segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Devolvido ao Remetente


Talvez porque 800 é um número muito redondo, talvez por acharmos que cada projecto tem o seu tempo, o Escriba e eu resolvemos encerrar, sine die, esta Magra Carta.
Aqueles que mais de perto nos acompanharam sabem que este não é o fim de uma bela amizade...

domingo, 26 de outubro de 2008

A rogância


A minha opinião sobre este e outros assuntos vale tanto como (ou menos que) as sondagens, mas regalo-me com a liberdade de poder expor pontos de vista, estados de alma, considerações que, prosaicamente, acho interessantes.
Talvez não saibam, mas tenho apenas um dicionário, antigo, cansado, no qual tenho inteira confiança, sei que ali mora um bom Português, genuíno. E que lá não entram neologismos desnecessários e pretensiosos.
Contrariamente ao que possa parecer, não sou um purista inflexível, antes gosto de jogar com as palavras. Ou seja, sou um linguista liberal, mas reclamo um controlo sério, regras que não deixem assassinar nem descaracterizar a nossa língua.
Há um tempo de recreio para improvisar, inventar, mascarar as palavras, mas deve haver, logo a seguir, um toque a reunir e não se confundir divertimento com rigor.
O que me choca (é apenas uma expressão) é ver pessoas com responsabilidades adulterarem, voluntariamente e sem justificação, o léxico.
Ontem, na RTP2, José Miguel Júdice fez o que tantos fazem, repetindo a forma verbal coxa que é culpabilizar que o meu velho dicionário desconhece. Lá só encontro culpar e dou um doce a quem me explicar a diferença entre as duas formas. Do mesmo modo, desculpabilizar é uma invenção inútil, mas que podemos desculpar.
Para não se ficar atrás na modernice, a senhora jornalista lá veio com um garantismo todo catita.
Não é morte de homem, ninguém, por maltratar o Português, é privado da sua liberdade, é um garantismo conveniente.
Confesso que não sei o que leva esta gente a inventar, talvez seja snobismo ou aquela coisa feia que é a rogância...

sábado, 25 de outubro de 2008

Ficheiros secretos


Há pouco tempo, na doce vilegiatura do Verão, mão anónima acrescentou a um artigo do Código Penal um parágrafo subtil e assassino que permite que mil violações praticadas sobre a mesma vítima contem como um único crime.
Ninguém diz quem foi o autor da monstruosidade, ninguém parece saber, ninguém viu.
Mas a nódoa ficou.
Agora, outra (ou a mesma) mão invisível introduziu no Orçamento de Estado uma alteração às regras do financiamento dos Partidos, tornando aceitável dinheiro vivo.
Cólera de Sócrates, desmentido ao "Diário Económico", raspanete a Teixeira dos Santos, tudo para acabarem por reconhecer que a coisa estava mesmo no Orçamento.
Depois do fantasma da Ópera, temos um homem invisível no Parlamento.
Só falta que venha tomar conta do PSD o bicho da Madeira...

Com sumo


Esta semana do jogo da bola, trouxe consigo nova proeza do Braga nas competições europeias e já começam a endeusar Jesus pelos "milagres" que tem feito, 7 vitórias, 17 golos marcados e zero sofridos.
Estranhamente, o mesmo Braga está hoje no 13º lugar do campeonato, apenas um furo acima dos três últimos.
Será que temos um Braga a duas velocidades? Um para consumo externo e outro para consumo doméstico?
Um Braga com sumo e outro destilado?
Honni soit qui consumo y pense...

Há quem (não) goste...


