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domingo, 4 de março de 2007

Sete palmos de terra

O aparato gerado pela extrema-esquerda em torno do Museu do Estado Novo de Santa Comba Dão revela bem o que esta gente sinistra poderia fazer se algum dia chegasse ao poder em Portugal. Muitos de nós - quem sabe? - estariam já com sete palmos de terra em cima.
Curiosamente, não consta que o Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira tenha gerado alguma polémica, não obstante o marxismo-leninismo e a ditadura do proletariado estarem subjacentes à corrente estética a que pretende dar guarida.
Cada dia que passa, mais insuportável se torna a complacência de boa parte da imprensa e de muitos intelectuais portugueses perante uma ideologia assente na mentira, na repressão e na brutalidade, que, como nenhuma outra, violou os mais elementares direitos fundamentais e ceifou vidas humanas aos milhões. A verdade e a liberdade não são de esquerda nem de direita. São, ou não são. Simplesmente.

sábado, 3 de março de 2007

Como foi que disse?

Uma tal de União de Resistentes Antifascistas está presumivelmente escandalizada com a criação de um Museu do Estado Novo no Vimieiro (Santa Comba Dão), de onde era natural António de Oliveira Salazar. Este grupo de indivíduos pretende mesmo acabar com a coisa antes de ela nascer, isto é, abortá-la. Conviria que alguém lhes explicasse duas ou três coisas muito simples. Primeira: que a liberdade não é só a minha liberdade, mas também a liberdade do outro, do diferente, até do oposto. Segunda: que o Estado Novo, por muito mau que possa ter sido, será sempre uma imberbe brincadeira de crianças ao pé dos horrores do regime estalinista. Para não irmos mais longe. Terceira: que o regime de Salazar – goste-se ou não – faz parte da nossa História. Como foi que disse? “As mais amplas liberdades”?