Com a habitual desvergonha, o Raio submisso do senhor Xavier não resiste a rematar com um comentário a notícia que, na sua edição mais recente, resolve dar da tomada de posse da nova Comissão Política Concelhia do PS. No final da peça, sob a capa insólita de uma mal disfarçada ironia, lá vem o remoque de fazer cair o dentinho: "Vamos ver o que se segue, já que se orientam “por mão de um governo, felizmente reformador”". Assim, tal e qual. Traindo a falta de serenidade da folha católica (ai, senhor Bispo, que não tem mão neles!), a bílis está lá toda: o espantoso sublinhado a negrito; o acintoso eles, aliás meramente pressuposto com desdém; e, por fim, a concessão magnânime do benefício da dúvida. No ponto lastimável a que se chegou, a primeira batalha do Dr. Cristóvão terá de ser a de se dar ao respeito perante esta gente. E nisso não pode levar seis meses. Nem sequer seis dias.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Avé, cubanos!
Há uma canção de Chico Buarque que faz pontes entre o Brasil e Portugal. E recordo-me que, a certa altura, o admirável Chico fala de cumprir um ideal e de um imenso Portugal.
Ocorreu-me isto quando li e ouvi que Alberto João Jardim está pensar seriamente em se candidatar à liderança do PSD.
Tudo é possível, até que Jardim seja capaz de pensar seriamente.
Quem sabe até se não terá sido ele a sugerir a Menezes a ideia da demissão porque, depois de trinta anos de grandes vitórias numa arena pequena, o tribuno Jardim precisa agora de um palco à dimensão da sua loucura e da sua megalomania.
Talvez ele ache que é chegado o momento de cumprir um ideal e fazer de Portugal uma imensa Madeira...
Ocorreu-me isto quando li e ouvi que Alberto João Jardim está pensar seriamente em se candidatar à liderança do PSD.
Tudo é possível, até que Jardim seja capaz de pensar seriamente.
Quem sabe até se não terá sido ele a sugerir a Menezes a ideia da demissão porque, depois de trinta anos de grandes vitórias numa arena pequena, o tribuno Jardim precisa agora de um palco à dimensão da sua loucura e da sua megalomania.
Talvez ele ache que é chegado o momento de cumprir um ideal e fazer de Portugal uma imensa Madeira...
Querem ver...?
Muita gente atribui aos jogadores de futebol um coeficiente de inteligência a roçar a relva, e alguns deles tudo fazem para dar razão a quem assim os achincalha.
Há dias, o baixinho Romário mostrou que se pode ter sido bom jogador e continuar alarve, quando se gabou de ter feito sexo num avião e de ser melhor que Pelé.
Com uma afirmação destas, o bobo define-se.
O sportinguista Derlei mostrou igualmente que a inteligência não pesa muito quando sobe para a balança. É difícil qualificar o que o homem fez em Leiria.
O Sporting, a um minuto do fim do encontro, está a perder por 4-1, e o senhor Derlei achou necessário insultar o árbitro e encostar-lhe a testa, copiando o também jeitoso Petit.
No mesmo plano de grande elevação intelectual estão os dirigentes do clube que saltam em defesa de Derlei quando deveriam era castigá-lo severamente pela estupidez do gesto e pelo prejuízo que acarreta para o clube.
Ao contrário do outro, eu sei quem é o burro...
Há dias, o baixinho Romário mostrou que se pode ter sido bom jogador e continuar alarve, quando se gabou de ter feito sexo num avião e de ser melhor que Pelé.
Com uma afirmação destas, o bobo define-se.
O sportinguista Derlei mostrou igualmente que a inteligência não pesa muito quando sobe para a balança. É difícil qualificar o que o homem fez em Leiria.
O Sporting, a um minuto do fim do encontro, está a perder por 4-1, e o senhor Derlei achou necessário insultar o árbitro e encostar-lhe a testa, copiando o também jeitoso Petit.
No mesmo plano de grande elevação intelectual estão os dirigentes do clube que saltam em defesa de Derlei quando deveriam era castigá-lo severamente pela estupidez do gesto e pelo prejuízo que acarreta para o clube.
Ao contrário do outro, eu sei quem é o burro...
Exemplar
Um jogador do Sparta de Roterdão, Rachid Bouaouzan, teve uma entrada verdadeiramente criminosa e fracturou, em dois sítios, a perna de Niels Kokmeijer cuja carreira acabou ali.
O tribunal condenou o agressor a seis meses de prisão, com pena suspensa.
É um primeiro e importante passo para responsabilizar indivíduos que nada têm de desportistas e que merecem ser condenados pelos atentados que cometem.
À atenção dos nossos dirigentes e para reflexão dos jogadores que actuam em Portugal.
Muitos há que devem meditar demoradamente...
O tribunal condenou o agressor a seis meses de prisão, com pena suspensa.
É um primeiro e importante passo para responsabilizar indivíduos que nada têm de desportistas e que merecem ser condenados pelos atentados que cometem.
À atenção dos nossos dirigentes e para reflexão dos jogadores que actuam em Portugal.
Muitos há que devem meditar demoradamente...
Preocupações sociais
Agora que a festa abrilina vai recomeçar, e, com ela, a derrama monocórdica dos campeões da democracia, com os cravos, sempre inevitáveis, na lapela, e a reivindicação dos direitos sociais e económicos na ponta da língua, não será impertinente perguntar por que carga de água a Câmara de Augusto Pólvora ainda não fez peva em matéria de habitação social. Já lá vão quase três anos, há terrenos escolhidos, é capaz de haver projectos (ou nem isso?), e, desde 2003, têm à disposição um protocolo firmado com o Estado, visando o financiamento da construção de 200 fogos. Estão à espera de quê?
terça-feira, 22 de abril de 2008
O tamanho conta?
Na Austrália está a correr uma campanha de prevenção rodoviária cuja mensagem principal é dirigida aos jovens e que tenta, de certa forma, envergonhá-los, sugerindo que o excesso de velocidade é apenas a expressão de falta de virilidade.
Por outras palavras, algo como "prego a fundo igual a pila curta".
Não sei se o efeito procurado será atingido ou se, pelo contrário, não vão exasperar ainda mais os imbecis que não respeitam regras nem pessoas.
O drama é que ninguém sabe como impedir que gente inconsciente e irresponsável espalhe a morte pelas estradas.
E os dementes não são apenas jovens desenraizados provenientes de bairros problemáticos, há-os em todos os estratos sociais, idades e perfis psicológicos.
Mais ainda duvido que tenha a ver com o tamanho do...volante.
Por outras palavras, algo como "prego a fundo igual a pila curta".
Não sei se o efeito procurado será atingido ou se, pelo contrário, não vão exasperar ainda mais os imbecis que não respeitam regras nem pessoas.
O drama é que ninguém sabe como impedir que gente inconsciente e irresponsável espalhe a morte pelas estradas.
E os dementes não são apenas jovens desenraizados provenientes de bairros problemáticos, há-os em todos os estratos sociais, idades e perfis psicológicos.
Mais ainda duvido que tenha a ver com o tamanho do...volante.
Com a devida vénia, 1
Há dias, voz amiga repreendeu-me benevolamente o haver eu considerado neste blogue que qualquer coisa era preferível à actual gestão camarária. Redargui-lhe então com as anteriormente invocadas razões civilizacionais. Há, no Ocidente, uma estranha complacência com a barbárie bolchevique e terrores afins que não cessa de me intrigar. Do mesmo passo que o PCP volta a incensar o monstruoso Estaline no altar da revolução, deparamos com velhos zelotas toldados por amnésias súbitas, outrora impensáveis. Ora, isto cria permanentemente responsabilidades aos verdadeiros defensores da liberdade, que é, creio eu, a questão civilizacional básica. Sucede, para mais, que, há momentos, me deparei com este texto notável de Fernando Pessoa, que passo a exarar com a devida vénia:
“Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem uma doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema – o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
“O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado até hoje, de espiritualidade moral e mental – isto é, de civilização e de cultura – tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.”
“Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem uma doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema – o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
“O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado até hoje, de espiritualidade moral e mental – isto é, de civilização e de cultura – tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.”
BINto de Sousa
Há alguns anos, Marques Mendes foi muito criticado por afastar das listas do PSD nomes como Valentim Loureiro e Isaltino Morais por considerar que não mereciam a confiança do partido.
Quem o atacou fê-lo usando o argumento de que Valentim e Isaltino eram candidatos ganhadores, como se o mais importante fosse a vitória e esta conferisse mérito e pureza a quem a alcança.
O mesmo sucede com Pinto da Costa que usa as vitórias do Porto como argumento de defesa para acusações de natureza bem diversa.
Depois, à falta de melhor retórica, o velho dirigente limita-se a negar tudo e a buscar no sarcasmo o seu último refúgio, mas a ninguém faz rir quando, pateticamente, fala de Bin Laden a propósito de Pinto de Sousa.
Até a pantomina tem limites e regras próprias...
Quem o atacou fê-lo usando o argumento de que Valentim e Isaltino eram candidatos ganhadores, como se o mais importante fosse a vitória e esta conferisse mérito e pureza a quem a alcança.
O mesmo sucede com Pinto da Costa que usa as vitórias do Porto como argumento de defesa para acusações de natureza bem diversa.
Depois, à falta de melhor retórica, o velho dirigente limita-se a negar tudo e a buscar no sarcasmo o seu último refúgio, mas a ninguém faz rir quando, pateticamente, fala de Bin Laden a propósito de Pinto de Sousa.
Até a pantomina tem limites e regras próprias...
Quarteto
Por um daqueles desígnios insondáveis que normalmente melhor atribuímos à excelência dos deuses, Augusto Pólvora e Felícia Costa mantêm, para seu governo, não um – como outrora, e até ao final do anterior mandato, era habitual – mas quatro jornalistas em laboração no gabinete informativo da edilidade. Esperamos ansiosamente que o “Sesimbra Município” se torne uma publicação diária. Até lá, é tão legítimo quão inútil dar voltas ao bestunto…
Ventos
Foi-me dito hoje que o dr. Paulo Pitorra está a exercer as funções de adjunto da vereadora da Cultura da Câmara de Sesimbra, dra. Felícia Costa.
É uma escolha que pode surpreender, mas que me parece acertada, uma vez que Paulo Pitorra possui qualidades que lhe permitem vir a ser de grande utilidade.
O facto de pertencer ou ter pertencido, ideologicamente, a outro quadrante político em nada o impede de bem desempenhar o seu papel, já que tal apenas exige rigor e profissionalismo.
São os ventos de Sesimbra e da vida...
É uma escolha que pode surpreender, mas que me parece acertada, uma vez que Paulo Pitorra possui qualidades que lhe permitem vir a ser de grande utilidade.
O facto de pertencer ou ter pertencido, ideologicamente, a outro quadrante político em nada o impede de bem desempenhar o seu papel, já que tal apenas exige rigor e profissionalismo.
São os ventos de Sesimbra e da vida...
Memorial
António Costa inaugura hoje, em Lisboa, o memorial às vítimas da intolerância, para recordar o massacre de dois mil judeus, em 1506.
Hitler e os nazis são (justamente) acusados de genocídio, crimes monstruosos contra a Humanidade, mancha que se estendeu (injustamente) a todo o povo alemão.
Foi há pouco mais de meio século.
Há cinco séculos, em Portugal ocorreu o que é recordado através do memorial.
A partir de que número de vítimas a barbárie é reconhecida e condenada?
E o tempo? De que forma dilui a gravidade dos actos?
Que povo éramos há quinhentos anos?
Hitler e os nazis são (justamente) acusados de genocídio, crimes monstruosos contra a Humanidade, mancha que se estendeu (injustamente) a todo o povo alemão.
Foi há pouco mais de meio século.
Há cinco séculos, em Portugal ocorreu o que é recordado através do memorial.
A partir de que número de vítimas a barbárie é reconhecida e condenada?
E o tempo? De que forma dilui a gravidade dos actos?
Que povo éramos há quinhentos anos?
O criador e a criatura
Ontem, no "Prós e Contras", Ângelo Correia fez a demonstração da sua sapiência de homem que não se limita a ler umas coisas, a armazenar informação e a alinhavar umas quantas frases feitas.
O engenheiro (químico) Ângelo Correia pensa, observa, induz e tem uma visão prospectiva e abrangente.
É uma espécie de farol que ilumina à sua volta mas que, ao mesmo tempo, rasga a noite à distância. Seria, a meu ver, o líder ideal para o PSD, por tudo isto e porque tem garra, gosta da competição, é atrevido e optimista, virtudes que sabe transmitir.
Mas Ângelo Correia está bem na vida e não quer voltar à política activa. Talvez porque o bichinho estivesse a espicaçá-lo, prestou-se a apoiar Menezes, deu-lhe a caução sem a qual o homem de Gaia não teria sido eleito.
Mas a criatura não tem as qualidades do criador e o desastre era inevitável. E Ângelo Correia retirou-lhe a confiança, antes que fosse demasiado tarde. Menezes percebeu e saiu de cena.
Ontem, o engenheiro indicou o caminho da reflexão que o PSD terá de percorrer e expôs a natureza dos desafios a enfrentar. E saiu, por sua vez, do palco.
Não contem com ele para dar a táctica e marcar os golos. A cada um a sua missão...
O engenheiro (químico) Ângelo Correia pensa, observa, induz e tem uma visão prospectiva e abrangente.
É uma espécie de farol que ilumina à sua volta mas que, ao mesmo tempo, rasga a noite à distância. Seria, a meu ver, o líder ideal para o PSD, por tudo isto e porque tem garra, gosta da competição, é atrevido e optimista, virtudes que sabe transmitir.
Mas Ângelo Correia está bem na vida e não quer voltar à política activa. Talvez porque o bichinho estivesse a espicaçá-lo, prestou-se a apoiar Menezes, deu-lhe a caução sem a qual o homem de Gaia não teria sido eleito.
Mas a criatura não tem as qualidades do criador e o desastre era inevitável. E Ângelo Correia retirou-lhe a confiança, antes que fosse demasiado tarde. Menezes percebeu e saiu de cena.
Ontem, o engenheiro indicou o caminho da reflexão que o PSD terá de percorrer e expôs a natureza dos desafios a enfrentar. E saiu, por sua vez, do palco.
Não contem com ele para dar a táctica e marcar os golos. A cada um a sua missão...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A norma de Laurentino
O Secretário de Estado Laurentino Dias considera como um acto normal o pagamento de 2 milhões de dólares a Tiago Monteiro cuja visibilidade na Fórmula 1 é igual à de Zé Cabra no universo da música sinfónica europeia.
Não sei quanto pagam a Vanessa Fernandes, mas seria interessante saber porque essa sim traz Portugal no peito e na bandeira em que se envolve depois das inúmeras vitórias.
Sem falar no Hino Nacional e na bandeira que sobe no mastro junto do pódio.
Esta "acto normal" é comparável ao desígnio nacional que foi a construção dos 10 estádios neste país onde fecham escolas, maternidades e centros de atendimento em nome da modernidade e da máquina de calcular.
Responsabilizar esta gente, isso seria um acto normal...
Não sei quanto pagam a Vanessa Fernandes, mas seria interessante saber porque essa sim traz Portugal no peito e na bandeira em que se envolve depois das inúmeras vitórias.
Sem falar no Hino Nacional e na bandeira que sobe no mastro junto do pódio.
Esta "acto normal" é comparável ao desígnio nacional que foi a construção dos 10 estádios neste país onde fecham escolas, maternidades e centros de atendimento em nome da modernidade e da máquina de calcular.
Responsabilizar esta gente, isso seria um acto normal...
Coincidência
José Sócrates esteve de visita aos Açores.
A partir de amanhã, os preços da gasolina e do gás vão subir.
Honni soit...
A partir de amanhã, os preços da gasolina e do gás vão subir.
Honni soit...
Luz apagada, leão murcho...
O presidente do Paris Saint-Germain, Alain Cayzac, acaba de se demitir.
E por cá? Tudo sereno?
E por cá? Tudo sereno?
domingo, 20 de abril de 2008
Surpresa? Talvez não...
A derrota do Sporting em Leiria deixa muita gente a pensar como é possível uma equipa jogar como os leões fizeram na segunda parte contra o Benfica e hoje serem humilhados pelo último classificado.
Por esta e por outras, o futebol está mergulhado em suspeitas que não começam nem acabam na arbitragem.
Igualmente estranha foi a capacidade demonstrada pela equipa de Leiria, praticamente condenada à descida. Mesmo jogando contra "mortos", o Leiria transcendeu-se.
No meio disto tudo, qual é a verdade? E qual é a mentira?
Por esta e por outras, o futebol está mergulhado em suspeitas que não começam nem acabam na arbitragem.
Igualmente estranha foi a capacidade demonstrada pela equipa de Leiria, praticamente condenada à descida. Mesmo jogando contra "mortos", o Leiria transcendeu-se.
No meio disto tudo, qual é a verdade? E qual é a mentira?
De lamber os beiços
Entre 5 e 13 deste mês decorreu em Lisboa o Festival do Peixe no qual participou o chefe Helder Chagas, pai da Sopa Rica de Peixe e filho de mestre António Chagas, o inesquecível fundador do "Ribamar" e figura de proa da animação turística em Sesimbra.
Acontece que a revista "Única" do "Expresso" traz hoje uma fotografia alusiva ao Festival e nela se vê o chefe Chagas. Lamentavelmente o seu nome não figura entre os que são citados na notícia de acompanhamento.
