que, no dia 27 de Setembro, apenas confiou aos netos de Estaline míseros 16% dos votos na eleição para a Assembleia da República. Dirão que são coisas diferentes. Mas a inteligência é só uma.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

UMA TESOURA NO FIO DA NAVALHA...

A Tesoura de Atarracar é um pardieiro esconso da blogosfera sesimbrense, cujo inquilino denuncia pela inveja e pelo ódio ao pensamento e à criação as tendências cripto-comunistas que o movem. Não é de hoje a sua fixação obsessiva na Magra Carta. Mas vir agora atribuir a um pretenso estado de desespero nosso o regresso da Magra Carta neste Outubro Vermelho não está mal visto, não senhor. Consta aliás que o Carteiro se encontra de malas feitas para o Hawai; e eu, pela minha parte, tenciono pedir asilo político ao município de Santa Comba Dão. Quanto ao mais, bem pode a Tesoura dizer que após o adeus da Magra Carta, fará este mês um ano, ninguém sentiu saudades nossas. Logo hoje que estamos à beira de atingir as 200 visitas. Já é azar, hein! E depois de, na passada quinta-feira, dia 8, primeiro dia completo após o regresso, terem sido 146 os visitantes de um blogue inactivo havia onze meses. Está bem de ver que toda esta gente é sofredora...

EROSÃO

Ao invés do que sucedeu com o PS e com o PSD, ninguém pode negar empenho e combatividade a Carlos Macedo e ao Bloco de Esquerda. Mas, mais coisa menos coisa, a erosão dos respectivos eleitorados atingiu todos os partidos por igual. Percentualmente.

MEIA CULPA

A irrelevância numérica de Francisco Luís no novo executivo municipal é um castigo necessário para quem, durante quatro anos, acolitou os comunistas na Assembleia Municipal, garantindo a tranquilidade de Augusto e Felícia. Mas não é castigo suficiente, se atendermos à nulidade política que alardeou na campanha. Merecia não ser eleito.

QUE FAREI QUANDO TUDO ARDE? (2)

Cristóvão Rodrigues não viu que Américo Gegaloto era pouco conhecido? Por que se não dispôs ele próprio a avançar, se, afinal, se tem em tão grande conta? Não era isso que desejava ardentemente há quatro anos? Por que não foi devidamente valorizado e apresentado o trabalho desenvolvido durante este mandato por Alberto Gameiro na Quinta do Conde? Por que, Américo à parte, não houve um mínimo de combatividade, e até de agressividade, na mensagem política? Faremos melhor, diziam os cartazes. A questão não era essa. A questão era não só mostrar aquilo que o PS tinha feito na Câmara (o sector de Gameiro representa uma percentagem importante do investimento municipal nestes quatro anos), como também aquilo que os comunistas não tinham feito ou tinham feito mal. Denunciar publicamente, e de viva voz, o regalório do CECAS-RL e a ausência absoluta de habitação social, ferir a vista dos eleitores com o espectro galopante da dívida, mostrar como, em 2005, Augusto Pólvora havia colocado muito em baixo a fasquia do que se propunha realizar. Em suma, fazer política.

QUE FAREI QUANDO TUDO ARDE? (1)

Depois de ter sido eleito Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, Cristóvão Rodrigues demorou uma eternidade a mexer uma palha. Na Primavera de 2008, anunciava para o Outono seguinte as primeiras acções do seu mandato! Ele e o seu grupo, que, pelo menos desde 2005, vem contribuindo com larga proficiência para a catástrofe que ontem se declarou, passaram por esta eleição como cão por vinha vindimada. A ideia era agora queimar um candidato a prazo, passível de lhes fazer sombra com a força da Quinta do Conde, como há quatro anos havia sido pregar um valente susto a Amadeu Penim, enfraquecendo-o. Sucede que, agora como em 2005, o feitiço voltou-se contra o feiticeiro e as coisas saíram-lhes muito mal. Optaram pelo resguardo cómodo da Assembleia Municipal, e confeccionaram uma lista à Câmara Municipal que não lembra ao diabo. O mesmo que preside ao Inferno onde acabaram por nos enfiar…

A CEREJA NO TOPO DO BOLO

Foi à tangente, mas Guilhermina Ruivo acabou por ser eleita deputada municipal.

SAUDAÇÃO

Bom dia, Terceiro Mundo!

domingo, 11 de outubro de 2009

FALSA QUESTÃO

A tese de que a suposta falta de oposição dos vereadores do PS na Câmara Municipal determinou este resultado não explica tudo*. Explica, aliás, bem pouco. Basta ver que, entre 2002 e 2005, Augusto Pólvora e Felícia Costa – em condições muito idênticas às dos vereadores socialistas cessantes – não chumbaram qualquer orçamento ou conta de gerência da gestão de Amadeu Penim. Aliás, votaram-nos sempre favoravelmente, e nem por isso deixaram de ganhar as eleições de há quatro anos. Temos de procurar as razões deste descalabro no concurso de muitos outros factores...

*é certo que houve a inefável Guilhermina, que Cristóvão Rodrigues se apressou a premiar com um lugar nas listas para a Assembleia Municipal, mas Amadeu Penim votou várias vezes contra, e em matérias tão importantes como a nefasta questão da água, a treta do orçamento participativo e o regalório do CECAS-RL.

A PERGUNTA

Quantos dias demorarão Cristóvão Rodrigues e a sua Comissão Política a demitir-se?

Menina estás à janela...


As técnicas de comunicação estão em permanente evolução e, neste capítulo, a CDU mostrou-se altamente eficaz.
"Sesimbra está a mexer" é obra de mestre, frase que serve como uma luva a inércia e o vazio de realizações do executivo da coligação que mandou na câmara.
Quem percorre o concelho vê em múltiplos locais obras iniciadas e máquinas paradas, numa coreografia bem pensada que cria a ilusão de actividade.
Daí que não seja errado dizerem que Sesimbra está a mexer. Está, com certeza, a mexer, mas sem avançar, como aqueles banhistas que, na borda d'água, molham os braços, as pernas, o ventre, mas não mergulham. Ficam ali a mexer na água, mas nadar, nada, nem um chapãozito.
Em Sesimbra, a CDU deitou foguetes, soltou o fogo de artifício, deu música e enganou o pexito com esse folclore barato. No campo, espalhou máquinas e cartazes da Simarsul e outras empresas, criando miragens, ilusão e esperança.
O facto é que resultou, não adianta negar.
E, como a democracia é assim, o povo tem o que merece. A CDU jogou bem e teve uma ajuda poderosa do PS que, ao longo de quatro anos, mostrou à população que não tinha condições para constituir uma alternativa.
Dispõe agora de mais quatro anos para cimentar a posição da CDU que vai continuar a fazer o que bem sabe, fingir que mexe, fingir que faz.
Voltará o Represas, idem o Vitorino, e a música a tocar...

CLARIFICADOR

Os primeiros resultados conhecidos evocam irresistivelmente o regresso do negrume vivido durante o ezequielinismo. Acabaram as ambiguidades...

O PEREIRA

É notável e significativa a cortesia de Eduardo Pereira aos microfones, tratando Amadeu Penim por o Penim...

A IMPORTÂNCIA DE SE CHAMAR...

Apesar do nome de cavaleiro tauromáquico, Paulo Caetano é dos que menos farpas tem espetado esta noite no estúdio da Sesimbra FM...