Estamos a quatro escassos textos da marca de 800, o que constitui um montante apreciável. Naturalmente, estamos a falar apenas de quantidade, não de qualidade que decorre da avaliação a que aqui nos expomos sem protestar como fazem os professores.
As notas que nos atribuem estão patentes nos comentários, nos que publicamos e nos que temos o direito de recusar. E também nos silêncios.
Estes são a grande maioria, ou seja, há muito menos reacções do que leitores, o que é natural e não nos incomoda.
Há quem faça musculação, remo, abdominais, bicicleta. Ou passeie na marginal, jogue à sueca, faça ponto-cruz ou fatias albardadas.
Nós gostamos de escrever, mal ou bem, de puxar pela cabeça, imaginar, inventar, moldar a realidade, às vezes torcê-la, com malvadez comedida, provocando, se possível com um sorriso.
É a nossa ginástica mental, o exercício das células cinzentas, mas sempre e só por prazer, por gozo, coisa que alguns compreendem e outros não percebem.
Talvez por culpa nossa que não nos explicamos capazmente.
Por isso, não temos metas, vamos ao ritmo da nossa fantasia, mas sempre com um pé no real.
E vamos, sobretudo, cantando e rindo, porque nesta estação somos nós que damos as cartas e não entregamos correio nem encomendas que não sejam do nosso agrado.
Somos irrecuperáveis...

E depois do adeus


O (ainda) presidente dos USA, George Bush, votou por antecipação e, segundo um seu porta-voz, deu o seu voto a McCain.
Sendo o voto secreto, a maioria dos políticos não revela a sua preferência, por muito óbvia que ela seja. Freitas do Amaral, anteontem, na RTP, não disse se votou em Cavaco, em Alegre ou em Soares, embora todos suspeitemos que terá escolhido o homem de Boliqueime.
Daí que esta revelação de Bush possa ser lida de duas maneiras. Por um lado, como uma manifestação de apoio natural ao candidato republicano.
Mas, por outro, pode ser um presente envenenado, capaz de ajudar à vitória de Obama. De facto, Bush termina de rastos o seu mandato, e revelar que
(sem surpresa) votou McCain é confirmar que espera ver a sua própria política prosseguida, coisa que a maioria dos americanos não deseja.
Com isto, ao facilitar a vida a Obama, pode estar a usar a última arma de destruição maciça que lhe resta, o seu voto, para fazer uma espécie de hara-kiri, dizendo para com os seus botões "depois de mim o dilúvio"...

Daqui até Santana...


Santana Lopes não é digno de crédito, é a imagem da derrota do PSD, é tudo isso, mas ainda assusta. Pelo menos é o que parece acontecer a António Costa que está a tratar de propor namoro ao PC e ao Bloco de Esquerda para enfrentar a possível candidatura de Santana.
No fundo, talvez António Costa não tema assim tanto o inconstante Pedro, mas a perspectiva do regresso deste fornece ao actual dono da Câmara o pretexto para seduzir PC e BE, numa jogada envolvente que lhe daria uma vitória fácil e anestesiaria os dois incómodos pequenos Partidos.
A gestão autárquica faz-se cada vez mais desta maneira, com arranjinhos, oferta de cargos e benesses, tudo entre boa gente, civilizada e com sentido de Estado.
É o mercado (do tacho) a funcionar...

Mentirosos


Esta crise financeira veio trazer ao de cima o pouco de hipocrisia que estava em repouso no fundo da gaveta das consciências dos políticos. E é muito engraçado ver os liberais com um ar muito sério, admitir que, sim senhor, sempre foram pela economia de mercado mas que (atenção) muitas vezes alertaram para os excesso, para a especulação e a ganância. Mentirosos.
Por seu lado, as hostes de Esquerda elevam a voz e lembram que sempre, mas sempre, foram contra o capitalismo e defenderam uma presença do Estado no controlo e na regulação. É verdade. Só não dizem que o faziam cegamente, em profissão de fé, por obediência à cartilha dogmática marxista, e não com base em observação séria da realidade.
Por outras palavras, todos mentem e pretendem chamar a si ao mérito do alerta precoce, a medalha do " Eu bem dizia".
Ontem, Odete Santos, diante de uma insossa Teresa Caeiro, defendia uma economia planificada, como nos maus velhos tempos da URSS. E apontava Cuba como um exemplo de sucesso de um país comunista onde (diz a senhora)
liberdade de expressão. Deu como exemplo uma conversa com duas amigas que, em voz alta, criticavam o regime. Mas então esse regime perfeito é criticável? Mas, sobretudo, a ser verdade a crítica em voz alta, onde é que ela teve lugar? Num vão-de-escada ou numa sacristia isolada, com certeza. Numa esplanada de café é que não, porque em Cuba as paredes têm ouvidos e a vigilância é planificada.
Para concluir, José Sócrates está igualmente convertido à necessidade da tutela do Estado. O homem que não se cansava de afirmar que o mercado deve funcionar com as suas regras próprias, acaba de se converter.
Talvez numa sacristia discreta que fica à esquina do edifício das Altas Autoridades da Concorrência...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A sede do poder