Foi pena, o Helder merecia...
Na mesma revista, ficamos a saber de outra iniciativa que colocou três figuras públicas na cozinha para mostrarem o que valem.
Uma dessas individualidades é a jornalista Clara de Sousa que escolheu fazer um bife Wellington.
Eu não sou especialista como o Helder, mas sou capaz de pressentir o que é apetitoso.
O bife Wellington não sei se ficou bom ou não, mas a cozinheira...enfim... o melhor é ser o Helder a pronunciar-se porque aquilo tem todo o ar de ser mais do que um naco, provavelmente uma sopa rica de peixão...
Acontece que a revista "Única" do "Expresso" traz hoje uma fotografia alusiva ao Festival e nela se vê o chefe Chagas. Lamentavelmente o seu nome não figura entre os que são citados na notícia de acompanhamento.
Foi pena, o Helder merecia...
Na mesma revista, ficamos a saber de outra iniciativa que colocou três figuras públicas na cozinha para mostrarem o que valem.
Uma dessas individualidades é a jornalista Clara de Sousa que escolheu fazer um bife Wellington.
Eu não sou especialista como o Helder, mas sou capaz de pressentir o que é apetitoso.
O bife Wellington não sei se ficou bom ou não, mas a cozinheira...enfim... o melhor é ser o Helder a pronunciar-se porque aquilo tem todo o ar de ser mais do que um naco, provavelmente uma sopa rica de peixão...
Assim não vale
Eu não sei ao certo o que se está a passar em Cuba, mas é surpreendente esta aparente abertura que Raul Castro está a operar.
Depois do acesso livre a telemóveis e hotéis, parece que os cubanos podem agora sair do país sem necessidade de autorização oficial.
Ó camarada Raul, afinal, o que vem a ser isto? Não achas que estás a ser pouco fiel a Fidel?
O mano sabe?
Seja como for, não me agrada. Cuba só tem graça enquanto mentira, fachada, hipocrisia, falso paraíso.
Agora, se continuam a dar vista aos portugueses e vistos de saída livre aos cubanos, que me resta? Que vou eu poder criticar?
Felizmente, o jornal SOL traz hoje na capa que Saramago está de volta. Valha-me, D. José!
Sem ele, o meu veneno morreria solteiro...
Depois do acesso livre a telemóveis e hotéis, parece que os cubanos podem agora sair do país sem necessidade de autorização oficial.
Ó camarada Raul, afinal, o que vem a ser isto? Não achas que estás a ser pouco fiel a Fidel?
O mano sabe?
Seja como for, não me agrada. Cuba só tem graça enquanto mentira, fachada, hipocrisia, falso paraíso.
Agora, se continuam a dar vista aos portugueses e vistos de saída livre aos cubanos, que me resta? Que vou eu poder criticar?
Felizmente, o jornal SOL traz hoje na capa que Saramago está de volta. Valha-me, D. José!
Sem ele, o meu veneno morreria solteiro...
Quem tem medo de ir ao Jardim?
Alberto João Jardim é um verdadeiro camaleão e uma personagem misteriosa, capaz de enormidades que logo se esfumam como se nunca tivessem existido.
Recentemente, três episódios mostram até que ponto este homem goza de uma protecção e de um estatuto surpreendentes.
Primeiro, foi o líder do PS-Madeira a acusar Jardim do desaparecimento físico de várias pessoas. Não houve metáforas, foi tudo claro, milhões de pessoas ouviram, no Rádio Clube.
O que aconteceu? Nada, silêncio geral.
Da Procuradoria Geral da República aos partidos políticos, passando pela Comunicação Social, parece que ninguém ouviu, ninguém deu por isso. Estranho.
Logo a seguir, Jaime Gama pôs Jardim nos cornos da lua, com elogios retumbantes. Estranho.
Agora, foi esta farsa que rodeou a visita de Cavaco Silva, com o Presidente a assobiar para o lado e a receber políticos num hotel porque Jardim resolveu fechar a Assembleia. Estranho.
Não há dúvida, o homem está protegido por um escudo bem visível...
Recentemente, três episódios mostram até que ponto este homem goza de uma protecção e de um estatuto surpreendentes.
Primeiro, foi o líder do PS-Madeira a acusar Jardim do desaparecimento físico de várias pessoas. Não houve metáforas, foi tudo claro, milhões de pessoas ouviram, no Rádio Clube.
O que aconteceu? Nada, silêncio geral.
Da Procuradoria Geral da República aos partidos políticos, passando pela Comunicação Social, parece que ninguém ouviu, ninguém deu por isso. Estranho.
Logo a seguir, Jaime Gama pôs Jardim nos cornos da lua, com elogios retumbantes. Estranho.
Agora, foi esta farsa que rodeou a visita de Cavaco Silva, com o Presidente a assobiar para o lado e a receber políticos num hotel porque Jardim resolveu fechar a Assembleia. Estranho.
Não há dúvida, o homem está protegido por um escudo bem visível...
sábado, 19 de abril de 2008
Até breve!
A nossa Sininho resolveu deixar de produzir os deliciosos "Ecos da Falésia".
É pena, faz-nos muita falta.
Resta-nos esperar que volte com ou sem Ecos, mas com a admirável qualidade da sua escrita, a clarividência e o espírito delicioso que põe em cada texto.
O Sino não toca a finados, o Eco não se perde nos recortes da Falésia, acredito que seja apenas uma pausa.
Há mais marés...
É pena, faz-nos muita falta.
Resta-nos esperar que volte com ou sem Ecos, mas com a admirável qualidade da sua escrita, a clarividência e o espírito delicioso que põe em cada texto.
O Sino não toca a finados, o Eco não se perde nos recortes da Falésia, acredito que seja apenas uma pausa.
Há mais marés...
(Des) Norte
Menezes andou, durante meses, a flagelar Marques Mendes, mas agora ficou muito magoado por quem lhe fez apenas o mesmo.
Quando Ângelo Correia disse, publicamente, que a acção de Menezes era totalmente insatisfatória, os dados estavam lançados, a saída era por ali.
A dimensão de um Homem, a grandeza e a dignidade de um líder, tudo isso pode ser apreciado quando ele sai de cena. E essa imagem é implacável porque nos mostra o indivíduo na sua nudez, na sua autenticidade, quando deixou de fingir.
Menezes começou por fazer uma retirada teatral e, ontem, na SIC Notícias, mostrou a sua pequenez e o azedume que o corrói, quando usou de termos grosseiros, sarcásticos e provocantes ao caracterizar os potenciais candidatos à liderança que deixou vaga.
Teve, pela mão do solícito Mário Crespo, uma grande oportunidade de sair com classe, como um senhor.
Mas não, foi mais forte que ele, fugiu-lhe o pé para a chinela igual à de Pinto da Costa que, acossado e comprometido, se refugia na insinuação soez e no sarcasmo barato...
Quando Ângelo Correia disse, publicamente, que a acção de Menezes era totalmente insatisfatória, os dados estavam lançados, a saída era por ali.
A dimensão de um Homem, a grandeza e a dignidade de um líder, tudo isso pode ser apreciado quando ele sai de cena. E essa imagem é implacável porque nos mostra o indivíduo na sua nudez, na sua autenticidade, quando deixou de fingir.
Menezes começou por fazer uma retirada teatral e, ontem, na SIC Notícias, mostrou a sua pequenez e o azedume que o corrói, quando usou de termos grosseiros, sarcásticos e provocantes ao caracterizar os potenciais candidatos à liderança que deixou vaga.
Teve, pela mão do solícito Mário Crespo, uma grande oportunidade de sair com classe, como um senhor.
Mas não, foi mais forte que ele, fugiu-lhe o pé para a chinela igual à de Pinto da Costa que, acossado e comprometido, se refugia na insinuação soez e no sarcasmo barato...
Fazer o bem...
Em 2006, o Governo deu 2 milhões de euros ao piloto Tiago Monteiro para o safar de uma embrulhada contratual.
Laurentino Dias vem agora desculpar-se, argumentando que o assunto tinha começado a ser tratado no consulado de Santana Lopes.
Pelo que se percebe, nada o obrigava a tal generosidade, tanto mais que o piloto nem assumiu o compromisso de promover a marca Portugal.
O combate ao défice, os sacrifícios, a justiça social, um país mais solidário, palavras que os pensionistas e os desempregados deste país tão bem conhecem, pouco valem comparadas com o garbo de um piloto de Fórmula 1 que nunca saiu da cauda do pelotão a não ser para sprintar até ao cheque de 2 milhões.
Há quem tenha por pai um patrão do BCP.
E há quem tenha por amigo um Laurentino. Há horas e Dias de sorte...
Laurentino Dias vem agora desculpar-se, argumentando que o assunto tinha começado a ser tratado no consulado de Santana Lopes.
Pelo que se percebe, nada o obrigava a tal generosidade, tanto mais que o piloto nem assumiu o compromisso de promover a marca Portugal.
O combate ao défice, os sacrifícios, a justiça social, um país mais solidário, palavras que os pensionistas e os desempregados deste país tão bem conhecem, pouco valem comparadas com o garbo de um piloto de Fórmula 1 que nunca saiu da cauda do pelotão a não ser para sprintar até ao cheque de 2 milhões.
Há quem tenha por pai um patrão do BCP.
E há quem tenha por amigo um Laurentino. Há horas e Dias de sorte...
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Agarrado
O Boavista teve, nos anos 70, um excelente jogador brasileiro chamado Salvador.
Mais tarde, outros "salvadores" passaram pelo Bessa e tão bem o salvaram que o saldaram, ao ponto de o clube estar na iminência de acabar.
A família Loureiro ergueu o clube e cavou-lhe a sepultura, até aparecer um novo "salvador" chamado Sérgio Silva que se propunha deitar a mão ao Boavista.
Afinal, foi a Polícia Judiciária que lhe deitou a mão, há minutos.
Assim vai o futebol português. Vale e Azevedo não está sozinho...
Mais tarde, outros "salvadores" passaram pelo Bessa e tão bem o salvaram que o saldaram, ao ponto de o clube estar na iminência de acabar.
A família Loureiro ergueu o clube e cavou-lhe a sepultura, até aparecer um novo "salvador" chamado Sérgio Silva que se propunha deitar a mão ao Boavista.
Afinal, foi a Polícia Judiciária que lhe deitou a mão, há minutos.
Assim vai o futebol português. Vale e Azevedo não está sozinho...
1 bigo
Ouvi há pouco, na Rádio, que Menezes, na sua declaração de retirada, terá dito imbigo em vez do correcto umbigo.
Pode ter-se tratado de um desculpável lapso, só com o azar de corresponder a um erro muito corrente.
Não sei qual foi a frase que inclui o importuno imbigo, mas seria compreensível que Menezes dissesse "Eu imbico com o Marques Mendes". Todos sabemos que é verdade.
Mais triste deve estar o fiel Ribau que tinha em Luís Filipe mais que um chefe.
Era um amigo, umbigo brother...
Pode ter-se tratado de um desculpável lapso, só com o azar de corresponder a um erro muito corrente.
Não sei qual foi a frase que inclui o importuno imbigo, mas seria compreensível que Menezes dissesse "Eu imbico com o Marques Mendes". Todos sabemos que é verdade.
Mais triste deve estar o fiel Ribau que tinha em Luís Filipe mais que um chefe.
Era um amigo, umbigo brother...
Cartomância?
Ontem, pelas 12.55, escrevi aqui um texto ("Deixa-os pousar") no qual adiantei a possibilidade de eleições directas no PSD e do afastamento de Menezes.
Para não criar problemas ao gracioso Ribau Esteves, quero deixar bem claro que não houve qualquer fuga de informação nem a Magra Carta (apesar do seu enorme prestígio e magistral capacidade de influência) beneficiou da menor indicação privilegiada.
Assim sendo, pensarão os leitores (e muito bem) que o Carteiro é bruxo, vidente, adivinho, xamã ou pastor da IURD.
Nada disso, apresso-me a tranquilizar-vos e a esclarecer tudo, antes que desatem a marcar consultas para vos ler as linhas da palma da mão ou deitar cartas.
As únicas cartas que deito, com pontaria e prontidão, são as que enfio nas vossas caixas do correio.
O resto, estes arremedos premonitórios, acontecem apenas porque há coisas mais do que previsíveis, não têm a ver com vidência, são simples e comezinha evidência...
Para não criar problemas ao gracioso Ribau Esteves, quero deixar bem claro que não houve qualquer fuga de informação nem a Magra Carta (apesar do seu enorme prestígio e magistral capacidade de influência) beneficiou da menor indicação privilegiada.
Assim sendo, pensarão os leitores (e muito bem) que o Carteiro é bruxo, vidente, adivinho, xamã ou pastor da IURD.
Nada disso, apresso-me a tranquilizar-vos e a esclarecer tudo, antes que desatem a marcar consultas para vos ler as linhas da palma da mão ou deitar cartas.
As únicas cartas que deito, com pontaria e prontidão, são as que enfio nas vossas caixas do correio.
O resto, estes arremedos premonitórios, acontecem apenas porque há coisas mais do que previsíveis, não têm a ver com vidência, são simples e comezinha evidência...
Quem tem medo de Federer?
No "Open" do Estoril, Frederico Gil venceu João Sousa e vai defrontar esta tarde Roger Federer.
O repórter da Magra Carta que, a convite de João Lagos, tem acompanhado a prova por dentro, sabe que os dois jogadores portugueses tudo fizeram para perder, pois nenhum queria enfrentar o colosso suíço.
A triste sorte acabou por calhar a Frederico Gil que ainda tentou obter o acordo de Federer para jogar contra Gil e Sousa, juntos.
Frio e implacável, o supercampeão recusou e já está a esticar as cordas da raquete para a degola do inocente Frederico.
Resta ao jovem português rezar a S.Pedro, e, se a sua prece for atendida, não se espantem se virem, em pleno Jamor, um Frederico feliz da vida "singing in the rain"...
O repórter da Magra Carta que, a convite de João Lagos, tem acompanhado a prova por dentro, sabe que os dois jogadores portugueses tudo fizeram para perder, pois nenhum queria enfrentar o colosso suíço.
A triste sorte acabou por calhar a Frederico Gil que ainda tentou obter o acordo de Federer para jogar contra Gil e Sousa, juntos.
Frio e implacável, o supercampeão recusou e já está a esticar as cordas da raquete para a degola do inocente Frederico.
Resta ao jovem português rezar a S.Pedro, e, se a sua prece for atendida, não se espantem se virem, em pleno Jamor, um Frederico feliz da vida "singing in the rain"...
Pudor, por favor.
Otelo Saraiva de Carvalho esteve em Fafe para dar o pontapé de saída nas comemorações do 25 de Abril, tendo dissertado, pá, sobre economia, pá, com elogios ao Governo de Sócrates, porreiro, pá, além doutras e doutas questões, como a descolonização.
É fatal, nesta quadra, o homem salta do baú, pá, e lá vem botar discurso.
Sem vergonha nem decoro.
Quem fez o que fez (com as FP25) e só pior não fez porque Jaime Neves e outros não deixaram, noutro 25, o de Novembro, devia observar a fórmula que antecede o momento decisivo do casamento:calar-se para todo o sempre.
É fatal, nesta quadra, o homem salta do baú, pá, e lá vem botar discurso.
Sem vergonha nem decoro.
Quem fez o que fez (com as FP25) e só pior não fez porque Jaime Neves e outros não deixaram, noutro 25, o de Novembro, devia observar a fórmula que antecede o momento decisivo do casamento:calar-se para todo o sempre.
Conformismo
Eu bem sei que qualquer coisa é preferível ao infortúnio horripilante de um concelho entregue aos desmandos estalinistas de Augusto e Felícia. Há, pelo menos, algumas razões civilizacionais básicas que nem a bandeira, comum à esquerda, das “questões fracturantes” consegue obnubilar. Mas isto não é o que o eleitorado pensa, é apenas o que eu penso e o Dr. Cristóvão não deve, portanto, contar muito com isso. Não apresente ele, no devido tempo, um candidato, uma equipa e um projecto credíveis e de nada lhe valerá a apregoada lista de unidade que, até ver, mais prefigura um saco de gatos. Ao dizer, como disse, que daqui a seis meses dirá qualquer coisa ao pagode, não parece que o Dr. Cristóvão demonstre apenas desnorte e desorientação. Demonstra também o evidente conformismo de quem vai fazendo cálculos para minorar os danos e optimizar os proveitos, num futuro mais ou menos próximo. Ou remoto.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Última hora
A Magra Carta está em condições de avançar que Humberto Coelho continua disponível para treinar o Benfica.
E não exclui a hipótese de vir a liderar o PSD, mas sem directas.
Os Filipes, Vieira e Menezes, já sabem o que lhes resta fazer...
E não exclui a hipótese de vir a liderar o PSD, mas sem directas.
Os Filipes, Vieira e Menezes, já sabem o que lhes resta fazer...
Quem com ferro mata...
Durante longos e arrastados meses, Luís Filipe Menezes armadilhou, flagelou, sabotou a governação de Marques Mendes, até conseguir arrastá-lo para as directas.
Que Menezes ganhou, é verdade, mas a sua vitória não branqueia nem legitima a forma como chegou ao confronto decisivo. Não foi bonito o que fez, não foi um triunfo glorioso.
