quinta-feira, 15 de maio de 2008

Desculpe, tem lume?


Os nossos políticos são gente como nós, fúteis, superficiais, que se sentam no Parlamento com o espírito de teóricos de café, de comentadores da bica e bagaço, incapazes de seriedade e de frontalidade, presos ao círculo medíocre da pequena intriga, do lapso, do passo em falso.

O alarido feito à volta do cigarro de Sócrates é um exemplo flagrante da pequenez da nossa classe política que reage ao sabor do que julga ser a expectativa popular, o gosto pelo sangue da refrega partidária, o apetite pela trica e pelo imbróglio potencialmente comprometedor, a lembrar as rábulas dos Parodiantes de Lisboa ou os quadros de revista do Maria Vitória.

Deveria o país ter mais com que se preocupar do que o paivante do engenheiro. Tal assunto deveria ter ficado apagado quando o homem deitou fora a última baforada.
Mas não, os galos da Índia, as doninhas e os furões acorreram, todos contentes, clamando por Justiça, agitando a Constituição, rasgando as vestes, arrancando os cabelos, quase exigindo uma fogueira para purificar o pecador fumador.
É o conhecido princípio do fumador pagador.

Julgava eu, nesta beatífica ingenuidade que cultivo, ter visto tudo neste triste espectáculo de demagogia e saloiice quando o primeiro-ministro resolveu juntar a sua voz à do coro de fariseus e vir, publicamente, pedir desculpa, prometendo ainda deixar de fumar.

Perante isto, só nos resta concluir que, se o fumo mata (como a nova Inquisição nos repete), o ridículo, pelo contrário, é amigo deste ambiente podre em que vivemos...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Quadratura do Círculo Central

A Liga condena o Porto à perda de 6 pontos por actos ilícitos cometidos pelo senhor Pinto da Costa.
O Porto aceita o castigo sem recorrer, o que equivale a reconhecer que Pinto da Costa é culpado.

Este reconhecimento (implícito no cumprimento da pena, sem contestação) retira TODA a credibilidade ao recurso de Pinto da Costa.

E constitui a assinatura de uma nota de culpa que não deveria deixar a UEFA indiferente...


Desagravo e desagrado

Deputados, ex-deputados e governantes festejam hoje, com Pinto da Costa, a conquista do campeonato, num jantar que teimam em afirmar não ser de desagravo.
Esta gente que nos governa tem o direito de ter simpatias clubistas e de jantar todos os dias.
Podem convidar quem entenderem para a mesa, mas não podem esquecer quem são nem ignorar o que pesa sobre Pinto da Costa.

E é obviamente chocante verificar que o jantar vai ter lugar no edifício novo da Assembleia da República, escolha que deveria envergonhar quem tem a obrigação de respeitar a Casa da Democracia que não deveria ser usada para festarolas de gente da bola que já mostrou há muito
tempo estar mais identificada com casas de alterne...

Será que?

Vitorino Magalhães Godinho completa 90 anos no próximo dia 9 de Junho. Seria simpático ressuscitá-lo, ali para as bandas da Charneca da Cotovia, até essa data. Afinal, André Semblano parece ser uma pessoa acessível...

Esclarecimento

O Conselho de Administração da "Magra Carta SA" desmente veementemente o rumor que circula insistentemente por Lisboa esta manhã e segundo o qual o Grupo LEYA, de Pais do Amaral, teria adquirido os direitos de propriedade dos textos aqui inseridos.

Mais revelamos que um único contacto se verificou quando um administrador daquele
grande grupo pediu a nossa opinião acerca de um jornal que estavam a equacionar comprar.
Recusámos pronunciar-nos. Eles perceberam.
O jornal em questão era o "Raio de Luz"...

Ordem e Progresso

Em 1988, o líder ecologista brasileiro Chico Silva foi assassinado.
Marina Silva, a sua principal colaboradora, foi, até agora, ministra do Ambiente do governo de Lula da Silva.
Acaba de entregar a carta de demissão.

O motivo é a sua total discordância com a política de Lula que está a conduzir à destruição da Amazónia.

É este o novo Brasil, prático, tecnologicamente avançado e impiedoso, não o Brasil que Lula prometeu aos pobres, aos sem-terra.
Lula é o pai da modernidade, do petróleo, do progresso lucrativo para minorias privilegiadas.

Talvez seja tempo de perguntar a Bob Geldof: "Você já foi ao Brasil? Então, vá."

Cavalheiros

Toda a gente conservou de Eriksson a imagem de um perfeito cavalheiro, homem distinto, elegante e de esmerada educação.

Se o tivessem convidado por SMS ou por telegrama, talvez ele tivesse cedido aos violinos da saudade e aos encantos da Costa do Estoril, aceitando sem reflectir.
Mas não, foram lá, os símbolos do Benfica actual foram, em pessoa.
E, naturalmente, Eriksson não gostou. Esta gente, este Benfica não é o seu.