O futebol e a política (escusado é lembrar) têm muito em comum. Foi o que me ocorreu ao ler que Paulo Portas decidiu antecipar as directas e volta a ser candidato.
Bastou um resultadito menos mau (para as ambições do pequeno Partido) nos Açores e aí temos o homem a jogar nova cartada para prolongar o seu mandato, embora ainda ninguém tenha percebido o que é que o CDS ganhou com a saída de Ribeiro e Castro e o regresso de Portas.
Esta iniciativa do nosso Paulinho trouxe-me à (já fraca) memória o sucedido no Euro 2000 quando Portugal estava com boas hipóteses de ir à final. Se vencesse a França. Mas perdeu.
Ainda assim, o seleccionador da altura (Humberto Coelho) julgou ser de aproveitar a maré e desatou a pressionar Madaíl para lhe prolongar o contrato antes mesmo do fim da competição.
Madaíl fez-se desentendido e, mal o Europeu chegou ao fim, despediu o senhor Humberto.
Portas não será despedido porque há aspectos em que a política é pior do que o futebol. Quanto ao nada convincente Madaíl, há quem pense que a sua atitude, neste caso, foi a melhor que poderia ter tomado...

Despidos de senso


Há muitos anos, um futebolista do Desportivo de Sesimbra despiu a camisola em campo, gesto que foi considerado ofensivo e impróprio. Como consequência, o atleta em causa (Olímpio) foi suspenso por doze meses, castigo que, em Assembleia Geral, um sócio considerou demasiado leve, reclamando uma pena de um ano. Essa curiosa contestação ficou para a história...
Vem isto a propósito do estranho hábito de jogadores que, ao festejarem um golo, despem a camisola, atitude absurda que, para mais, é punida com um cartão amarelo.
Algo de esquisito se passa com a coreografia utilizada por muitos jogadores que acham apropriado ensaiar danças do ventre, requebros vários, dedos espetados ou esgares dirigidos às câmaras de televisão que testemunham e encoragem tais macacadas.
A alegria do golo é natural e compreensível, mas nada justifica palhaçadas.
Neste domínio, é de espantar que um jogador, num instante de glória ou de euforia, ache correcto despir o símbolo da equipa que representa, enrolando-o como um trapo. Talvez haja algo que me escapa, mas, de facto, não compreendo. Será para mostrar os peitorais?
Pelos vistos, a única maneira de acabar com esta degradante celebração, será o castigo subir de amarelo para vermelho...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Atentado, claro


O Professor Freitas do Amaral falou esta noite, na RTP, sobre o caso-Camarate, dizendo, entre outras coisas, que Lee Rodrigues não foi considerado suspeito de ser o autor do atentado porque negou a acusação. E porque a mãe e a irmã garantiram ser ele uma pessoa incapaz de um acto daquela natureza.
Nós ouvimos isto e mal podemos acreditar. Ou as nossas autoridades judiciárias são de uma ingenuidade angélica ou...
Eu vou mais pelo ou.
Porque os indícios de atentado são tantos e tão fortes que só pode defender a tese de acidente quem estiver de má fé ou for tão inocente como os investigadores que puseram as mãos no fogo por Lee Rodrigues.
Por mim, não tenho dúvidas, foi atentado...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Não lhes cheira...