Ironicamente, como se uma praga o perseguisse, ao longo destes seis meses de reinado, Menezes foi atacado do interior e do exterior do PSD, não por obra de alguma conspiração azeda ditada por desejo de vingança, mas apenas porque o líder falhou, porque não correspondeu às expectativas, menos ainda ao sinal de esperança que deixou no ar.
Menezes percebeu que, a curto prazo, seria empurrado para directas, e decide jogar em antecipação, propondo novo acto eleitoral em Maio.
Se não quiser borrar a pintura, tem de voltar a candidatar-se, o que pode parecer um acto de coragem e de coerência, mas não estou certo dessa sinceridade.
Porque Menezes só tomou esta decisão quando viu que a contestação começa a ter nomes e rostos, Aguiar Branco, António Borges ou Passos Coelho, para já.
A coisa promete...
Que Menezes ganhou, é verdade, mas a sua vitória não branqueia nem legitima a forma como chegou ao confronto decisivo. Não foi bonito o que fez, não foi um triunfo glorioso.
Ironicamente, como se uma praga o perseguisse, ao longo destes seis meses de reinado, Menezes foi atacado do interior e do exterior do PSD, não por obra de alguma conspiração azeda ditada por desejo de vingança, mas apenas porque o líder falhou, porque não correspondeu às expectativas, menos ainda ao sinal de esperança que deixou no ar.
Menezes percebeu que, a curto prazo, seria empurrado para directas, e decide jogar em antecipação, propondo novo acto eleitoral em Maio.
Se não quiser borrar a pintura, tem de voltar a candidatar-se, o que pode parecer um acto de coragem e de coerência, mas não estou certo dessa sinceridade.
Porque Menezes só tomou esta decisão quando viu que a contestação começa a ter nomes e rostos, Aguiar Branco, António Borges ou Passos Coelho, para já.
A coisa promete...
Deixa-os pousar
José Sócrates é um homem de sorte. Para ganhar as próximas legislativas nem precisa de voltar a fazer promessas que já sabe que não vai cumprir. Porque o povo já aceita a mentira como coisa normal em política, tão normal como uma rasteira no futebol, são meras contingências, no big deal, como dizem os nossos entendidos.
Para ganhar, Sócrates só precisa de se sentar a ver os telejornais na televisão e assistir ao naufrágio dos partidos que moram na margem Direita da Oposição.
Ninguém acredita já que Menezes chegue ao fim do combate, só não se sabe quantos assaltos aguentará. Curioso seria vê-lo cair em directas iguais às que usou para afastar Marques Mendes.
Intocável continuará Sócrates se for Aguiar Branco o senhor que se segue, porque Branco mais cinzento não há, o homem não entusiasma ninguém, está longe de provocar o sobressalto assombroso de que o PSD precisa.
Por mim, só vejo um homem capaz de operar a reviravolta.
Não, não, nem Rui Rio, nem Marcelo, só ele, Paulo Bento, o dos milagres no intervalo...
Para ganhar, Sócrates só precisa de se sentar a ver os telejornais na televisão e assistir ao naufrágio dos partidos que moram na margem Direita da Oposição.
Ninguém acredita já que Menezes chegue ao fim do combate, só não se sabe quantos assaltos aguentará. Curioso seria vê-lo cair em directas iguais às que usou para afastar Marques Mendes.
Intocável continuará Sócrates se for Aguiar Branco o senhor que se segue, porque Branco mais cinzento não há, o homem não entusiasma ninguém, está longe de provocar o sobressalto assombroso de que o PSD precisa.
Por mim, só vejo um homem capaz de operar a reviravolta.
Não, não, nem Rui Rio, nem Marcelo, só ele, Paulo Bento, o dos milagres no intervalo...
Doping psicológico
A recuperação mais memorável da história do futebol português foi, provavelmente, a que aconteceu no Mundial de 1966, em Inglaterra, no jogo contra a Coreia.
Ao intervalo, Portugal perdia por 3-0 e acabou vencendo por 5-3.
Não tem faltado, ao longo dos anos, quem insinue cobras e lagartos sobre o que se passou no balneário, na pausa intermédia, sugerindo que houve administração de doping.
Ora, talvez porque um Carteiro seja como um padre ou um médico, confidente seguro, posso garantir que um dos Magriços me revelou o que sucedeu.
Não houve recurso a qualquer substância proibida.
Houve, sim, uma violenta reprimenda de Otto Glória que entrou no balneário, tirou casaco e gravata e invectivou asperamente os nossos craques, espicaçou-lhes o brio, deixando-os entregues a si próprios e à sua vergonha, sem tácticas nem conselhos.
Conta esse Magriço que eles se sentiram envergonhados e juraram entre si operar a reviravolta, com dignidade e carácter. E foi o que se viu, inesquecível.
Talvez Paulo Bento não seja ainda Otto Glória, mas o homem da tranquilidade pode bem ter sido capaz de tocar no sítio certo da alma de jogadores que são profissionais, é verdade, mas que também são homens que não gostam de perder, sobretudo quando a humilhação ronda.
Não imagino Chalana capaz de tais arrebatamentos, de tais píncaros de exaltação.
O futebol nem sempre é simples...
Ao intervalo, Portugal perdia por 3-0 e acabou vencendo por 5-3.
Não tem faltado, ao longo dos anos, quem insinue cobras e lagartos sobre o que se passou no balneário, na pausa intermédia, sugerindo que houve administração de doping.
Ora, talvez porque um Carteiro seja como um padre ou um médico, confidente seguro, posso garantir que um dos Magriços me revelou o que sucedeu.
Não houve recurso a qualquer substância proibida.
Houve, sim, uma violenta reprimenda de Otto Glória que entrou no balneário, tirou casaco e gravata e invectivou asperamente os nossos craques, espicaçou-lhes o brio, deixando-os entregues a si próprios e à sua vergonha, sem tácticas nem conselhos.
Conta esse Magriço que eles se sentiram envergonhados e juraram entre si operar a reviravolta, com dignidade e carácter. E foi o que se viu, inesquecível.
Talvez Paulo Bento não seja ainda Otto Glória, mas o homem da tranquilidade pode bem ter sido capaz de tocar no sítio certo da alma de jogadores que são profissionais, é verdade, mas que também são homens que não gostam de perder, sobretudo quando a humilhação ronda.
Não imagino Chalana capaz de tais arrebatamentos, de tais píncaros de exaltação.
O futebol nem sempre é simples...
Carlos Farinha
Nos anos 60, Sesimbra via passar um carrinho verde, descapotável, espécie de mini-jipe, raridade naquele tempo.
Ao volante, um homem simpático, elegante, discreto, que morava na rua Amália e negociava em apetrechos de pesca.
O seu nome é Carlos Farinha e vai hoje efectuar a sua última viagem.
Acabei de saber e vou estar presente no momento e no local do adeus final, em nome da amizade que nos une e da admiração que lhe voto.
Entre nós nunca foram precisas muitas palavras, o seu sorriso terno e cúmplice dizia tudo...
Ao volante, um homem simpático, elegante, discreto, que morava na rua Amália e negociava em apetrechos de pesca.
O seu nome é Carlos Farinha e vai hoje efectuar a sua última viagem.
Acabei de saber e vou estar presente no momento e no local do adeus final, em nome da amizade que nos une e da admiração que lhe voto.
Entre nós nunca foram precisas muitas palavras, o seu sorriso terno e cúmplice dizia tudo...
Palhaçadas
Há muitos anos, um jogador do Desportivo de Sesimbra, Olímpio, despiu a camisola, descontente por razões que ignoro.
Em Assembleia Geral, foi punido com suspensão de actividade por 12 meses, pena que um associado achou leve, achando que um ano seria mais adequado.
De outra vez, o benfiquista Ricardo Rocha, agastado por ser substituído, tirou a camisola e atirou-a ao chão.
Mas o mais frequente é vermos jogadores executarem tal gesto precisamente em estados de espírito opostos, ou seja, em explosões de alegria, em regra após a obtenção de um golo.
Confesso que, embora não aprove, compreendo melhor quem despe a camisola num reflexo de raiva. E não entendo o motivo que leva um atleta feliz a arrancar do corpo o símbolo do clube que representa. E nem o cartão amarelo os impede desse estranho ritual.
Alguns acharão, porventura, que têm belos peitorais, e sabem que as câmaras de televisão estão apontadas para eles.
Não sei se é por isso, admito a minha ignorância, mas acho que há mil outras formas de exprimir a alegria sem ser o enrolar do trapo que, para muitos, é sagrado...
Em Assembleia Geral, foi punido com suspensão de actividade por 12 meses, pena que um associado achou leve, achando que um ano seria mais adequado.
De outra vez, o benfiquista Ricardo Rocha, agastado por ser substituído, tirou a camisola e atirou-a ao chão.
Mas o mais frequente é vermos jogadores executarem tal gesto precisamente em estados de espírito opostos, ou seja, em explosões de alegria, em regra após a obtenção de um golo.
Confesso que, embora não aprove, compreendo melhor quem despe a camisola num reflexo de raiva. E não entendo o motivo que leva um atleta feliz a arrancar do corpo o símbolo do clube que representa. E nem o cartão amarelo os impede desse estranho ritual.
Alguns acharão, porventura, que têm belos peitorais, e sabem que as câmaras de televisão estão apontadas para eles.
Não sei se é por isso, admito a minha ignorância, mas acho que há mil outras formas de exprimir a alegria sem ser o enrolar do trapo que, para muitos, é sagrado...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Nado-morto
Recém-empossado, o Dr. Cristóvão anunciou para daqui a seis meses – uma ninharia, convenhamos – a divulgação das suas propostas concretas de acção. Se eu fosse o Dr. Cristóvão, não me apressava tanto, e levava as coisas com um certo vagar. É que, por este andar, de tão enérgico e pressuroso, ainda alguém pode confundir o líder da oposição com esse operário fulminante que dá pelo nome de Augusto Pólvora. Nove meses, isso sim, seria a conta certa, ainda que viesse por aí um nado-morto.
Garrafa meia vazia
José Miguel Júdice foi o nome proposto por José Sócrates para presidir à empresa que vai proceder à requalificação da frente ribeirinha de Lisboa.
Como é natural, trata-se de um vasto programa a que a Câmara Municipal tem de estar mais ou menos directamente associada, razão pela qual Júdice desejava ter o apoio explícito da autarquia.
Ora, acontece que, na reunião de hoje, o assunto nem sequer foi abordado pelo executivo camarário.
António Costa (que receava ter oposição) diz que a empresa não é da Câmara, por isso não acha útil pronunciar-se.
Por seu lado, Júdice toma este silêncio como um sinal de aprovação, do estilo "quem cala consente".
Ou seja, tal como acontece com resultados eleitorais ou com sondagens, cada um faz a leitura que lhe convém, mas fica uma leve suspeita de algum constrangimento entre Sócrates e Costa.
E não é menos curioso o contentamento de Júdice perante uma aprovação tão pífia.
Sim, porque ver naquele silêncio um sinal positivo é judicioso...
Como é natural, trata-se de um vasto programa a que a Câmara Municipal tem de estar mais ou menos directamente associada, razão pela qual Júdice desejava ter o apoio explícito da autarquia.
Ora, acontece que, na reunião de hoje, o assunto nem sequer foi abordado pelo executivo camarário.
António Costa (que receava ter oposição) diz que a empresa não é da Câmara, por isso não acha útil pronunciar-se.
Por seu lado, Júdice toma este silêncio como um sinal de aprovação, do estilo "quem cala consente".
Ou seja, tal como acontece com resultados eleitorais ou com sondagens, cada um faz a leitura que lhe convém, mas fica uma leve suspeita de algum constrangimento entre Sócrates e Costa.
E não é menos curioso o contentamento de Júdice perante uma aprovação tão pífia.
Sim, porque ver naquele silêncio um sinal positivo é judicioso...
EUREKA
Não me perguntem como foi, mas consegui recuperar a minha Font, o meu Bold, o Itálico e a paleta de cores que tanta falta me fazem.
Bem, já que insistem, eu conto: fui lá acima àquela seta azul recurvada (para actualizar) e...pronto, deu-se o milagre, tenho a panóplia de volta.
Fiquem bem, eu estou melhor...
Bem, já que insistem, eu conto: fui lá acima àquela seta azul recurvada (para actualizar) e...pronto, deu-se o milagre, tenho a panóplia de volta.
Fiquem bem, eu estou melhor...
SOS
Como sou muito pouco entendido nestas técnicas, deixo aqui um apelo aos colegas bloguistas que me lerem.
O meu problema é o seguinte:
Ao escrever um novo texto, deixaram de aparecer (como sempre acontecia) a caixa com a Fonte (tipo de letra), o Bold (Negrito), o Itálico e a paleta das cores.
Nas Definições (Settings), tenho lá um YES na parte correspondente ao Compose Mode. E sempre funcionou.
Alguém, poderá explicar e, sobretudo, receitar a medida correctiva?
Fico grato à alma caridosa que aqui puder deixar um comentário reparador...
O meu problema é o seguinte:
Ao escrever um novo texto, deixaram de aparecer (como sempre acontecia) a caixa com a Fonte (tipo de letra), o Bold (Negrito), o Itálico e a paleta das cores.
Nas Definições (Settings), tenho lá um YES na parte correspondente ao Compose Mode. E sempre funcionou.
Alguém, poderá explicar e, sobretudo, receitar a medida correctiva?
Fico grato à alma caridosa que aqui puder deixar um comentário reparador...
Com a boca na botija...
Um empresário de Nova York (cuja identidade não é revelada) comprou por um milhão e meio de dólares um filme de quinze minutos no qual se vê Marilyn Monroe a fazer sexo oral a um homem cuja rosto nunca é mostrado.
O filme foi realizado por um FBI desejoso de entalar John Kennedy, mas que não conseguiu provar que fosse ele o contemplado com o "fellatio" de Norma Jean.
Quem não deve andar muito tranquilo (com a mulher em campanha eleitoral), é o nosso Bill Clinton, o homem do saxofone, que pergunta a si mesmo se o FBI, a CIA ou outra cândida instituição não terá colocado câmaras de vigilância na Sala Oval.
Não é por nada, é só porque agora há Internet...
O filme foi realizado por um FBI desejoso de entalar John Kennedy, mas que não conseguiu provar que fosse ele o contemplado com o "fellatio" de Norma Jean.
Quem não deve andar muito tranquilo (com a mulher em campanha eleitoral), é o nosso Bill Clinton, o homem do saxofone, que pergunta a si mesmo se o FBI, a CIA ou outra cândida instituição não terá colocado câmaras de vigilância na Sala Oval.
Não é por nada, é só porque agora há Internet...
Alterem lá isso
Vi, há pouco, distraidamente, imagens de uma competição desportiva (?) entre mulheres e pergunto a mim mesmo (e aos pacientes leitores) em que mundo e em que século vivemos.
A primeira impressão é estarmos numa qualquer feira manhosa do século 19, vendo mulheres atarracadas, disformes, a quem só falta a bigodaça, espremendo-se para levantar uma barra de ferro carregada de pesos nas extremidades. Era um concurso de levantamento de halteres.
É grotesco, patético, deprimente, indigno da condição feminina.
Se nos homens já é absurdo, nas mulheres é intolerável. Será aquilo Desporto? Que nos mostra a halterofilia?
A força bruta, apenas isso.
Deixem as mulheres correr, saltar, patinar, dançar, com a graciosidade que lhes é natural, mas, por favor, peso, martelo e halteres, não.
A primeira impressão é estarmos numa qualquer feira manhosa do século 19, vendo mulheres atarracadas, disformes, a quem só falta a bigodaça, espremendo-se para levantar uma barra de ferro carregada de pesos nas extremidades. Era um concurso de levantamento de halteres.
É grotesco, patético, deprimente, indigno da condição feminina.
Se nos homens já é absurdo, nas mulheres é intolerável. Será aquilo Desporto? Que nos mostra a halterofilia?
A força bruta, apenas isso.
Deixem as mulheres correr, saltar, patinar, dançar, com a graciosidade que lhes é natural, mas, por favor, peso, martelo e halteres, não.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Um trinta e um
O Dr. Cristóvão, que tomou posse no sábado, já fez saber à imprensa que quer levar por diante uma política de proximidade e comunicação com a população. É sempre assim. Estamos a um ano e picos das eleições e jamais será de bom tom esquecer as inevitáveis “massas”. Como adorno, o povinho fica sempre bem na lapela de qualquer candidato e não deve tardar muito que, num “esforço de aproximação” e de “abertura à sociedade civil”, estoirem por aí os debates temáticos com especialistas convidados e senadores encartados. No caso do Dr. Cristóvão, e da sua lista de unidade, há porém o óbice inexplicável da Dr.ª Guilhermina, que, sem qualquer motivo idóneo, consabidamente fechou a porta da Biblioteca à dita sociedade civil. Alguém terá de explicar ao Dr. Cristóvão que a unidade da sua lista ainda lhe há-de valer um enorme e sonoro trinta e um…
É só fazer as contas...
José Sá Fernandes informa que, se a nova ponte não incluir a rodovia, poupamos 700 milhões de euros.
Já agora, se não se construir a ponte, quanto é que o Estado poupa?
Já agora, se não se construir a ponte, quanto é que o Estado poupa?
Ciao, Claudia!
O jornal SOL informa-nos que Claudia Cardinale vai ser homenageada no decorrer do Festival de Cannes ao completar 70 anos de vida e 50 de carreira.