E, delicadamente, recusou. Um cavalheiro não frequenta tabernas...


PS: Ao que se diz, Humberto continua disponível...

Lapso fatal


Consta que um conhecido empresário português mostrou grande entusiasmo e maior excitação ao longo desta viagem a Caracas, e que fez uma triste figura quando se aproximou de Sócrates num momento em que este conversava animadamente com Hugo Chavez.

Imagine-se o embaraço do primeiro-ministro e a estranheza de Chavez quando o tal empresário se virou para o presidente venezuelano e lhe deu os parabéns pelo desempenho da filha no filme "Call Girl".
"Soraia é muy guapa, senhor presidente" - rematou o pateta.

Sócrates, atrapalhado, puxou de um cigarro...

O gajo

O Portugal pequenino e hipócrita bate palmas e esfrega as mãos de contente. Pudera, o gajo foi apanhado a fumar no avião que o levou a Caracas.
O gajo, claro, é o Sócrates, como diz o Almeida, encostado ao balcão, enquanto bebe a sua meia de leite e come uma sandes de fiambre.
O gajo e o outro. O gordo, o da Ota, também fumou.

E há no ar (não o fumo, porque na pastelaria já ninguém fuma) uma pitada de gozo e de conveniente indignação.
E tudo porque o primeiro-ministro, num espaço privado, fez o que todos fazemos em casa, fumou.
Não devia? Talvez não, mas Sócrates é português e, como tal, gosta de aldrabar, furar a malha, sempre que pode.
Afinal, o homem, como dizia o outro, é uma pessoa humana.

Espero é que ele não repita a graça enquanto andar com o amigo Chavez a visitar o oleoduto.
O país agradece a Sócrates esta oportunidade de lhe cortar na casaca.

E até se esquece que o preço da gasolina voltou a subir...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Marcar a diferença...

Pelo “Notícias da Zona” de ontem, fico a saber que Félix Rapaz e a Junta de Santiago estão empenhadamente a tratar do lançamento, no próximo dia 24, sábado, no Clube Sesimbrense, do badaladérrimo “Conversas Com Versos e Com Ventos”, de António Cagica Rapaz, que a Dr.ª Guilhermina interditou perante o público silêncio de quem de direito. Félix Rapaz lembra que, há quase nove anos (na verdade há quase oito), foi a Junta quem lançou o primeiro livro de Cagica Rapaz, o já clássico “Noventa e Tal Contos”, que, diz o autarca, merecia uma segunda edição. Curioso será lembrar que, na altura, o gesto de Félix Rapaz e da Junta de Santiago foi uma verdadeira bofetada de luva branca dada em muito boa gente. Agora, não posso deixar de louvar o denodo posto na organização do lançamento das “Conversas”. Mas que os “Noventas e Tal Contos”, há muito esgotados, mereciam uma nova tiragem, ninguém duvide. Constou-me – e vendo pelo mesmo preço – que a Dr.ª Guilhermina, num inesperado acto de contrição (de certo que lhe pesa a consciência), tenciona encaixá-los no plano de reedições da Colecção “Livros de Sesimbra”. A ver vamos. Por agora, nunca será de mais sublinhar ser Félix Rapaz o único socialista com responsabilidades nos órgãos partidários (acompanhado, se a memória me não atraiçoa, pelo seu camarada Adolfo Marques) a assumir uma atitude digna, dando provas de espírito de iniciativa e de carácter.

O grande Lucas


Numa das prateleiras aqui da estação, encontrei esta velha fotografia a cuja publicação não resisto por nos recordar aquele que foi um dos mais fabulosos jogadores portugueses de todos os tempos, Lucas Sebastião da Fonseca, o mítico Matateu.

Não consegui identificar o outro futebolista...


Defensores de Chavez

O Mundo não nos dá descanso, com as tragédias a sucederem-se, na antiga Birmânia, na China, o eterno drama do Darfur, a guerra civil no Líbano, a interminável guerrilha entre palestinianos e israelitas, as mal contadas manobras à volta dos cereais e do biocombustível, o preço do petróleo a inflamar-se...
Entretanto, e como sinal positivo (para alguns, não para o povo), o Brasil descobriu mais petróleo e já quer entrar para a OPEP.
Não vai ser tão cedo que a emigração brasileira vai parar, o ouro negro não chega para todos.

Ali ao lado, na Venezuela, José Sócrates vai abraçar o amigo Chavez e nem sonha em mandá-lo calar. Pelo contrário, vai usar o seu fluente espanhol para dialogar com o eminente estadista, levando pela mão bom número de empresas lideradas pela Mota-Engil que, por muito que tente, não consegue deixar de ser vista como a toca do Coelho.