Diz quem lá esteve que a convenção autárquica do PS local, realizada, no sábado passado, numa unidade hoteleira do concelho, ficou longe de convencer. O Dr. Cristóvão, que terá apresentado um documento político bem estruturado, e até interessante, afirmou, alto e bom som, que o PS ainda não estava preparado para eleições. E o conclave, para não destoar, saiu-lhe pífio. Militantes não seriam mais do que 40 (nos melhores períodos, como é evidente) e, da imprensa local e regional, apenas compareceu "O Sesimbrense". Claro está que ninguém esperaria a reportagem do "Raio de Luz", pois os tempos não estão propriamente para prodígios. Mas haveria, porventura, a secreta esperança de que "Nova Morada", "Notícias da Zona" ou "Sem Mais", todos eles dirigidos por militantes socialistas, pudessem dar um ar da sua graça. O problema - dramático e sem fim à vista - é que não lhes cheira. E quando assim é...

As malhas e as redes


Em França, um antigo treinador do Marselha acaba de ver rejeitado um recurso que era a sua última esperança de escapar à prisão por negócios ilícitos ligados a transferências de jogadores.
Rolland Courbis não irá sozinho pois este processo envolve outros protagonistas, um deles bem conhecido dos meios futebolísticos portugueses, Luciano d'Onofrio, que passou pelo Portimonense e foi manager do Porto nos anos 80.
Actualmente (até quando?) é vice-presidente do Standard de Liège.
No livro "Longos dias tem 100 anos", sobre Pinto da Costa, muitas referências lhe são feitas, o que não quer dizer mais do que isso, é apenas o reconhecimento das boas relações entre os dois homens.
Aliás, é curioso que esta notícia surja numa altura em que Pinto da Costa se viu ilibado de suspeitas no caso do jogo Nacional-Benfica.
Depois de Tapie, lá vão Courbis e companhia. Por lá, a Justiça não é dourada...

A insustentável leveza da bola


Muitos teóricos culparam o guarda-redes do Porto pelo golo do Dínamo de Kiev quando o pobre Nuno foi mais uma vítima das novas bolas que, por excessiva leveza, ganham efeitos e desvios a meio da trajectória e, sobretudo, na ponta final.
O futebol está cada vez mais resumido a uma teia no meio campo e ao despejo de bolas para a confusão da grande-área onde decorre a lotaria dos ressaltos e se multiplicam as faltas que os árbitros marcam ou não conforme lhes dá na gana. Ou na maroteira.
Até os lançamentos da linha lateral ganharam estatuto de canto, tudo por obra e graça da tal leveza da bola que convida ao jogo directo, aquilo que antigamente era designado por pontapé para a frente ou para o barulho. Tal como o velho contra-ataque se chama agora transição defesa-ataque. Questão de leveza no discurso dos entendidos.
Com isto não ganha o futebol, a não ser em emoção, já que se torna mais fácil e mais rápido chegar à baliza contrária. Mais com recurso ao jogo aéreo do que à execução fina, à flor da relva.
São outros tempos, de técnica baixa e pressão alta...

Só sai a quem joga...


O presidente do FMI é um socialista francês, Dominique Strauss-Kahn, que está numa situação delicada (na puritana América) por ter tido uma relação extra-conjugal. Com uma mulher, é bom precisar porque nos tempos que correm...
Ora, uma mulher, uma bela mulher já ele tinha, a jornalista Anne Sinclair, inteligente e apaixonada ao ponto de ter vindo prontamente colocar-se ao lado do marido, declarando que o assunto está encerrado.
Há uns anos, Anne admitia ser um risco casar com um homem brilhante, bem parecido e com um belo percurso político.
Nunca imaginou o que acaba de suceder.
É um daqueles casos que nos levam a pensar que há homens que não merecem as mulheres que têm. Talvez a turbulência financeira o tenha perturbado, mas melhor teria feito se tivesse permanecido preso aos olhos azuis de Anne Sinclair, em vez de lhe confessar: Fui Muito Imprudente...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Curral de Moinas Futebol Clube