Quem diria que a bela Cláudia já tem 120 anos?
Talvez por isso tenham escolhido aquela cidade para a homenagem, pois a palavra Cannes significa Bengalas, adereço que a admirável actriz dispensa, sacudindo a linda cabeça e rindo com aquele tom meio rouco (sem os irmãos) que lhe conhecemos do inesquecível "Leopardo".
Nascida na Tunísia, foi violada na adolescência e ficou grávida. Teve um filho que apresentou ao mundo, durante anos, como sendo um irmão e fez uma carreira sublime no cinema.
Resta dizer que o SOL garante, naquela fórmula excelsa, que Claudia Cardinale será homenageada com pompa e circunstância. Sobretudo com circunstância, diria eu...
Quem diria que a bela Cláudia já tem 120 anos?
Talvez por isso tenham escolhido aquela cidade para a homenagem, pois a palavra Cannes significa Bengalas, adereço que a admirável actriz dispensa, sacudindo a linda cabeça e rindo com aquele tom meio rouco (sem os irmãos) que lhe conhecemos do inesquecível "Leopardo".
Nascida na Tunísia, foi violada na adolescência e ficou grávida. Teve um filho que apresentou ao mundo, durante anos, como sendo um irmão e fez uma carreira sublime no cinema.
Resta dizer que o SOL garante, naquela fórmula excelsa, que Claudia Cardinale será homenageada com pompa e circunstância. Sobretudo com circunstância, diria eu...
Câmara de Loucos
Num curto espaço de tempo, Alberto João Jardim recebeu inesperados elogios de Jaime Gama e impôs a sua vontade a Cavaco Silva.
Ou seja, teve a seus pés (passe o exagero) as duas mais altas figuras da Nação.
No que a Gama toca, só o próprio saberá por que fez o que fez, por que disse o que disse.
Já no que se refere a Cavaco, parece ficar no ar a ideia de que Alberto João voltou a recitar (noutra encenação) o monólogo do sr. Silva.
Se em Jardim já nada nos pode surpreender, o mesmo não se pode dizer do Presidente da República que nos habituou a outra firmeza e a outro sentido da dignidade da função que exerce.
Os lamentáveis comentários de Jardim acerca dos deputados madeirenses são apenas eructações inconsequentes.
Porém, não se compreende a docilidade de Cavaco perante a arrogância de Jardim que ousou proibir ao Chefe de Estado a entrada na Assembleia Legislativa.
Julgo ter havido uma clara inversão de prerrogativas e um atrevimento que o Presidente não deveria ter consentido.
Os avisos e os recados deixados por Cavaco no discurso feito durante o jantar soaram a falso, souberam a pouco e a fraqueza, foram apenas indirectas beatíficas dirigidas a quem só conhece a linguagem tabernal.
Há pouco tempo, Cavaco invocou razões de agenda para não ir à abertura dos Jogos Olímpicos na China.
Talvez a mesma oportuna agenda lhe tivesse fornecido uma boa desculpa para ter ficado em Belém, sabendo a triste figura que se arriscava a fazer.
Que diabo, senhor Silva, o senhor é o Presidente da República deste País que se chama Portugal.
E que inclui a Madeira...
Ou seja, teve a seus pés (passe o exagero) as duas mais altas figuras da Nação.
No que a Gama toca, só o próprio saberá por que fez o que fez, por que disse o que disse.
Já no que se refere a Cavaco, parece ficar no ar a ideia de que Alberto João voltou a recitar (noutra encenação) o monólogo do sr. Silva.
Se em Jardim já nada nos pode surpreender, o mesmo não se pode dizer do Presidente da República que nos habituou a outra firmeza e a outro sentido da dignidade da função que exerce.
Os lamentáveis comentários de Jardim acerca dos deputados madeirenses são apenas eructações inconsequentes.
Porém, não se compreende a docilidade de Cavaco perante a arrogância de Jardim que ousou proibir ao Chefe de Estado a entrada na Assembleia Legislativa.
Julgo ter havido uma clara inversão de prerrogativas e um atrevimento que o Presidente não deveria ter consentido.
Os avisos e os recados deixados por Cavaco no discurso feito durante o jantar soaram a falso, souberam a pouco e a fraqueza, foram apenas indirectas beatíficas dirigidas a quem só conhece a linguagem tabernal.
Há pouco tempo, Cavaco invocou razões de agenda para não ir à abertura dos Jogos Olímpicos na China.
Talvez a mesma oportuna agenda lhe tivesse fornecido uma boa desculpa para ter ficado em Belém, sabendo a triste figura que se arriscava a fazer.
Que diabo, senhor Silva, o senhor é o Presidente da República deste País que se chama Portugal.
E que inclui a Madeira...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Humortal
O país parece viver obcecado pelo humor, não propriamente porque se sinta feliz e disposto à galhofa, mas porque é isso que lhe enfiam pelos olhos e pelos ouvidos constantemente.
É talvez um mau sinal dos tempos esta febre da graçola que invade todos os campos, a começar pela publicidade. Ninguém sublinha as qualidades de um produto sem antes lançar uma patetice qualquer.
Rádios e televisões estão cheias de parodiantes,começa a ser cansativo.
Herman voltou com "O Tal País", na Antena 1, e causa certa tristeza vê-lo tentar apanhar o comboio da "modernidade" que alguns julgam ser o humor absurdo, o desconversar repetitivo, a treta esticada aos limites.
José Pedro Gomes e António Feio lançaram o género e estão ultrapassados por gente que copia e faz variações.
Herman José é um excelente intérprete, mas este país não está para quadros de honra.
Ninguém quer avaliações nem concursos sérios. O popularucho, o boçal, o trivial da esquina é que é bom, e agora temos Herman a tentar acertar o passo por quem nele se inspirou.
Os Gato Fedorento criaram, na linha da conversa da treta, algo diferente, mas estão rendidos e vendidos à publicidade e repetem-se ingloriamente, embora haja quem goste.
Hoje, toda a gente quer fazer humor, mesmo nos blogues.
O objectivo de muitos de nós não é endireitar o mundo, dar lições de ética e de moral nem ostentar o monopólio da razão.
A coisa é bem mais simples, trata-se apenas de semear palavras cruzadas com ideias, num singelo exercício de tiro ao tempo e de oxigenação do bestunto.
De vez em quando, lá vem um tema mais sério, e é curioso observar que, mesmo nesse caso, há sempre um comentário jocoso.
Como se tal fosse a obrigação...
É talvez um mau sinal dos tempos esta febre da graçola que invade todos os campos, a começar pela publicidade. Ninguém sublinha as qualidades de um produto sem antes lançar uma patetice qualquer.
Rádios e televisões estão cheias de parodiantes,começa a ser cansativo.
Herman voltou com "O Tal País", na Antena 1, e causa certa tristeza vê-lo tentar apanhar o comboio da "modernidade" que alguns julgam ser o humor absurdo, o desconversar repetitivo, a treta esticada aos limites.
José Pedro Gomes e António Feio lançaram o género e estão ultrapassados por gente que copia e faz variações.
Herman José é um excelente intérprete, mas este país não está para quadros de honra.
Ninguém quer avaliações nem concursos sérios. O popularucho, o boçal, o trivial da esquina é que é bom, e agora temos Herman a tentar acertar o passo por quem nele se inspirou.
Os Gato Fedorento criaram, na linha da conversa da treta, algo diferente, mas estão rendidos e vendidos à publicidade e repetem-se ingloriamente, embora haja quem goste.
Hoje, toda a gente quer fazer humor, mesmo nos blogues.
O objectivo de muitos de nós não é endireitar o mundo, dar lições de ética e de moral nem ostentar o monopólio da razão.
A coisa é bem mais simples, trata-se apenas de semear palavras cruzadas com ideias, num singelo exercício de tiro ao tempo e de oxigenação do bestunto.
De vez em quando, lá vem um tema mais sério, e é curioso observar que, mesmo nesse caso, há sempre um comentário jocoso.
Como se tal fosse a obrigação...
Peça que não maça
Há pouco, a jornalista Inês Serra Lopes dizia que o CDS-PP não tem "massa crítica", deliciosa tradução directa do inglês que, na nossa língua, procura ser sinónimo de base de apoio, volume, consistência, peso, arcaboiço,etc.
Eventualmente, o que falta por aí é massa cinzenta, ideias, criatividade que leve os políticos a surpreender positivamente os portugueses.
Andamos a esgrimir argumentos a favor e contra o acordo ortográfico em vez de começarmos por arrumar a um canto as expressões importadas que nenhuma falta fazem e as calinadas mais frequentes.
Bem sei que são questões menores e que a única massa que interessa e conta é a que cai na conta de quem mete a mão na massa das empresas que usam massa feita de areia e cimento, base de sustentação das grandes obras, pontes e aeroportos.
Sobre essa gente ligada a esta massa alguma crítica se faz ouvir, mas tudo passa, por mais que faça já nem faz mossa nem sequer maça...
Eventualmente, o que falta por aí é massa cinzenta, ideias, criatividade que leve os políticos a surpreender positivamente os portugueses.
Andamos a esgrimir argumentos a favor e contra o acordo ortográfico em vez de começarmos por arrumar a um canto as expressões importadas que nenhuma falta fazem e as calinadas mais frequentes.
Bem sei que são questões menores e que a única massa que interessa e conta é a que cai na conta de quem mete a mão na massa das empresas que usam massa feita de areia e cimento, base de sustentação das grandes obras, pontes e aeroportos.
Sobre essa gente ligada a esta massa alguma crítica se faz ouvir, mas tudo passa, por mais que faça já nem faz mossa nem sequer maça...
A táctica
Há alguns anos, o dr. Gomes da Silva, ao serviço do Governo de Santana Lopes, atirou-se a Marcelo Rebelo de Sousa cujos comentários na TVI muito incomodavam o partido.
Mudou-se Marcelo para a RTP mas não mudaram o sentido nem o tom das críticas ao PSD.
Agora, o alvo da sanha persecutória de Gomes da Silva é a jornalista Fernanda Câncio, a propósito de um programa na RTP e a pretexto de uma relação com José Sócrates.
Doutor Menezes, ponha ordem na casa, deixe-se de manobras ridículas e rasteiras.
Enfrente José Sócrates com ideias novas, com projectos consistentes, mostre que tens argumentos.
E depois, mas só depois, vá à luta, enfrente o primeiro-ministro, ataque-o, desgaste-o, canse-o, homem, canse-o...
Mudou-se Marcelo para a RTP mas não mudaram o sentido nem o tom das críticas ao PSD.
Agora, o alvo da sanha persecutória de Gomes da Silva é a jornalista Fernanda Câncio, a propósito de um programa na RTP e a pretexto de uma relação com José Sócrates.
Doutor Menezes, ponha ordem na casa, deixe-se de manobras ridículas e rasteiras.
Enfrente José Sócrates com ideias novas, com projectos consistentes, mostre que tens argumentos.
E depois, mas só depois, vá à luta, enfrente o primeiro-ministro, ataque-o, desgaste-o, canse-o, homem, canse-o...
domingo, 13 de abril de 2008
Bem visto
Parece que Luís Filipe Menezes, finalmente, encontrou a chave da salvação de Portugal, ao erguer a bandeira da regionalização e ao escolher como grande desígnio "Mudar Portugal".
Ou seja, tornar o país no seu todo uma região e mudar Portugal...para Espanha.
Ou seja, tornar o país no seu todo uma região e mudar Portugal...para Espanha.
sábado, 12 de abril de 2008
Pequenez
Esta madrugada trouxe, finalmente, um entendimento entre sindicatos e Ministério da Educação, após sete longas horas de negociações que traduzem a dificuldade da convergência possível de posições.
O que se esperaria era ver os sindicalistas registarem e aplaudirem o acordo obtido, no pressuposto de que o mesmo concilia, apazigua e proporciona melhores bases de trabalho conjunto.
Mas não. O que vimos foi gritos de vitória e a afirmação/ameaça de que a luta na rua acaba por pagar.
Ou seja, apertaram as mãos e saíram de costas voltadas, com a mesma sanha, a mesma vontade de prosseguir a guerra para além das tréguas.
A mediocridade e a irresponsabilidade destes sindicalistas ficou bem patente.
A Oposição fez o mesmo, falou de recuo, manteve aceso o clima de confrontação.
Estão bem uns para os outros.
Importante é avançar, com optimismo e com dignidade, mas para isso é preciso estatura, lucidez, seriedade.
E uma grandeza que esta gente, manifestamente,não tem...
O que se esperaria era ver os sindicalistas registarem e aplaudirem o acordo obtido, no pressuposto de que o mesmo concilia, apazigua e proporciona melhores bases de trabalho conjunto.
Mas não. O que vimos foi gritos de vitória e a afirmação/ameaça de que a luta na rua acaba por pagar.
Ou seja, apertaram as mãos e saíram de costas voltadas, com a mesma sanha, a mesma vontade de prosseguir a guerra para além das tréguas.
A mediocridade e a irresponsabilidade destes sindicalistas ficou bem patente.
A Oposição fez o mesmo, falou de recuo, manteve aceso o clima de confrontação.
Estão bem uns para os outros.
Importante é avançar, com optimismo e com dignidade, mas para isso é preciso estatura, lucidez, seriedade.
E uma grandeza que esta gente, manifestamente,não tem...
Atrás do prejuízo...
Um daqueles anónimos simpáticos que bem conhecemos deixou aqui um comentário extenso a defender as obras da Câmara, as infra-estruturas básicas por que a população anseia "à" muitos anos.
Não teria visto o menor inconveniente em publicar o texto, mas quem usa termos insultuosos para um outro comentador aqui não entra.
Por outro lado, aquele "à" muitos anos é uma marca distintiva, espécie de selo de garantia e faz-me lembrar uma outra expressão muito na moda.
Dizia ontem Sócrates (também ele): foi algo que sucedeu há alguns anos atrás.
Pergunto eu: porquê aquele atrás? Se há alguns anos, não pode ser à frente.
Enfim, está na moda o pleonasmo...
Não teria visto o menor inconveniente em publicar o texto, mas quem usa termos insultuosos para um outro comentador aqui não entra.
Por outro lado, aquele "à" muitos anos é uma marca distintiva, espécie de selo de garantia e faz-me lembrar uma outra expressão muito na moda.
Dizia ontem Sócrates (também ele): foi algo que sucedeu há alguns anos atrás.
Pergunto eu: porquê aquele atrás? Se há alguns anos, não pode ser à frente.
Enfim, está na moda o pleonasmo...
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A custo zero
O Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda organizou um curso de Jogadores de Futebol para jovens que, dessa forma, puderam obter equivalência do 9º ano de escolaridade.
O início do curso teve lugar em Dezembro de 2007 e não se trata de brincadeira.
Depois do plano tecnológico, o nosso genial Sócrates prosseguiu a sua revolução cultural de forma moderna, inovadora, plena de imaginação e sentido de oportunidade.
Mais palavras para quê? Gramática? Matemática? Não, táctica, finta, remate, transições defesa-ataque, faltas cirúrgicas, pressão alta e nível baixo, instrução feita com os pés.
É o Portugal moderno de Sócrates.
Será que o engenheiro também jogou futebol?
O início do curso teve lugar em Dezembro de 2007 e não se trata de brincadeira.
Depois do plano tecnológico, o nosso genial Sócrates prosseguiu a sua revolução cultural de forma moderna, inovadora, plena de imaginação e sentido de oportunidade.
Mais palavras para quê? Gramática? Matemática? Não, táctica, finta, remate, transições defesa-ataque, faltas cirúrgicas, pressão alta e nível baixo, instrução feita com os pés.
É o Portugal moderno de Sócrates.
Será que o engenheiro também jogou futebol?
Vermelho directo
O Estado vai passar a poder recorrer à figura do despedimento colectivo quando se tratar da extinção de serviços públicos que envolvam mais de cinco funcionários.
É uma das consequências do regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas (CTFP).
Não surpreenderá que haja oposição do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.
Mais interessante será verificar o aplauso proveniente da bancada do PSD.
Com efeito, a lógica do partido laranja é a seguinte: ser Governo é, antes de tudo, serviço público. E, sendo o elenco governativo composto por mais de cinco elementos, a única hipótese de o PSD ver o PS apeado é a aplicação desta disposição inscrita no diploma que aí vem.
O Ribaubau é bem capaz de acreditar...
É uma das consequências do regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas (CTFP).
Não surpreenderá que haja oposição do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.
Mais interessante será verificar o aplauso proveniente da bancada do PSD.
Com efeito, a lógica do partido laranja é a seguinte: ser Governo é, antes de tudo, serviço público. E, sendo o elenco governativo composto por mais de cinco elementos, a única hipótese de o PSD ver o PS apeado é a aplicação desta disposição inscrita no diploma que aí vem.
O Ribaubau é bem capaz de acreditar...
Transparência
José Eduardo Simões é o presidente da Académica de Coimbra e director municipal da Administração do Território da Câmara de Coimbra, função que o terá levado (segundo rezam os autos de acusação) a trocar favores no sector urbanístico por donativos à equipa dos estudantes.
Da lista constam 10 crimes de corrupção activa e um de abuso de poder. Só.
Claro, ninguém é condenado antes de ser julgado, mas as suspeitas são de tal monta que é preciso ou uma grande lata ou uma extrema determinação para que o senhor se perfile novamente como candidato a outro mandato na presidência da Académica.
Este é apenas mais um caso de promiscuidade explícita entre futebol e autarquias.