Já poucos comentam as ousadas declarações de Bob Geldof, pois outros interesses ganham forma de mordaça subtil e todo o exercício discursivo tem por base uma mais ou menos subtil exibição de eufemismos.

E o bom Hugo, gentil democrata que até se interessa pelos reféns das FARC, só encontrará sorrisos amáveis no seio da comitiva portuguesa...

Bem-aventurados

Contrariamente ao que alguns pessimistas apregoam, a fé no Altíssimo não está a desaparecer, bem pelo contrário.
O melhor exemplo é o do novo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que afirma acreditar na retoma, no crescimento da economia, para o que pede a ajuda de Deus.

Quando os exemplos desta natureza nos chegam de homens inexcedíveis na honestidade, na verticalidade, na lisura de procedimentos, no respeito pelos direitos e garantias do próximo, na pureza de sentimentos, então podemos concluir que uma nova onda de espiritualidade está a envolver o Mundo.

Por essa razão, e na mesma linha de raciocínio, quando oiço que Pinto da Costa confia na Justiça Divina, eu fico comovido, o meu velho coração bate com mais força, coitado, e as lágrimas inundam-me a face carcomida pelo desgosto e pela revolta que este maldito Apito Dourado me tem trazido.
Eu acredito piamente que o senhor Jorge Nuno confie na Justiça Divina.

No inverso é que não...

E por que não?

Olivier Besancenot é o presidente da Liga Comunista Revolucionária e foi candidato à última eleição presidencial em França, tendo conseguido um resultado lisonjeiro.
Tem 34 anos e a particularidade de ter a profissão de carteiro.

Há dias, foi o convidado de Michel Drucker numa emissão de grande audiência por onde desfilam vedetas do mundo do espectáculo e da política, por exemplo.
Pois o jovem carteiro fez belíssima figura, tendo tido mais telespectadores do que a senhora Segolène Royal quando lá foi tentar seduzir os franceses.

A imagem de Besancenot já se sobrepõe à da Liga Comunista Revolucionária, estatuto que poucos líderes conseguem e que faz dele uma esperança da esquerda mais à esquerda do espectro político francês.

Não vou ao ponto de afirmar que o sucesso deste meu colega, melhor, camarada, me leva a sonhar com o palácio de Belém, mas, se um carteiro já foi candidato presidencial em França, será legítimo admitir semelhante hipótese em Portugal.

Acho que, depois das férias grandes, ao mesmo tempo que pedir uma assinatura numa carta registada, aproveitarei para recolher outra para a minha candidatura a Belém.

Talvez consiga convencer o Estafeta a ser meu mandatário...

À deriva

Consta – inclusivamente nas caixas de comentários dos blogues – que, na semana que passou, um destacado militante do PS de Sesimbra agrediu, ou tentou agredir, um seu correligionário, numa assembleia de militantes. A ser verdade, como parece que é, será muito triste. E não me venham dizer que é um assunto da vida interna do partido. Tal como procuro saber se há bicho na fruta à venda na mercearia, também os eleitores têm o direito de escolher em consciência os seus representantes. Ora, um tal desacato, envolvendo políticos locais, está longe de ser um assunto doméstico, adquire evidente relevância pública. Os munícipes podem, até, sentir a curiosidade de saber se, nas reuniões partidárias, se chega a debater algum assunto político de relevante interesse para o concelho, ou se, ao invés, tudo se queda pela medida de certos umbigos. A era unitária do Dr. Cristóvão ainda há pouco começou, mas a ideia com que se fica é a de que vai tudo num barco à deriva, com rombos nos cascos e as velas esfarrapadas. Não deve faltar muito que comece a saltar gente da amurada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ah, grande Felipão!

Quando se trata de selecções, há sempre divergências de opinião, coisa geralmente aceite com naturalidade e que anima os debates nos cafés, nas repartições de finanças e nas bichas para as operações às cataratas.

Desta vez, porém, creio haver unanimidade à volta dos 23 escolhidos por Scolari.

Até eu (que não gosto do sargentão) sou obrigado a reconhecer que o homem prometeu e cumpriu.

Escolheu mesmo 23.

Birrar é humano

Há duas semanas, em França, a rádio e a televisão anunciaram o desaparecimento de Pascal Sevran, animador, escritor, compositor, figura muito popular naquele país.
Acontece que se tratou de uma informação precipitada, uma vez que o homem só veio a morrer mais de uma semana depois.

Se tivesse acontecido em Portugal, o caso teria sido arrumado, pois foi, que chatice, foi um lapso, paciência, não é morte de homem.
Mas era, era a notícia da morte de um homem que, embora em fase terminal, ainda estava vivo.
Precisamente por isso, o responsável pela rádio que deu a notícia em primeira mão, a Europe 1, foi chamado à pedra e repreendido.
Apesar de ser um grande nome da rádio e da televisão, Jean-Pierre El Kabbach.