A mãe de Cristiano Ronaldo foi distinguida com o Prémio Internacional da Mulher, por Resultados Humanos.
A estupenda ideia foi da Fundação da Associação das Mulheres Empresárias da Madeira e constitui, sem sombra de dúvida, um motivo de satisfação para todos os madeirenses e para os Portugueses no seu todo.
Eu não sei se a senhora Dolores Aveiro (é o seu nome) é empresária nem isso é relevante. Antigamente havia lojistas, comerciantes, industriais, sapateiros, padeiros, merceeiros, de tudo um pouco.
Hoje são todos empresários, é mais fino.
Mas, voltando à dona Dolores, eu não duvido que a senhora tenha um mestrado em gestão ou coisa parecida que o filho querido lhe tenha comprado em Inglaterra. Hoje, licenciaturas e mestrados, é só anunciar a cor e pagar o que pertence.
Porém, o que (não) me espanta é a explicação para o tal prémio internacional. Por Resultados Humanos.
É bem visto. Porque o melhor jogador do Mundo (e,se calhar, de todos os tempos) é de tal maneira portentoso que muita gente o considerava já como um super-homem, um ser de outra galáxia.
Felizmente, para nosso descanso e felicidade, dona Dolores veio dizer-nos que os seus resultados são humanos. Nem calcula, dona Dolores, como ficamos contentes.
É que não só o Cristianinho, afinal, é um ser humano como humana é igualmente a mana Ronalda, esse insigne vulto da música pop.
Parecendo que não, por estes tempos de amarguras financeiras, é reconfortante ficarmos a saber não só que o mérito acaba por ser reconhecido e que as pequenas e médias empresas bem podem pôr os olhos na dona Dolores, um modelo de gestora que alcançou o mais difícil, resultados. Para mais, humanos. Não é comovente?

Marinheiros de água doce

À sombra do centralismo democrático, continua tristemente a colonização de Sesimbra pelo Seixal. Agora é no dia 24, à noite. Adelina Gomes Domingues, Técnica Superior de Museologia no Ecomuseu do Seixal, vem à Capela do Espírito Santo falar sobre a futura unidade museológica marítima de Sesimbra. Não discuto os méritos da senhora, porque nem sequer os conheço. Mas calculo que muito deva custar às gentes marítimas de Sesimbra vir alguém das bandas do Rio Judeu para lhes ensinar como devem preservar a sua própria memória. Acredito até que este desaguar das águas fluviais ali à beira da praia lhes possa doer como uma humilhação. Mas não se queixem. Mandaram-nos vir... Agora, aturem-nos!

Private joke...


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Black &Black


Quando Colin Powel anunciou o seu apoio a Barack Obama, praticamente foi xeque a McCain. Habilmente, o candidato democrata lançou outro golpe de mestre ao declarar que, se vencer, incluirá Powel na sua equipa governamental.
Pode ter sido xeque-mate e dificilmente não iremos ver um negro na Casa Branca...

Dona Floripes e o tempo extra


O julgamento de Isaltino Morais acaba de ser suspenso, por iniciativa da irmã do arguido (de sua graça Floripes) que requereu os bons (e lentos) serviços do Tribunal Constitucional que é uma espécie de secção de "Perdidos e Achados" a cuja porta vão bater todos quantos pretendem bloquear o curso de uma Justiça já de si coxa e tacteante.
Dona Floripes não gostou de ver o mano perto de ter de explicar aquela coisa das contas na Suíça e, vai daí, lembrou-se de levantar a suspeita de uma violação da Constituição. Alto e pára o baile judicial, ficando tudo à espera que o Tribunal Constitucional responda, o que pode levar um tempo indeterminado.
O chamado "caso dos sobreiros" por lá continua sem que o TC descasque a cortiça.
E é assim que se faz a Justiça em Portugal, à imagem do futebol, com os intervenientes a simularem lesões, a deitarem bolas para fora, para queimar tempo. Mas tudo legal, porque a Lei é magnânima e quem tem bons advogados consegue ir a prolongamento.
Às vezes, até evita grandes penalidades...