Não é, aliás, o único caso de um presidente de clube que é, ao mesmo tempo, funcionário da Câmara.
O que conduz, fatalmente, à evocação da atitude da mulher de César e do omnipresente "Honni soit qui mal y pense"...
Da lista constam 10 crimes de corrupção activa e um de abuso de poder. Só.
Claro, ninguém é condenado antes de ser julgado, mas as suspeitas são de tal monta que é preciso ou uma grande lata ou uma extrema determinação para que o senhor se perfile novamente como candidato a outro mandato na presidência da Académica.
Este é apenas mais um caso de promiscuidade explícita entre futebol e autarquias.
Não é, aliás, o único caso de um presidente de clube que é, ao mesmo tempo, funcionário da Câmara.
O que conduz, fatalmente, à evocação da atitude da mulher de César e do omnipresente "Honni soit qui mal y pense"...
Entre mortos e moribundos...
Há pouco, vi os presidentes do FMI e do Banco Mundial evocarem a inevitabilidade da subida do preço dos alimentos e dos efeitos devastadores que vai ter na economia de países onde o rendimento médio diário não chega para o pão e o arroz.
Seria utopia e débil ingenuidade pensar que cabe à Câmara de Lisboa acabar com a fome no Iemen, mas não deixa de ser chocante vermos uma instituição com centenas de milhões de dívidas preparar-se para gastar cinco milhões em foguetes.
Se nos lembrarmos dos gastos supérfluos que por este pobre país fora são feitos com carnavais, cançonetas e arraiais, imagine-se o que se poderia fazer com um décimo dessas verbas na ajuda a países onde a miséria, a doença e a morte constituem a festa diária.
Estamos fartos da velha cantiga que diz que de nada serve darmos pão, que temos é de os ensinar a cultivar a terra e a pescar.
O pior é que não lhes enviamos pão nem mandamos anzóis, distraídos que andamos com os desfiles de moda, a Liga dos Campeões, o Rock-in-Rio, as semanas gastronómicas e o espanto com os lucros da banca.
Eu bem sei que escrever sobre isto ou sobre a derrota do Sporting, o resultado é o mesmo, espadeirada na água, lirismo na maré vazia.
Mas fico melhor assim...
Seria utopia e débil ingenuidade pensar que cabe à Câmara de Lisboa acabar com a fome no Iemen, mas não deixa de ser chocante vermos uma instituição com centenas de milhões de dívidas preparar-se para gastar cinco milhões em foguetes.
Se nos lembrarmos dos gastos supérfluos que por este pobre país fora são feitos com carnavais, cançonetas e arraiais, imagine-se o que se poderia fazer com um décimo dessas verbas na ajuda a países onde a miséria, a doença e a morte constituem a festa diária.
Estamos fartos da velha cantiga que diz que de nada serve darmos pão, que temos é de os ensinar a cultivar a terra e a pescar.
O pior é que não lhes enviamos pão nem mandamos anzóis, distraídos que andamos com os desfiles de moda, a Liga dos Campeões, o Rock-in-Rio, as semanas gastronómicas e o espanto com os lucros da banca.
Eu bem sei que escrever sobre isto ou sobre a derrota do Sporting, o resultado é o mesmo, espadeirada na água, lirismo na maré vazia.
Mas fico melhor assim...
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Homessa
A doutora Fátima Felgueiras, bem conhecida no Brasil, vai responder por 23 crimes.
O que não impede o senhor Armando Vara de afirmar que deposita total confiança na autarca.
Alguém ousa discordar?
O que não impede o senhor Armando Vara de afirmar que deposita total confiança na autarca.
Alguém ousa discordar?
Há horas de sorte
Avelino Ferreira Torres é acusado de corrupção, extorsão, peculato e uso e abuso de poder.
Ora acontece que a principal testemunha de acusação fugiu para o Brasil e não tenciona voltar para o julgamento.
Não sabemos qual foi a agência de viagens que tratou de tudo, mas talvez seja a mesma que organizou as férias da família Calheiros...
Ora acontece que a principal testemunha de acusação fugiu para o Brasil e não tenciona voltar para o julgamento.
Não sabemos qual foi a agência de viagens que tratou de tudo, mas talvez seja a mesma que organizou as férias da família Calheiros...
Afinal havia outro
Já conhecíamos Valentim e João. Agora ficamos conhecer Jorge Loureiro que foi um dos intervenientes num negócio fabuloso que permitiu a um grupo de sócios comprar um terreno por 1 milhão de euros e, seis dias depois, vendê-lo por 4 milhões de euros.
Os negócios envolvem a Câmara de Gondomar, os Serviços de Transportes Colectivos do Porto, várias figuras conhecidas e faz lembrar a multiplicação dos "pões".
Há quem se atreva pensar que as operações (alegadamente, claro) podem (remotamente) configurar corrupção, coisa em que não acredito...
Os negócios envolvem a Câmara de Gondomar, os Serviços de Transportes Colectivos do Porto, várias figuras conhecidas e faz lembrar a multiplicação dos "pões".
Há quem se atreva pensar que as operações (alegadamente, claro) podem (remotamente) configurar corrupção, coisa em que não acredito...
Por acaso
Por mero acaso, um senhor chamado Luís Filipe Vieira encontrou-se com outro senhor cujo nome é Hermínio Loureiro, num hotel de Lisboa.
Como, por acaso, se conhecem, fizeram o que é normal, puseram a escrita em dia, comentaram as fortes chuvadas, o tornado, o entornado, o caldo e o caldinho, enfim, temas de circunstância.
O pior é que uns jornalistas que (por acaso) conhecem os dois senhores desataram a filmar, e a coisa azedou porque o senhor Vieira não gostou, alegando não estar ali em representação do Benfica, clube de que (por acaso) é presidente.
Tem o senhor Luís Filipe Vieira toda a razão, ao invocar o seu direito à privacidade, mesmo quando se avista com o senhor Loureiro que não é Valentim nem João mas, simplesmente, Hermínio como os montes de embrulhadas que enchem os corredores da Liga de Clubes de que o dito senhor (por acaso) é presidente.
O repórter da Magra Carta, que ia de bicicleta pasteleira, já não chegou a tempo de pedir ao senhor presidente do Benfica que seja compreensivo, pois os jornalistas não podem adivinhar se ele está ou não no activo.
O melhor seria que o senhor Vieira fizesse como o super-homem e mudasse de indumentária quando entra em função.
Não se sugere um fato cor-de-rosa e emblema da águia ao peito. Talvez um tinoni com a voz do Luís Pissarra fosse boa ideia...
Como, por acaso, se conhecem, fizeram o que é normal, puseram a escrita em dia, comentaram as fortes chuvadas, o tornado, o entornado, o caldo e o caldinho, enfim, temas de circunstância.
O pior é que uns jornalistas que (por acaso) conhecem os dois senhores desataram a filmar, e a coisa azedou porque o senhor Vieira não gostou, alegando não estar ali em representação do Benfica, clube de que (por acaso) é presidente.
Tem o senhor Luís Filipe Vieira toda a razão, ao invocar o seu direito à privacidade, mesmo quando se avista com o senhor Loureiro que não é Valentim nem João mas, simplesmente, Hermínio como os montes de embrulhadas que enchem os corredores da Liga de Clubes de que o dito senhor (por acaso) é presidente.
O repórter da Magra Carta, que ia de bicicleta pasteleira, já não chegou a tempo de pedir ao senhor presidente do Benfica que seja compreensivo, pois os jornalistas não podem adivinhar se ele está ou não no activo.
O melhor seria que o senhor Vieira fizesse como o super-homem e mudasse de indumentária quando entra em função.
Não se sugere um fato cor-de-rosa e emblema da águia ao peito. Talvez um tinoni com a voz do Luís Pissarra fosse boa ideia...
Conversas Com Versos e Com Ventos
A profissão de estafeta tem destas coisas e hoje, há pouco, calhou-me ir buscar uma encomenda volumosa, endereçada a uma casa editorial. Uma das caixas estava aberta e, curioso como sou, resolvi deitar-lhe uma espreitadela. Eram os primeiros exemplares do novo livro de António Cagica Rapaz.
A obra, que se intitula Conversas Com Versos e Com Ventos, é uma verdadeira rapsódia, que convoca ou evoca as diversas etapas da produção literária deste autor sesimbrense: crónicas publicadas na saudosa agenda Sesimbra Eventos; entradas que fizeram história nesse blogue homófono que foi o meteórico Sesimbra e Ventos; fragmentos dos clássicos Noventa e Tal Contos; sinopses dos três livros notáveis que se lhe seguiram (Líbero e Directo, As Bonecas Russas e Janela Com Escritos); a inevitável marotice de alguns devaneios e trocadilhos; muitas quadras à volta da fogueira; e uma recolha da sua produção poética, livro dentro do livro, que o autor intitulou Talvez em Setembro… Talvez Poesia…
Compreende-se que Cagica Rapaz tenha agora pedido a Pedro Martins para lhe escrever um posfácio, em jeito de introdução breve à sua obra, para rematar o seu novo livro. Quem não se lembra desta dupla e da razia que fizeram no dito blogue Sesimbra e Ventos? Ainda hoje não me conformo com o facto de terem abandonado a blogosfera…
Há, porém, uma coisa que me faz espécie!… A que propósito foi António Cagica Rapaz pedir emprestadas ao Carteiro umas dezenas de cartas que este tem vindo a publicar aqui, neste blogue? Não percebo…
Entretanto, consta que o lançamento está para breve, numa qualquer sala da vila de Sesimbra. Pode ser que o Carteiro, um dia destes, comece a distribuir os convites...
A obra, que se intitula Conversas Com Versos e Com Ventos, é uma verdadeira rapsódia, que convoca ou evoca as diversas etapas da produção literária deste autor sesimbrense: crónicas publicadas na saudosa agenda Sesimbra Eventos; entradas que fizeram história nesse blogue homófono que foi o meteórico Sesimbra e Ventos; fragmentos dos clássicos Noventa e Tal Contos; sinopses dos três livros notáveis que se lhe seguiram (Líbero e Directo, As Bonecas Russas e Janela Com Escritos); a inevitável marotice de alguns devaneios e trocadilhos; muitas quadras à volta da fogueira; e uma recolha da sua produção poética, livro dentro do livro, que o autor intitulou Talvez em Setembro… Talvez Poesia…
Compreende-se que Cagica Rapaz tenha agora pedido a Pedro Martins para lhe escrever um posfácio, em jeito de introdução breve à sua obra, para rematar o seu novo livro. Quem não se lembra desta dupla e da razia que fizeram no dito blogue Sesimbra e Ventos? Ainda hoje não me conformo com o facto de terem abandonado a blogosfera…
Há, porém, uma coisa que me faz espécie!… A que propósito foi António Cagica Rapaz pedir emprestadas ao Carteiro umas dezenas de cartas que este tem vindo a publicar aqui, neste blogue? Não percebo…
Entretanto, consta que o lançamento está para breve, numa qualquer sala da vila de Sesimbra. Pode ser que o Carteiro, um dia destes, comece a distribuir os convites...
De cabo alto...
Há dias (ou melhor, há noites), na SIC Notícias, Mário Crespo entrevistava um dos inúmeros técnicos superiores que estudam as pontes possíveis sobre o Tejo.
E, a certa altura, o pachorrento Mário quis saber a razão, o fundamento, o porquê de uma escolha. Vai daí, perguntou qual tinha sido o racional.
O seu interlocutor respondeu que havia dois racionais. E lá deu as explicações.
Pelo meu lado, talvez por nada perceber de pontes, acredito que aqueles dois seres que debatiam o assunto sejam racionais.
Irracionais, se calhar, são aqueles que teimam em nos impor um acordo ortográfico totalmente dispensável.
Uma vassoura bastava...
E, a certa altura, o pachorrento Mário quis saber a razão, o fundamento, o porquê de uma escolha. Vai daí, perguntou qual tinha sido o racional.
O seu interlocutor respondeu que havia dois racionais. E lá deu as explicações.
Pelo meu lado, talvez por nada perceber de pontes, acredito que aqueles dois seres que debatiam o assunto sejam racionais.
Irracionais, se calhar, são aqueles que teimam em nos impor um acordo ortográfico totalmente dispensável.
Uma vassoura bastava...
Circo ribeirinho
José Miguel Júdice apresentou aos vereadores da Câmara de Lisboa o plano de requalificação da frente ribeirinha que inclui, entre outras ideias, um espectáculo de fogo-de-artifício e som a realizar em frente ao mosteiro dos Jerónimos para comemorar o centenário da República.
O custo deste belo fogo seria de 5 milhões de euros.
Há Câmaras assim, endividadas mas gastadoras, sobretudo com fogos fátuos, pirotecnias efémeras, cançonetas ao luar, tudo supérfluo, perecível, faustoso, espécie de areia de um deserto indisfarçável de eficácia e de competência.
Honni soit...
O custo deste belo fogo seria de 5 milhões de euros.
Há Câmaras assim, endividadas mas gastadoras, sobretudo com fogos fátuos, pirotecnias efémeras, cançonetas ao luar, tudo supérfluo, perecível, faustoso, espécie de areia de um deserto indisfarçável de eficácia e de competência.
Honni soit...
quarta-feira, 9 de abril de 2008
E agora?
Gente que sabe é de opinião que a vitória obtida por Menezes nas directas do PSD se deve, em larga fatia, à caução de Ângelo Correia.
Gente que conhece o engenheiro sabe que ele há muito pôs de lado a luta política e descartou a possibilidade de exercer cargos partidários e governativos.
Por isso, o apoio que tão útil foi a Menezes só pode ser entendido como um gesto de amizade ou (remotamente) a retribuição de algum antigo e secreto favor.
Ao distanciar-se do líder laranja, Ângelo Correia está a dizer duas coisas simples:
- Já fiz o que tinha a fazer. Chega.
- Ponham lá outro, Menezes não serve.
Este PSD não é para velhos amigos...
Gente que conhece o engenheiro sabe que ele há muito pôs de lado a luta política e descartou a possibilidade de exercer cargos partidários e governativos.
Por isso, o apoio que tão útil foi a Menezes só pode ser entendido como um gesto de amizade ou (remotamente) a retribuição de algum antigo e secreto favor.
Ao distanciar-se do líder laranja, Ângelo Correia está a dizer duas coisas simples:
- Já fiz o que tinha a fazer. Chega.
- Ponham lá outro, Menezes não serve.
Este PSD não é para velhos amigos...
O circo volta à cidade
Os pais da pequena Maddie aceitam voltar a Portugal para a reconstituição da ocorrência desde que haja transmissão televisiva para todo o Mundo.
Parece que Manuel Luís Goucha, Júlia Pinheiro e José Carlos Malato estão na corrida para animar o espectáculo.
Cada pausa publicitária seria antecedida de um trecho de ópera interpretado pelo barítono Zé Cabra...
Parece que Manuel Luís Goucha, Júlia Pinheiro e José Carlos Malato estão na corrida para animar o espectáculo.
Cada pausa publicitária seria antecedida de um trecho de ópera interpretado pelo barítono Zé Cabra...
Por que não rosa?
Todo o país está, neste momento, em alerta Laranja, devido ao mau estado do tempo.
Pela voz cristalina de Ribaubau, o PSD considera infeliz e discriminatória a escolha da cor...
Pela voz cristalina de Ribaubau, o PSD considera infeliz e discriminatória a escolha da cor...
terça-feira, 8 de abril de 2008
A multiplicação dos pões
Segundo se lê por aí, Isaltino Morais, entre 1993 e 2002, depositou em contas bancárias no estrangeiro quatro vezes mais do que o seu rendimento líquido declarado.
E não consta que tivesse tido outra actividade remunerada, além das de ministro e presidente da Câmara de Oeiras.
Ao que parece, Isaltino é um homem de muita fé e tem como milagre preferido o da multiplicação dos pães, ao ponto de ter interiorizado plenamente o mecanismo espiritual conducente à proeza.
Assim, quando lhe pediram para explicar a origem de tantos e tais proventos, Isaltino terá (julgo eu) respondido que, de noite, uma voz lhe dizia:" Tino, meu Tino, faz o que te digo, agarras no que tens e pões na Suíça. Sim, meu Tino, pões na Suíça. E vais ver que multiplicas por quatro o teu pecúlio".
E foi o que fez o Tino, realizando dessa forma o moderno milagre da multiplicação dos pões...
E não consta que tivesse tido outra actividade remunerada, além das de ministro e presidente da Câmara de Oeiras.
Ao que parece, Isaltino é um homem de muita fé e tem como milagre preferido o da multiplicação dos pães, ao ponto de ter interiorizado plenamente o mecanismo espiritual conducente à proeza.
Assim, quando lhe pediram para explicar a origem de tantos e tais proventos, Isaltino terá (julgo eu) respondido que, de noite, uma voz lhe dizia:" Tino, meu Tino, faz o que te digo, agarras no que tens e pões na Suíça. Sim, meu Tino, pões na Suíça. E vais ver que multiplicas por quatro o teu pecúlio".
E foi o que fez o Tino, realizando dessa forma o moderno milagre da multiplicação dos pões...
Mãos à obra
Há dias, um comerciante de Alfarim queixava-se de já irem na quarta abertura de valas na estrada.
E pensa que não vai ficar por aqui.
Em termos de planeamento, é um primor, mas que importa? O que é preciso é ter buracos abertos e gente a fingir que trabalha, é sinal de vitalidade e obra (quase, quase, quase) pronta.