Não sei o que tenciona fazer o bem informado executivo camarário para ressuscitar Vitorino Magalhães Godinho, mas não lhe ficaria mal reconhecer o erro publicamente e talvez lançar um concurso (daqueles que a Dra. Felícia tanto gosta) de adivinhas sobre a data da morte real do senhor.

O vencedor poderia, por exemplo, ser convidado para o lançamento de um livro de autor sesimbrense a quem a dra. Gulhermina fizesse o insigne favor de proporcionar tal honra...

Ideias...

Em França, muito em breve, antes do Verão, vai ser obrigatório que em todos os locais onde haja bebidas alcoólicas à venda estejam igualmente disponíveis aparelhos para medir a taxa de álcool no sangue. Quem quiser pode controlar...

Passa igualmente a ser obrigatório o uso do colete reflector para o condutor, porque acontece com frequência que, em situação de emergência, as pessoas saiam precipitadamente do carro e sejam atropeladas.

Não serão estas medidas que irão reduzir significativamente o número de vítimas na estrada, mas podem ajudar.
Neste fim-de-semana, em França morreram 13 pessoas em acidentes rodoviários.

E nós por cá, como vamos?

domingo, 11 de maio de 2008

Crónica de uma morte anunciada


Há alguns anos, foi atribuído o nome de Vitorino Magalhães Godinho, “historiador e professor universitário” segundo rezam as placas, a uma rua da Urbanização do Loureiro, na Charneca da Cotovia. Reparei hoje nela pela primeira vez. E quando, no íntimo, já me congratulava com semelhante acto de justiça – pois que se trata de um grande intelectual português, e, para mais, de uma autoridade mundial em matéria de história dos Descobrimentos –, deparei com o facto insólito de ambas as placas toponímicas daquela artéria o darem como nado em 1918 – o que está certo – e falecido em 1993!!! Ora, a menos que haja um qualquer outro Vitorino Magalhães Godinho que, de momento, me esteja a escapar, o autor da História Económica e Social da Expansão Portuguesa está vivinho da costa e recomenda-se. Ainda há coisa de um mês o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias trazia um ensaio, da sua autoria, sobre a língua portuguesa, em que o historiador se manifesta frontalmente contra o acordo ortográfico. Bem sei que é no mesmo número do jornal em que o livro O Anjo e a Sombra – Teixeira de Pascoaes e a Filosofia Portuguesa, de Pedro Martins, é bastante elogiado por um universitário da craveira de António Cândido Franco, e, talvez por isso, será de crer que Augusto Pólvora, o responsável pela toponímia do concelho – que, por sinal, já o era ao tempo da colocação da dita placa –, não tenha querido passar os olhos pelas páginas daquela publicação de referência. No entanto, já me custa a crer que, ao longo de todos estes anos, ninguém tenha dado pela presença, em carne e osso, do insigne historiador. O episódio é insólito, lamentável, e, ultrapassando, de longe, a distinção toponímica de Jorge de Sena como engenheiro (lembram-se?), cobre de vergonha o município de Sesimbra. Merece, pois, uma rápida reparação do pelouro da toponímia. Só então Vitorino Magalhães Godinho, deixando de lado Fernand Braudel, Pierre Chaunu e Marc Bloch, poderá, por uma vez na vida, citar Mark Twain, para enfim concluir: "Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas".

Barreto azul

O sociólogo António Barreto é um homem notável, inteligente, culto, de grande carácter e desassombrado na expressão.
Foi um dos que, enquanto estudante, em Coimbra, lutaram contra o regime.
Foi preso pela Pide e acabou por fugir para a Suíça.
Não é um teórico qualquer, mas alguém de muito saber e muita cabeça que pensa bem.

Mas, como ninguém é perfeito, António Barreto deixa hoje no "Público" a afirmação de que o FC Porto pagou por
ser um clube provinciano que ousou exercer hegemonia no futebol português.

Eu compreendo e desculpo este tipo de comentário a facciosos de café, ignorantes e limitados, mas não consigo perceber o que leva alguém como António Barreto a descer a tal nível.
As coisas são o que são, há décadas que todos sabem, mas não havia provas.
Por isso, este primeiro desfecho não foi surpresa para quem é isento.

Admito que a raiz nortenha tenha puxado Barreto para baixo.
Talvez até, ele (que viveu em Coimbra) tenha acreditado num milagre semelhante ao da Rainha Santa.
O pior para os trapaceiros e o melhor para a Verdade, foi que, quando o manto da Justiça se abriu, não continha rosas, mas apenas fruta, pouca, mas suficiente.

Não duvides, António Miguel...