A estrada entre Alfarim e Caixas é um caos, meia desfeita.
Em vez de irem tapando e alcatroando metodicamente, vão avançando e deixando buracos, altos e poeira para trás.
Será que vão abrir outra vez?
Imagino os estaleiros que vão fazer nos meses que precedem as eleições. Vai ser a valsa das gruas, dos camiões, dos cilindros, o fungágá das pás e das picaretas, Sesimbra no vértice da modernidade.
É o progresso a rasgar os caminhos do futuro, a Piscosa em polvorosa...
E pensa que não vai ficar por aqui.
Em termos de planeamento, é um primor, mas que importa? O que é preciso é ter buracos abertos e gente a fingir que trabalha, é sinal de vitalidade e obra (quase, quase, quase) pronta.
A estrada entre Alfarim e Caixas é um caos, meia desfeita.
Em vez de irem tapando e alcatroando metodicamente, vão avançando e deixando buracos, altos e poeira para trás.
Será que vão abrir outra vez?
Imagino os estaleiros que vão fazer nos meses que precedem as eleições. Vai ser a valsa das gruas, dos camiões, dos cilindros, o fungágá das pás e das picaretas, Sesimbra no vértice da modernidade.
É o progresso a rasgar os caminhos do futuro, a Piscosa em polvorosa...
Galo
Consta que Augusto Pólvora chegou e viu, mas não se pôde sentar. Transbordante, a sala polivalente da Biblioteca estava à cunha, suspensa das palavras de Jorge Serafim, um exímio contador de histórias. À mesma hora, ali ao lado, no Cine-Teatro, uma representação de Tchekov despertava a curiosidade de uma dúzia bem contada de espectadores. Tudo isto na mesma semana em que a Dr.ª Felícia assegurava ao “Notícias da Zona” haver crescido o número de espectadores no João Mota...
Um fartote
Vai para dois anos, Augusto Pólvora prometeu para daí a três o Museu do Mar numa Fortaleza desocupada. Por esses dias, o Dr. Sequerra, tecendo loas a Augusto, fazia a coisa por menos e, por sua conta e risco, augurava “boas perspectivas de resolução final do arrastado “caso Fortaleza”, em 2007”. Mas… Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Hoje, passados dois anos sobre os três prometidos, nós continuamos à espera e o Dr. Sequerra desespera. É lê-lo no último número de “O Sesimbrense”. Entre outras mágoas, que endereça ao edil (a rotunda “escura” da Vila Alegre, que Patrício repetidamente inaugura; o aleijão urbanístico no espaço Rumina, à aguardar um hotel que nunca mais chega; o silêncio que persiste sobre as Villas de Sesimbra), avulta a da Fortaleza. Passo a citar o Dr. Sequerra:
“Da Fortaleza, “nicles”. O belíssimo editorial da Dr.ª Isabel Peneque, na penúltima edição de “O Sesimbrense”, não teve eco condigno. Nem desocupação plena, nem obras de restauro, nem quadro “surripiado”, nada. Bom seria que estivéssemos a falar (escrever) antes de tempo mas, ao que parece, não é o caso. A Fortaleza continua sendo a “fraqueza” das nossas expectativas.”
De entre os vários senadores que, nos últimos tempos, abandonaram Augusto, o caso do Dr. Sequerra não será sequer o da perda mais influente. Mas é, por certo, o da mais significativa. Como sintoma, é preocupante. Trata-se de uma brecha que fende de alto a baixo o muro de silêncio prudentemente urdido naquelas páginas por quem realmente manda n’ “O Sesimbrense”. No mais, tem a sua piada. Muita, mesmo. É um fartote.
“Da Fortaleza, “nicles”. O belíssimo editorial da Dr.ª Isabel Peneque, na penúltima edição de “O Sesimbrense”, não teve eco condigno. Nem desocupação plena, nem obras de restauro, nem quadro “surripiado”, nada. Bom seria que estivéssemos a falar (escrever) antes de tempo mas, ao que parece, não é o caso. A Fortaleza continua sendo a “fraqueza” das nossas expectativas.”
De entre os vários senadores que, nos últimos tempos, abandonaram Augusto, o caso do Dr. Sequerra não será sequer o da perda mais influente. Mas é, por certo, o da mais significativa. Como sintoma, é preocupante. Trata-se de uma brecha que fende de alto a baixo o muro de silêncio prudentemente urdido naquelas páginas por quem realmente manda n’ “O Sesimbrense”. No mais, tem a sua piada. Muita, mesmo. É um fartote.
Para o boneco
Na sua aparição de Março, o boletim propagandístico de Augusto e Felícia ilustra a sua capa, alusiva à segunda fase do saneamento do Zambujal, com brinquedos de plástico dispostos sobre um mapa do concelho: operários sob a forma de bonecos acompanham miniaturas de máquinas em plena laboração. Desde a hora suprema da “plantaforma” que nenhuma outra metáfora camarária havia resumido tão bem a geral desorientação que preside aos destinos do município: obras que não passam do papel e uma reinação pegada com o pagode. Está bem de ver que será tudo para o boneco.
Vícios caseiros
O presidente do Benfica afirmou que há jogos viciados, coisa que todos sabem ser tão certa como a chuva que caiu ontem e vai continuar a cair hoje.
Por esse motivo, vai ser ouvido pelo Ministério Público.
Acho bem, acho até que deve contar o muito que sabe, embora não deva cair na tentação de dizer que o Benfica nunca foi beneficiado.
Agora, e curiosamente, surge o antigo árbitro Jorge Coroado a admitir que viciou jogos nas vezes em que errou.
O senhor Coroado, no seu tom pastoso e tristonho, faz comentários na Antena1 e aparece aqui a pretender jogar com as palavras, tentando, com suspeita modéstia, desvalorizar o sentido do termo viciar.
Quando um árbitro erra involuntariamente não está a viciar o resultado. Quanto muito poderá ter uma influência negativa e indesejável, mas não vicia o resultado, pela boa razão de que não teve intenção, não agiu perfidamente.
Por isso, esta tirada um tanto teatral do senhor Coroado parece encomendada.
Eu sei que o acordo ortográfico está a criar grande confusão, mas o significado das palavras tem raízes tão sólidas que não é fácil um aprendiz de semântica ver o seu esforço pouco hábil ser coroado de êxito...
Por esse motivo, vai ser ouvido pelo Ministério Público.
Acho bem, acho até que deve contar o muito que sabe, embora não deva cair na tentação de dizer que o Benfica nunca foi beneficiado.
Agora, e curiosamente, surge o antigo árbitro Jorge Coroado a admitir que viciou jogos nas vezes em que errou.
O senhor Coroado, no seu tom pastoso e tristonho, faz comentários na Antena1 e aparece aqui a pretender jogar com as palavras, tentando, com suspeita modéstia, desvalorizar o sentido do termo viciar.
Quando um árbitro erra involuntariamente não está a viciar o resultado. Quanto muito poderá ter uma influência negativa e indesejável, mas não vicia o resultado, pela boa razão de que não teve intenção, não agiu perfidamente.
Por isso, esta tirada um tanto teatral do senhor Coroado parece encomendada.
Eu sei que o acordo ortográfico está a criar grande confusão, mas o significado das palavras tem raízes tão sólidas que não é fácil um aprendiz de semântica ver o seu esforço pouco hábil ser coroado de êxito...
segunda-feira, 7 de abril de 2008
A parte e o todo
Eu tenho muita simpatia pelo senhor Dalai Lama e ficaria feliz se o Tibete se visse livre do jugo chinês.
Mas confesso que me incomoda esta febre mediática à volta dos pobres tibetanos que, durante muitos anos, mais não conseguiram mobilizar do que meia dúzia de gestos vagos de repúdio pela China.
Eu bem sei que os Jogos Olímpicos constituem uma oportunidade ideal para trazer à linha da frente a causa tibetana, mas fica-me a sensação de que se está a fazer uma fixação orquestrada (bem intencionada, claro) na árvore e a esquecer a floresta.
Sim, porque a floresta é formada pelos incontáveis milhões de chineses que são as primeiras e maiores vítimas dos senhores da China...
Mas confesso que me incomoda esta febre mediática à volta dos pobres tibetanos que, durante muitos anos, mais não conseguiram mobilizar do que meia dúzia de gestos vagos de repúdio pela China.
Eu bem sei que os Jogos Olímpicos constituem uma oportunidade ideal para trazer à linha da frente a causa tibetana, mas fica-me a sensação de que se está a fazer uma fixação orquestrada (bem intencionada, claro) na árvore e a esquecer a floresta.
Sim, porque a floresta é formada pelos incontáveis milhões de chineses que são as primeiras e maiores vítimas dos senhores da China...
A morte de Moisés
Para muitos, Charlton Heston talvez simbolize apenas o americano violento e arrogante que defende o direito a ter armas à mão.
Para a grande maioria, é um herói inesquecível, daqueles que encheram os grandes cinemas dos anos 60, figuras míticas da estatura de John Wayne, Clark Gable, Gregory Peck, Kirk Douglas, Sidney Poitier, Rock Hudson, Marlon Brando, Anthony Quinn, gigantes imortais.
Lembro-me de ter visto "Os Dez Mandamentos", no imenso "Império", a saga dos Hebreus naquela sala que haveria de servir de palco à IURD.
Não há Rambo que afaste da nossa memória o perfil heróico de Ben-Hur ou o oficial americano apaixonado pela belíssima Ava Gardner nos " 55 Dias em Pequim".
Os efeitos especiais naquele tempo eram incipientes, o fascínio e o deslumbramento deviam-se aos actores de grande dimensão que enchiam a tela, uns com mais talento, outros com maior presença.
Não sei se eram melhores, sei que duraram, que nos marcaram, talvez apenas porque estão associados à nossa vida, à nossa juventude.
Charlton Heston é um deles...
Para a grande maioria, é um herói inesquecível, daqueles que encheram os grandes cinemas dos anos 60, figuras míticas da estatura de John Wayne, Clark Gable, Gregory Peck, Kirk Douglas, Sidney Poitier, Rock Hudson, Marlon Brando, Anthony Quinn, gigantes imortais.
Lembro-me de ter visto "Os Dez Mandamentos", no imenso "Império", a saga dos Hebreus naquela sala que haveria de servir de palco à IURD.
Não há Rambo que afaste da nossa memória o perfil heróico de Ben-Hur ou o oficial americano apaixonado pela belíssima Ava Gardner nos " 55 Dias em Pequim".
Os efeitos especiais naquele tempo eram incipientes, o fascínio e o deslumbramento deviam-se aos actores de grande dimensão que enchiam a tela, uns com mais talento, outros com maior presença.
Não sei se eram melhores, sei que duraram, que nos marcaram, talvez apenas porque estão associados à nossa vida, à nossa juventude.
Charlton Heston é um deles...
Liberdade, não é?
A Câmara Municipal de Lisboa tem vastos planos para a zona ribeirinha da cidade, mas ignora um dos sítios mais famosos da capital, o Bairro da Liberdade, o antigo Casal Ventoso, que agora é designado por Beirute ou por Iraque, covil de toxicodependentes, um antro de desgraçados.
Os anos passam e a recuperação do Casal Ventoso continua a ser uma miragem.
Chamar "àquilo" o Bairro da Liberdade é o cúmulo da ironia. Liberdade de quê? De seringa? De miséria? De degradação? De morte a prazo?
Talvez uma reportagem crua da TVI desse algum resultado.
Talvez a SIC possa lá ir ao encontro dos "Perdidos e Achados".
O mais provável é só lá encontrar Perdidos...
Os anos passam e a recuperação do Casal Ventoso continua a ser uma miragem.
Chamar "àquilo" o Bairro da Liberdade é o cúmulo da ironia. Liberdade de quê? De seringa? De miséria? De degradação? De morte a prazo?
Talvez uma reportagem crua da TVI desse algum resultado.
Talvez a SIC possa lá ir ao encontro dos "Perdidos e Achados".
O mais provável é só lá encontrar Perdidos...
Prioridades
Luís Filipe Menezes diz que Portugal precisa de uma nova Constituição.
Ao mesmo tempo, há quem pense que o PSD precisa de um novo presidente...
Ao mesmo tempo, há quem pense que o PSD precisa de um novo presidente...
Será?
A Tocha Olímpica vai hoje ser transportada em Paris pelo futebolista português Pedro Pauleta.
À primeira vista, tal escolha parece encerrar uma honra para o jogador português, mas talvez não seja bem assim.
De facto, a França (como tantos outros países) está a ter uma atitude muito crítica para com a China, e Sarkosy continua a ameaçar com o boicote à cerimónia de abertura dos jogos.
Por isso, quem transportar a tocha pode não ser visto com bons olhos.
Pauleta pode estar a ser usado. Com subtileza, mas usado. Por tudo e porque não é francês...
À primeira vista, tal escolha parece encerrar uma honra para o jogador português, mas talvez não seja bem assim.
De facto, a França (como tantos outros países) está a ter uma atitude muito crítica para com a China, e Sarkosy continua a ameaçar com o boicote à cerimónia de abertura dos jogos.
Por isso, quem transportar a tocha pode não ser visto com bons olhos.
Pauleta pode estar a ser usado. Com subtileza, mas usado. Por tudo e porque não é francês...
Tropeção
Afinal, o Ministério da Justiça vai rever a Lei que regula as Custas Processuais, no tocante ao pagamento inicial de 576 euros para dar início a um processo de adopção.
É difícil perceber como é que alguém pode querer tornar ainda mais difícil o processo de adopção que já constitui uma maratona espinhosa.
Esta ideia peregrina do pagamento inicial é daquelas que só pode provir da cabeça brilhante de alguma criatura que viva numa torre situada no alto do Everest e não conheça o mundo em que vivemos.
Até parece que consideram que quem adopta uma criança é rico e bem pode pagar mais uma taxa de entrada, uma espécie de jóia para entrar no clube dos pais afectivos.
Diz-se que o Governo agora recua. Talvez, mas não julgo ser saudável colocar as coisas nesse pé de provocação.
Devemos, sim, lamentar que façam leis desajustadas, desproporcionadas e injustas ao ponto de provocarem de imediato repulsa e revolta.
Quem é esta gente que legisla desta maneira?
Quem foi que pôs na Lei a excepção que protege os criminosos que praticam múltiplas violações?
Foi durante as férias, parece. Mas quem foi? Foi o contínuo? Foi a mulher da limpeza cujo filho seria violador? Foi o carteiro que passou por S. Bento a entregar o correio?
O país gostaria de saber quem é o benfeitor dos violadores em série para lhe agradecer condignamente.
Depois da Ota, das trapalhadas na Saúde e na Educação, este passo em falso na taxa de adopção vem confirmar que as reformas são úteis mas não podem ser feitas com os pés...
É difícil perceber como é que alguém pode querer tornar ainda mais difícil o processo de adopção que já constitui uma maratona espinhosa.
Esta ideia peregrina do pagamento inicial é daquelas que só pode provir da cabeça brilhante de alguma criatura que viva numa torre situada no alto do Everest e não conheça o mundo em que vivemos.
Até parece que consideram que quem adopta uma criança é rico e bem pode pagar mais uma taxa de entrada, uma espécie de jóia para entrar no clube dos pais afectivos.
Diz-se que o Governo agora recua. Talvez, mas não julgo ser saudável colocar as coisas nesse pé de provocação.
Devemos, sim, lamentar que façam leis desajustadas, desproporcionadas e injustas ao ponto de provocarem de imediato repulsa e revolta.
Quem é esta gente que legisla desta maneira?
Quem foi que pôs na Lei a excepção que protege os criminosos que praticam múltiplas violações?
Foi durante as férias, parece. Mas quem foi? Foi o contínuo? Foi a mulher da limpeza cujo filho seria violador? Foi o carteiro que passou por S. Bento a entregar o correio?
O país gostaria de saber quem é o benfeitor dos violadores em série para lhe agradecer condignamente.
Depois da Ota, das trapalhadas na Saúde e na Educação, este passo em falso na taxa de adopção vem confirmar que as reformas são úteis mas não podem ser feitas com os pés...
Honni soit...
Foi visto esta manhã a caminhar para Fátima um adepto do Glasgow Rangers.
Interrogado pelo repórter da Magra Carta, o simpático escocês declarou que ia rezar para que Polga recupere a tempo de jogar na próxima 5ª feira.
Estranhando a insólita atitude, o repórter insistiu e o senhor Mc Gyver, com um sorriso maroto, explicou que os Rangers de Glasgow acreditam que a eliminatória será resolvida com grandes penalidades....
Interrogado pelo repórter da Magra Carta, o simpático escocês declarou que ia rezar para que Polga recupere a tempo de jogar na próxima 5ª feira.
Estranhando a insólita atitude, o repórter insistiu e o senhor Mc Gyver, com um sorriso maroto, explicou que os Rangers de Glasgow acreditam que a eliminatória será resolvida com grandes penalidades....
O Coelho e a cartola
Não sei se a edição da próxima 4ª feira será a última de Jorge Coelho no programa "Quadratura do Círculo".
Não sei se Pacheco Pereira e Lobo Xavier vão trazer à colação a nomeação de Coelho para a presidência da Mota-Engil.
Mas sei que Jorge Coelho poderá ter ali uma oportunidade única de fazer um brilharete, bastando que consiga explicar por que artes a ida de um ex-ministro das Obras Públicas para uma grande empresa do ramo pode ser considerada um acto normal, legítimo e inocente.
Se de tal for capaz, então teremos de tirar o chapéu (ou a cartola) a Coelho que, dessa forma, terá conseguido a proeza notável que é demonstrar a quadratura do círculo...
Não sei se Pacheco Pereira e Lobo Xavier vão trazer à colação a nomeação de Coelho para a presidência da Mota-Engil.
Mas sei que Jorge Coelho poderá ter ali uma oportunidade única de fazer um brilharete, bastando que consiga explicar por que artes a ida de um ex-ministro das Obras Públicas para uma grande empresa do ramo pode ser considerada um acto normal, legítimo e inocente.
Se de tal for capaz, então teremos de tirar o chapéu (ou a cartola) a Coelho que, dessa forma, terá conseguido a proeza notável que é demonstrar a quadratura do círculo...
domingo, 6 de abril de 2008
Sim, quem?
Em 30 anos de carreira, Jesualdo Ferreira foi campeão nacional duas vezes, ambas no Porto.
Fernando Santos esteve no Benfica e no Sporting, mas só no Porto foi campeão.
Quem não é campeão no Porto?
Fernando Santos esteve no Benfica e no Sporting, mas só no Porto foi campeão.
Quem não é campeão no Porto?
Apetudeite
Até há poucos dias, quando alguém queria mostrar a sua perplexidade perante qualquer coisa espantosa, acabava por dizer (com ironia) a frase seguinte:
"Desde que vi um porco a andar de bicicleta, já nada me admira".
As fábulas, tal como qualquer acordo ortográfico, devem ser actualizadas, pelo que se deve substituir porco por Coelho e bicicleta por Mota...
"Desde que vi um porco a andar de bicicleta, já nada me admira".
As fábulas, tal como qualquer acordo ortográfico, devem ser actualizadas, pelo que se deve substituir porco por Coelho e bicicleta por Mota...
De cernelha
O nosso admirável ministro Mário Lino já garantiu que a nova ponte sobre o Tejo vai ser entre Chelas e Barreiro. Disse.
Mas, com as vozes (e os argumentos) que já ouvimos, não tarda que haja turbulência a meio da ponte.
Nada melhor do que aguardar.
Um dos termos técnicos que vamos ouvir muitas vezes é amarração, palavra simpática e tão popular que até surpreende ouvi-la na boca de sumidades.
Mas eles, às vezes, gostam destes termos vernáculos, como alavanca que só fica ridícula quando dá lugar a alavancagem que rima com elencagem.
Mas, a propósito de amarração, ocorre-me que a nova ponte vai ser rodoviária e ferroviária.
Por isso me palpita que, com a discussão que se perfila no horizonte, ainda vamos ver a ponte a amarrar com um comboio...
Mas, com as vozes (e os argumentos) que já ouvimos, não tarda que haja turbulência a meio da ponte.
Nada melhor do que aguardar.
Um dos termos técnicos que vamos ouvir muitas vezes é amarração, palavra simpática e tão popular que até surpreende ouvi-la na boca de sumidades.
Mas eles, às vezes, gostam destes termos vernáculos, como alavanca que só fica ridícula quando dá lugar a alavancagem que rima com elencagem.
Mas, a propósito de amarração, ocorre-me que a nova ponte vai ser rodoviária e ferroviária.
Por isso me palpita que, com a discussão que se perfila no horizonte, ainda vamos ver a ponte a amarrar com um comboio...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Linhas de passe
Se o dr. Menezes estivesse mais atento aos telejornais, já teria reparado no espaço que neles é reservado ao futebol. E também teria verificado que em Portugal, para efeitos televisivos, só existem três clubes, os chamados grandes.
Toda a gente percebe que é vital para a Nação Portuguesa ter a sua dose diária de imagens de treinos, notícias da mialgia de esforço do Nuno Gomes e declarações eruditas do senhor professor Jesualdo.
Se andasse mais a par desta realidade, o dr. Menezes não acharia que o seu clube goza de menos visibilidade do que o conjunto treinado pelo mister Sócrates.
Porque a verdade é simples, as televisões só se interessam pelas vedetas, pelos que dão espectáculo, pelos que actuam.
E ninguém pode negar que o Governo (às vezes, menos bem) está a fazer o que lhe compete, governa, toma iniciativas, é quem domina a bola e controla o jogo.
Daí que, com toda a naturalidade e certa forma de equidade, beneficie de maior atenção por parte da RTP e dos outros canais.
Para aspirar a mais tempo de antena, o PSD terá de mostrar serviço, apresentar obra consistente, ideias, propostas, projectos, em vez de se limitar a comentar a acção do Governo.
Em regra, dr. Menezes, as câmaras acompanham o jogador que corre com a bola, que (nos) finta e marca golos.
Não espere que os operadores percam tempo com quem mastiga o jogo, não progride e que chuta para onde está virado.
Às vezes, para a própria baliza...
Toda a gente percebe que é vital para a Nação Portuguesa ter a sua dose diária de imagens de treinos, notícias da mialgia de esforço do Nuno Gomes e declarações eruditas do senhor professor Jesualdo.
Se andasse mais a par desta realidade, o dr. Menezes não acharia que o seu clube goza de menos visibilidade do que o conjunto treinado pelo mister Sócrates.
Porque a verdade é simples, as televisões só se interessam pelas vedetas, pelos que dão espectáculo, pelos que actuam.
E ninguém pode negar que o Governo (às vezes, menos bem) está a fazer o que lhe compete, governa, toma iniciativas, é quem domina a bola e controla o jogo.
Daí que, com toda a naturalidade e certa forma de equidade, beneficie de maior atenção por parte da RTP e dos outros canais.
Para aspirar a mais tempo de antena, o PSD terá de mostrar serviço, apresentar obra consistente, ideias, propostas, projectos, em vez de se limitar a comentar a acção do Governo.
Em regra, dr. Menezes, as câmaras acompanham o jogador que corre com a bola, que (nos) finta e marca golos.
Não espere que os operadores percam tempo com quem mastiga o jogo, não progride e que chuta para onde está virado.
Às vezes, para a própria baliza...
Certas vozes não chegam...
Há duas ou três semanas, o líder do PS Madeira acusou, de forma explícita, Alberto João Jardim de estar por trás dos atentados cometidos por activistas independentistas, de ter dado emprego a gente dessa e de ter mandado silenciar alguns elementos incómodos.
Curiosamente, o Jornal da Madeira desse dia nada trouxe sobre o assunto, e aqui no "contenente" o silêncio foi absoluto.
Estranhei que nem um partido tenha feito a rábula do costume, desafiando o Procurador Geral da República a agir de imediato ou exigindo a vinda do senhor do PS madeirense para se explicar no Parlamento.
Dias depois, o sereníssimo dr. Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, fez rasgados elogios ao dr. Jardim.
Por este andar, só falta a proposta de canonização.
Se não tivesse ouvido o que ouvi, na Rádio, iria supor que o surdo sou eu...
Curiosamente, o Jornal da Madeira desse dia nada trouxe sobre o assunto, e aqui no "contenente" o silêncio foi absoluto.
Estranhei que nem um partido tenha feito a rábula do costume, desafiando o Procurador Geral da República a agir de imediato ou exigindo a vinda do senhor do PS madeirense para se explicar no Parlamento.
Dias depois, o sereníssimo dr. Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, fez rasgados elogios ao dr. Jardim.
Por este andar, só falta a proposta de canonização.
Se não tivesse ouvido o que ouvi, na Rádio, iria supor que o surdo sou eu...
Vendo bem...
Não é coisa que me incomode por aí além, mas não vejo grande interesse nem premente necessidade em levar por diante o acordo ortográfico.
Ainda assim, do mal o menos, é querela entre irmãos de língua.
Se fosse entre hermanos mais complicado seria, podeis crer.
Há pouco, passeando o olhar por um jornal espanhol, deparei com a palavra presunto que, ao contrário do que gostaríamos, significa presumido ou presumível. Ou alegado, como é de bom-tom dizer.
Logo abaixo, falavam de um experto do FMI, sujeito que é, nem mais nem menos, um perito.
O termo espanhol é irmão gémeo do expert francês e inglês que em nada se aproxima da forma portuguesa.
Contudo, se bem atentarmos neste exemplo, ficamos a perceber melhor a alma portuguesa.
É bem sabido que o nosso portuguesinho é rapaz que sabe de tudo, política, futebol, malandrice, golpada, é um verdadeiro perito em qualquer área.
Talvez por isso sejamos um país de expertos...
Ainda assim, do mal o menos, é querela entre irmãos de língua.
Se fosse entre hermanos mais complicado seria, podeis crer.
Há pouco, passeando o olhar por um jornal espanhol, deparei com a palavra presunto que, ao contrário do que gostaríamos, significa presumido ou presumível. Ou alegado, como é de bom-tom dizer.
Logo abaixo, falavam de um experto do FMI, sujeito que é, nem mais nem menos, um perito.
O termo espanhol é irmão gémeo do expert francês e inglês que em nada se aproxima da forma portuguesa.
Contudo, se bem atentarmos neste exemplo, ficamos a perceber melhor a alma portuguesa.
É bem sabido que o nosso portuguesinho é rapaz que sabe de tudo, política, futebol, malandrice, golpada, é um verdadeiro perito em qualquer área.
Talvez por isso sejamos um país de expertos...
quarta-feira, 2 de abril de 2008
BENFICOSTA
WWF é a sigla de uma organização internacional amiga da Natureza que se associou ao Benfica para a realização do Dia da Águia, no próximo domingo.
Ao que parece, Benfica e WWF estão muito preocupados com o risco de desaparecimento da águia Imperial.
Aqui entre nós, não é nada que não ande a atormentar os benfiquistas há muito tempo, apesar das promessas do presidente Vieira.
Este ano, Fernando Santos e Camacho foram imolados no altar da Luz, mas os deuses parecem apostados em arrastar a asa da águia para baixo.
Outro Fernando, Chalana com bigode, está a tentar manter o voo planado, mas aquilo é tão fraquinho que só o velho Rui vai disfarçando a crise.
A sua influência é tal que já chamam ao clube Benficosta.
O mal é que isto não vai lá com dias da águia, para mais num fim-de-semana que vai ficar marcado pela festa do Dragão.
Uma festa que vai ser de gritos. E de apitos...
Ao que parece, Benfica e WWF estão muito preocupados com o risco de desaparecimento da águia Imperial.
Aqui entre nós, não é nada que não ande a atormentar os benfiquistas há muito tempo, apesar das promessas do presidente Vieira.
Este ano, Fernando Santos e Camacho foram imolados no altar da Luz, mas os deuses parecem apostados em arrastar a asa da águia para baixo.
Outro Fernando, Chalana com bigode, está a tentar manter o voo planado, mas aquilo é tão fraquinho que só o velho Rui vai disfarçando a crise.
A sua influência é tal que já chamam ao clube Benficosta.
O mal é que isto não vai lá com dias da águia, para mais num fim-de-semana que vai ficar marcado pela festa do Dragão.
Uma festa que vai ser de gritos. E de apitos...
À roleta...
Seria de todo o interesse que alguém explicasse à Dra. Isabel Peneque que o jornal que dirige se chama "O Sesimbrense".
E isto porque nos muitos editoriais que tem feito raríssimos são os que tratam de temas directamente ligados à terra.
O mais recente, como é fácil verificar, segue a mesma linha de (des)orientação.
Metade da primeira página é dedicada à Casa Ermelinda Freitas, empresa que fica no concelho de Palmela.
Um quarto cabe ao Editorial que aborda o estafado tema do conflito entre alunos e professores à escala do País, não no concelho de Sesimbra.
O quarto restante é uma fotografia de um tornado que não foi obra de nenhum sesimbrense e de que ninguém já se lembra.
Consta que a senhora está com vontade de deixar a função para qual parece não ter muito tempo.
Nem muito jeito, acrescentarão alguns leitores...
E isto porque nos muitos editoriais que tem feito raríssimos são os que tratam de temas directamente ligados à terra.
O mais recente, como é fácil verificar, segue a mesma linha de (des)orientação.
Metade da primeira página é dedicada à Casa Ermelinda Freitas, empresa que fica no concelho de Palmela.
Um quarto cabe ao Editorial que aborda o estafado tema do conflito entre alunos e professores à escala do País, não no concelho de Sesimbra.
O quarto restante é uma fotografia de um tornado que não foi obra de nenhum sesimbrense e de que ninguém já se lembra.
Consta que a senhora está com vontade de deixar a função para qual parece não ter muito tempo.
Nem muito jeito, acrescentarão alguns leitores...
Razões de Gayxa
Art Council é o nome do organismo britânico que distribui os subsídios teatrais.
Ora acontece que aquele organismo pretende que os candidatos, além de todas as informações que permitam avaliar os projectos, forneçam indicações concretas sobre a sua orientação sexual.
Como é natural, esta exigência está a levantar uma onda de protestos, uma vez que ela configura um inaceitável atentado à privacidade dos cidadãos.
Mas, mauzinhos como são os portugueses, há espíritos tortuosos que estarão já a insinuar que, se tal ocorresse por cá, seria discriminatório na mesma mas, sobretudo, dispensável, porque não é difícil saber qual é a orientação sexual predominante no universo teatral...
Ora acontece que aquele organismo pretende que os candidatos, além de todas as informações que permitam avaliar os projectos, forneçam indicações concretas sobre a sua orientação sexual.
Como é natural, esta exigência está a levantar uma onda de protestos, uma vez que ela configura um inaceitável atentado à privacidade dos cidadãos.
Mas, mauzinhos como são os portugueses, há espíritos tortuosos que estarão já a insinuar que, se tal ocorresse por cá, seria discriminatório na mesma mas, sobretudo, dispensável, porque não é difícil saber qual é a orientação sexual predominante no universo teatral...
A luta continua
Apesar de as perspectivas não serem neste momento as mais animadoras, a senhora Clinton recusa atirar a toalha e continua a lutar pela Casa Branca.
Para ilustrar o seu espírito indomável, compara-se a Rocky Balboa, o pugilista que Stallone tornou famoso no cinema.
O problema de Hillary é que, para chegar à Casa Branca, não lhe basta ser Balboa, porque a Sala Oval ainda está impregnada do perfume da "outra" que era bem boa...
Para ilustrar o seu espírito indomável, compara-se a Rocky Balboa, o pugilista que Stallone tornou famoso no cinema.
O problema de Hillary é que, para chegar à Casa Branca, não lhe basta ser Balboa, porque a Sala Oval ainda está impregnada do perfume da "outra" que era bem boa...
Quem diria?
Os astrónomos da NASA identificaram o buraco negro mais pequeno até agora conhecido.
É o J1650, tem uma massa quatro vezes maior que o Sol e o tamanho aproximado de uma grande cidade.
E eu a pensar que o buraco negro mais pequeno era outro...
É o J1650, tem uma massa quatro vezes maior que o Sol e o tamanho aproximado de uma grande cidade.
E eu a pensar que o buraco negro mais pequeno era outro...
Não é grave
O vocábulo da moda é focar, não no seu legítimo sentido de salientar, pôr em evidência.
Nem para significar proceder à focagem, mas sim numa tradução directa (e errada) do inglês, língua em que quer dizer concentrar-se em, aplicar-se, etc.
E aí temos todo o bicho careta a dizer que se foca, que está focado, etc.
É apenas uma curiosidade, mais uma moda catita.
Há pouco, um senhor que é empresário do jogador Nélson, do Benfica, dizia que houveram propostas mas que o timing não foi bom.
Alguém duvida?
Uma senhora doutora aloirada (do CDS-PP) disse e repetiu, na SIC Notícias, que não havia rúbrica.
Pois não, só existe rubrica, grave, tão grave como a asneira...
Nem para significar proceder à focagem, mas sim numa tradução directa (e errada) do inglês, língua em que quer dizer concentrar-se em, aplicar-se, etc.
E aí temos todo o bicho careta a dizer que se foca, que está focado, etc.
É apenas uma curiosidade, mais uma moda catita.
Há pouco, um senhor que é empresário do jogador Nélson, do Benfica, dizia que houveram propostas mas que o timing não foi bom.
Alguém duvida?
Uma senhora doutora aloirada (do CDS-PP) disse e repetiu, na SIC Notícias, que não havia rúbrica.
Pois não, só existe rubrica, grave, tão grave como a asneira...
Insensatez
Segundo ouvi, vai hoje realizar-se em Luanda um concurso de Misses que têm em comum a triste particularidade de serem vítimas do rebentamento de minas.
Eu percebo que se queira dar a estas mulheres motivos para voltarem a acreditar na vida, para as ajudar a olhar o futuro com algum optimismo, para as valorizar.
Contudo, discordo da ousadia chocante desta iniciativa.
Nos dias de hoje, competição é a palavra de ordem, o mundo melhor não tem lugar para todos. Por isso, desde os bancos da escola, metem na cabeça das crianças que não basta ser bom, é preciso ser melhor, o melhor de todos, vencer a concorrência. E ai dos vencidos! Ficam à margem, são excluídos, confinados à periferia de tudo.
A guerra pela sobrevivência ocorre nos campos essenciais, nomeadamente, nos empregos, para alcançar e para conservar um lugar que todos sabem estar em permanência ameaçado.
Mas esta febre da competição vai mais longe, estende-se às áreas do supérfluo, do ilusório, do postiço, do ridículo, por vezes.
Há concursos para tudo, na moda, no futebol, na televisão, no cinema, no teatro, na música, nas escolas. É o melhor do mês, do ano, do Mundo, do país, da cidade, da rua, títulos, galões, medalhas, taças, estatuetas e penduricalhos de toda a ordem.
Mas deveria haver limites. Um concurso de beleza, mesmo num certame tradicional, proporciona algumas lágrimas de alegria e muitos choros de decepção.
Agora, quando fazem subir ao palco mulheres mutiladas, o risco é tremendo.
Pode ser trágico e desnecessariamente cruel.
Se querem ajudar aquelas mulheres a sentirem-se válidas, úteis, capazes, vivas, dêem-lhes formação, instrução, apoio psicológico, empregos decentes.
Mas não as exponham desta maneira insensata...
Eu percebo que se queira dar a estas mulheres motivos para voltarem a acreditar na vida, para as ajudar a olhar o futuro com algum optimismo, para as valorizar.
Contudo, discordo da ousadia chocante desta iniciativa.
Nos dias de hoje, competição é a palavra de ordem, o mundo melhor não tem lugar para todos. Por isso, desde os bancos da escola, metem na cabeça das crianças que não basta ser bom, é preciso ser melhor, o melhor de todos, vencer a concorrência. E ai dos vencidos! Ficam à margem, são excluídos, confinados à periferia de tudo.
A guerra pela sobrevivência ocorre nos campos essenciais, nomeadamente, nos empregos, para alcançar e para conservar um lugar que todos sabem estar em permanência ameaçado.
Mas esta febre da competição vai mais longe, estende-se às áreas do supérfluo, do ilusório, do postiço, do ridículo, por vezes.
Há concursos para tudo, na moda, no futebol, na televisão, no cinema, no teatro, na música, nas escolas. É o melhor do mês, do ano, do Mundo, do país, da cidade, da rua, títulos, galões, medalhas, taças, estatuetas e penduricalhos de toda a ordem.
Mas deveria haver limites. Um concurso de beleza, mesmo num certame tradicional, proporciona algumas lágrimas de alegria e muitos choros de decepção.
Agora, quando fazem subir ao palco mulheres mutiladas, o risco é tremendo.
Pode ser trágico e desnecessariamente cruel.
Se querem ajudar aquelas mulheres a sentirem-se válidas, úteis, capazes, vivas, dêem-lhes formação, instrução, apoio psicológico, empregos decentes.
Mas não as exponham desta maneira insensata...
Tribunos e tribunas
Jorge Coelho, depois de ser a voz do PS na "Quadratura do Círculo", salta agora para a Administração da empresa Mota Engil.
O nosso Jorge, como se lembram, era o Ministro das Obras Públicas quando caiu a ponte de Entre-os-Rios.
Imediatamente, em vez de chamar a si a missão de apurar causas e atribuir responsabilidades, preferiu fugir com a rapidez de um Coelho.
Oxalá a Mota Engil nunca tenha problemas dessa natureza...
Entretanto, vai ser substituído por António Costa no programa da SIC Notícias.
Julgávamos nós que os problemas da Câmara de Lisboa eram avassaladoras e que o homem mal conseguia arranjar tempo para dormir.
Mas não! O amigo Sócrates não brinca. Com a campanha eleitoral lançada, o PS passa a ter duas vozes de peso naquele importante programa, Pacheco Pereira a derreter o PSD e António Costa a entoar loas aos socialistas. Não é mal pensado.
Desta forma, António Costa começa a rivalizar com Moita Flores que aparece em todos os canais de televisão e que, nos intervalos, passa pela Câmara de Santarém.
Não admira que Augusto Pólvora comece a achar que o inócuo "Raio de Luz" é curto para o seu talento de tribuno...
O nosso Jorge, como se lembram, era o Ministro das Obras Públicas quando caiu a ponte de Entre-os-Rios.
Imediatamente, em vez de chamar a si a missão de apurar causas e atribuir responsabilidades, preferiu fugir com a rapidez de um Coelho.
Oxalá a Mota Engil nunca tenha problemas dessa natureza...
Entretanto, vai ser substituído por António Costa no programa da SIC Notícias.
Julgávamos nós que os problemas da Câmara de Lisboa eram avassaladoras e que o homem mal conseguia arranjar tempo para dormir.
Mas não! O amigo Sócrates não brinca. Com a campanha eleitoral lançada, o PS passa a ter duas vozes de peso naquele importante programa, Pacheco Pereira a derreter o PSD e António Costa a entoar loas aos socialistas. Não é mal pensado.
Desta forma, António Costa começa a rivalizar com Moita Flores que aparece em todos os canais de televisão e que, nos intervalos, passa pela Câmara de Santarém.
Não admira que Augusto Pólvora comece a achar que o inócuo "Raio de Luz" é curto para o seu talento de tribuno...
terça-feira, 1 de abril de 2008
O crime compensa
O futebol em Portugal é um universo muito especial.
A Liga de Clubes, finalmente, enviou notas de culpa a clubes e dirigentes. Muito bem.
A ironia, porém, resulta do facto de a acção disciplinar exercida pelo órgão que tutela o futebol só ter surgido a reboque do impulso da Justiça comum.
Ou seja, quem melhor conhecia (ou devia conhecer) o que se passava no seu reino foi quem ficou, durante anos, de braços cruzados, fazendo ouvidos de mercador, ignorando as irregularidades que se iam acumulando, como naquelas famílias em que se finge desconhecer as infidelidades do marido ou os vícios da filha.
A Liga não pode argumentar que foi a última a saber. Por fim, encostada à parede da vergonha, lá acabou por tirar os cartões amarelos e vermelhos da algibeira.
Interessante é que o Porto só corre o risco de perder seis pontos. E porquê?
Porque, apesar de ter ficado provada a corrupção, esta não deu frutos, ou seja, o árbitro corrupto não chegou a beneficiar o Porto. Porquê? Apenas porque não foi preciso.
Isto é espantoso. Se houve corrupção a punição tem de ser severa. Como fizeram em Itália.
Se o Porto apenas perder seis pontos é como se um ladrão pudesse sair em liberdade depois de devolver o carro que roubou.
Os pontos que o Porto ganhou não deveriam entrar nas contas da condenação.
O que deve ser punido é a corrupção e essa não se apaga com a ridícula subtracção de pontos.
Uma vez mais se vai assistir ao que constitui a nódoa maior do futebol, o benefício do infractor...
A Liga de Clubes, finalmente, enviou notas de culpa a clubes e dirigentes. Muito bem.
A ironia, porém, resulta do facto de a acção disciplinar exercida pelo órgão que tutela o futebol só ter surgido a reboque do impulso da Justiça comum.
Ou seja, quem melhor conhecia (ou devia conhecer) o que se passava no seu reino foi quem ficou, durante anos, de braços cruzados, fazendo ouvidos de mercador, ignorando as irregularidades que se iam acumulando, como naquelas famílias em que se finge desconhecer as infidelidades do marido ou os vícios da filha.
A Liga não pode argumentar que foi a última a saber. Por fim, encostada à parede da vergonha, lá acabou por tirar os cartões amarelos e vermelhos da algibeira.
Interessante é que o Porto só corre o risco de perder seis pontos. E porquê?
Porque, apesar de ter ficado provada a corrupção, esta não deu frutos, ou seja, o árbitro corrupto não chegou a beneficiar o Porto. Porquê? Apenas porque não foi preciso.
Isto é espantoso. Se houve corrupção a punição tem de ser severa. Como fizeram em Itália.
Se o Porto apenas perder seis pontos é como se um ladrão pudesse sair em liberdade depois de devolver o carro que roubou.
Os pontos que o Porto ganhou não deveriam entrar nas contas da condenação.
O que deve ser punido é a corrupção e essa não se apaga com a ridícula subtracção de pontos.
Uma vez mais se vai assistir ao que constitui a nódoa maior do futebol, o benefício do infractor...
A sério...
A partir da próxima 6ª feira, a TVI vai introduzir algumas novidades no seu Jornal Nacional.
A principal é o regresso de Manuela Moura Guedes.
É verdade, não é boca...
A principal é o regresso de Manuela Moura Guedes.
É verdade, não é boca...
Cada tiro, cada melro...
Num comentário à entrada “Explicar o vazio”, o pretenso leigo em politica (sic) pede para eu me defenir (sic) melhor sobre o tratamento que reservo ao Dr. Cristóvão. Pergunta ele se é sarcásmo (sic) ou subserviencia (sic). Estava tentado a responder-lhe que quem sabe ler, lê, e que quem não sabe vê bonecos. Mas, depois de três acentos em excesso ou em falta e de uma calinada ainda maior, constato que o leigo é tão leigo que também não sabe escrever. Assim, como poderá ele esperar que eu me defena? Bem Augusto Pólvora gostaria de ter melhores acólitos do que esta populaça ignara que o segue caninamente à laia de horda. Mas não pode. Nem merece.
Ventos de Espanha
Se não é aldrabice do "Correio da Manhã" (ou do "Público" que cita aquele matutino), existe em Espanha uma unidade que trata de delitos urbanísticos.
Dos mais de cem casos de corrupção que foram investigados resultaram 57 detenções e 126 acusações feitas a autarcas.
Cem mil edifícios podem vir a ser demolidos.
Em Portugal, talvez não fosse inútil constituir uma tal unidade.
A consequência é que seria necessário ir ao banco de suplentes buscar muitos candidatos para as eleições autárquicas que se avizinham, já que bom número de titulares seriam afastados.
Mas talvez haja quem garanta que não há corrupção nas autarquias portugueses.
O que tanto pode ser ingenuidade como um fruto caído da árvore do dia das mentiras...
Dos mais de cem casos de corrupção que foram investigados resultaram 57 detenções e 126 acusações feitas a autarcas.
Cem mil edifícios podem vir a ser demolidos.
Em Portugal, talvez não fosse inútil constituir uma tal unidade.
A consequência é que seria necessário ir ao banco de suplentes buscar muitos candidatos para as eleições autárquicas que se avizinham, já que bom número de titulares seriam afastados.
Mas talvez haja quem garanta que não há corrupção nas autarquias portugueses.
O que tanto pode ser ingenuidade como um fruto caído da árvore do dia das mentiras...
Homem prevenido...
Um novo diploma vai proteger os cidadãos de práticas comerciais agressivas, propostas aliciantes mas enganadoras e insistência em impingir bens ou serviços.
Assim sendo, saiba que não é obrigado a comprar :
- um Kit do Benfica
- um SAP em bom estado
- um diploma de engenheiro a preço módico
- fruta entregue ao domicílio
- telemóveis confiscados a estudantes
- bulas da ASAE
- rifas de terrenos em Alcochete
- cinzeiros obsoletos de restaurantes chiques
- pelos da barba do Madaíl
- promessas do Sócrates
- cuecas usadas do José Cid
- gritos da Fátima Campos Ferreira
- o Parque Mayer
- patetices do Menezes
- a boina do Vitorino
Se acaso se deixar levar na cantiga, não se suicide porque tem 14 dias para mudar de opinião e devolver a aquisição.
Se se tratar de uma empregada brasileira a seu gosto, pode conservá-la até aos últimos minutos do 14º dia.
Ou melhor, da 14ª noite...
Assim sendo, saiba que não é obrigado a comprar :
- um Kit do Benfica
- um SAP em bom estado
- um diploma de engenheiro a preço módico
- fruta entregue ao domicílio
- telemóveis confiscados a estudantes
- bulas da ASAE
- rifas de terrenos em Alcochete
- cinzeiros obsoletos de restaurantes chiques
- pelos da barba do Madaíl
- promessas do Sócrates
- cuecas usadas do José Cid
- gritos da Fátima Campos Ferreira
- o Parque Mayer
- patetices do Menezes
- a boina do Vitorino
Se acaso se deixar levar na cantiga, não se suicide porque tem 14 dias para mudar de opinião e devolver a aquisição.
Se se tratar de uma empregada brasileira a seu gosto, pode conservá-la até aos últimos minutos do 14º dia.
Ou melhor, da 14ª noite...
Explicar o vazio
Como é sobejamente sabido, a Dr.ª Guilhermina, no ano que passou, decidiu não dar continuidade aos colóquios sobre filosofia portuguesa, pretextando, para o efeito, que tinha outros projectos. Todos esperaram então que um coelho saltasse da cartola ou que viesse por aí alguma outra coisa de truz. Na verdade, a fasquia já estava alta. O ciclo “No Signo do 7 – 150 Anos de Filosofia Portuguesa” havia sido um sucesso sob vários pontos de vista, e a baixíssimo custo, fruto de muita carolice e alguma generosidade. A exposição “Palavras que Fazem Ver – 57 Livros para a história da Filosofia Portuguesa” teve a honra de figurar entre os destaques do Cartaz do "Expresso" (que outra exposição promovida pela Câmara se pode gabar disso?) e dois dos livros lançados durante o evento, ambos sobre Teixeira de Pascoaes, foram há dias apresentados como “notáveis” nas páginas do “Jornal de Letras”. No mais, aos sábados à tarde passaram pela sala polivalente da Biblioteca Municipal de Sesimbra nomes como António Telmo, Pinharanda Gomes, António Carlos Carvalho, António Cândido Franco ou Joaquim Domingues, nomes de grande importância no panorama cultural português. Ora, em 2008, a Dr.ª Guilhermina quase só tem tido projecções cinematográficas para apresentar aos utentes da Biblioteca nas matinés de sábado, numa técnica de encher chouriços que, por mais de uma vez, já aqui foi justamente verberada. Sucede que no mês em que acabámos de entrar, no programa da dita Biblioteca, em quatro tardes de sábado possíveis, duas terão a sala polivalente às moscas, por falta de acontecimentos. Acredito que a Dr.ª Guilhermina tente ainda, nalgum recesso da sua consciência, explicar as fitas com que nos tem presenteado. Mas, se porventura o conseguir, terá então, a seguir, de nos explicar o vazio. Ela e o Dr. Cristóvão.
Alegadamente
Contrariamente ao que se diz, hoje não é o Dia das Mentiras, mas apenas um dia normal na vida de alguns políticos, alguns árbitros, alguns dirigentes desportivos, alguns jogadores...
Tristeza 2
O que aqui relatei ontem sobre as Urgências no hospital de Almada não constitui novidade, antes representa a triste realidade no país inteiro.
A minha intenção não foi denunciar o que todos sabem, mas apenas fazer algumas considerações sobre a vida e a morte, sem qualquer pretensão intelectual.
Mas parece que o tema não suscita grande interesse. Pouco importa.
Nada percebo do funcionamento de hospitais, mas fica-me a sensação de que há neles três sectores principais, o das consultas regulares nas várias especialidades, o do tratamento de doentes internados e as Urgências.
Não sei se será, mas julgo que a função mais importante de um hospital é atender, tratar, socorrer as vítimas de acidentes de vária ordem que chegam às Urgências.
Esta será, porventura, a mais nobre das suas missões, a matriz da sua existência.
Assim sendo (se for), a área das Urgências deveria dispor de condições adequadas, nomeadamente espaço e meios, técnicos e humanos.
Não parece que, em Almada, haja falta de espaço, pelo que não se compreende aquele caos, aquela visão dantesca de gente amontoada, acotovelando-se, empurrando-se, entre gemidos e prantos.
Para mais (e é inacreditável), naquele tumulto, são autorizadas visitas aos doentes, entre as 12 e as 14 horas.
Não entendo como é possível permitirem visitas a pessoas que estão para ali estacionadas em macas, com tubos por todo o lado, no meio daquele pandemónio de pesadelo.
Fará isto sentido? Não basta a confusão desgraçada dos infelizes, deixam ainda os familiares e amigos deambularem naquele labirinto à procura dos seus doentes.
Diz um provérbio chinês que é melhor ser jovem, rico e saudável do que velho, pobre e doente.
É capaz de ser verdade...
A minha intenção não foi denunciar o que todos sabem, mas apenas fazer algumas considerações sobre a vida e a morte, sem qualquer pretensão intelectual.
Mas parece que o tema não suscita grande interesse. Pouco importa.
Nada percebo do funcionamento de hospitais, mas fica-me a sensação de que há neles três sectores principais, o das consultas regulares nas várias especialidades, o do tratamento de doentes internados e as Urgências.
Não sei se será, mas julgo que a função mais importante de um hospital é atender, tratar, socorrer as vítimas de acidentes de vária ordem que chegam às Urgências.
Esta será, porventura, a mais nobre das suas missões, a matriz da sua existência.
Assim sendo (se for), a área das Urgências deveria dispor de condições adequadas, nomeadamente espaço e meios, técnicos e humanos.
Não parece que, em Almada, haja falta de espaço, pelo que não se compreende aquele caos, aquela visão dantesca de gente amontoada, acotovelando-se, empurrando-se, entre gemidos e prantos.
Para mais (e é inacreditável), naquele tumulto, são autorizadas visitas aos doentes, entre as 12 e as 14 horas.
Não entendo como é possível permitirem visitas a pessoas que estão para ali estacionadas em macas, com tubos por todo o lado, no meio daquele pandemónio de pesadelo.
Fará isto sentido? Não basta a confusão desgraçada dos infelizes, deixam ainda os familiares e amigos deambularem naquele labirinto à procura dos seus doentes.
Diz um provérbio chinês que é melhor ser jovem, rico e saudável do que velho, pobre e doente.
É capaz de ser verdade...
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