quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Acordem

Na Praça Marquês de Pombal, no flanco poente, continuam expostos dois enormes cartazes do PSD relativos às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa.

Eu bem sei que o partido anda à procura de rumo, mas, passado tanto tempo, faz mui triste figura esta colectividade recreativa ao transmitir uma imagem de desorganização e autismo.

Para mais, num dos cartazes, está o nome de Helena Lopes da Costa, uma senhora santanista que (por duas vezes, no espaço de minutos) disse que os resultados do PSD em Lisboa foram uma "hetacombe" (sic, foi mesmo na SIC).

Pelos vistos, o PSD ainda não recuperou da hetacombe...

Sem surpresa

Manuel Alegre, o homem que ninguém cala, que lutou contra a ditadura (mas no estrangeiro, pois não) é um grande poeta, mas tão depressa canta a rebeldia e a esperança como se aconchega ao lado dos que mais ordenam.

Hoje, censurou o excesso de pressão fiscal imposta pelo Governo e criticou a falta de empenho na luta contra o desemprego.

Mas votou a favor.

Nestas contas do Orçamento, há sempre alguém que diz sim...

Obsceno

Os cinco principais bancos portugueses realizaram até agora lucros de oito milhões de euros... por dia.

É neste país que nós vivemos, com o cinto apertado, com pensões de miséria, com uma carga fiscal (directa e indirecta) implacável.
Um país onde a banca (que nada cria, que só movimenta dinheiro e acumula fortunas colossais) paga menos IRC que as modestas empresas que vivem com a corda na garganta.

Estamos bem longe do ideal lírico de Abril, os ricos não pagam a crise.
Porque o Estado está nas mãos do grande capital, o verdadeiro poder não mora em São Bento nem (ainda menos) em Belém.

Perante estes números que deveriam fazê-lo corar de vergonha, o nosso Primeiro-Ministro enche o peito e ergue a bandeira da vitória sobre o défice.
Sócrates é o campeão do défice e espera que o povo bata palmas.

O pior é que, todos eles, políticos no poder ou na oposição, são iguais, totalmente dominados pelo poder económico que cava, dia após dia, o fosso entre ricos e pobres.

Este país está a tornar-se um imenso condomínio privado, por um lado, e um explosivo bairro da lata, por outro.

O colarinho branco face à arma branca...


Verniz

Por falar em treinadores, o "Correio da Manhã" revela que José Mourinho puxou os cabelos e as orelhas e deu abanões a um miúdo de 12 anos, ontem, num colégio, perto de Palmela.

É estranho e surpreendente, admitindo que seja verdade.

Será que o verniz estalou?

Serão as vitórias do Chelsea a incomodar?

Quando o telefone toca

Há por este país fora inúmeros treinadores de futebol desempregados ou a treinar equipas mais modestas do que as suas aspirações.

E, de cada vez que uma chicotada psicológica (é a expressão consagrada) acontece, imagina-se a ansiedade desses homens, junto do telefone.

Continua a ser um mistério o que faz uma equipa ganhar ou perder, ou seja, a quem cabe a maior parte do mérito ou da culpa, se ao treinador ou aos jogadores.
A norma é que, em caso de insatisfação, seja o treinador a sair.

Depois (e às vezes, antes) há os jogos de bastidores, com os empresários a mexerem os cordelinhos até chegarem a rendições estranhas como esta, em Braga, com a chegada de Manuel Machado que fora afastado de Coimbra.

Afinal, quem ganha os jogos? Até onde vão a influência e a responsabilidade do treinador? Serão os jogadores marionetas?
Veja-se o caso do Chelsea que está de novo em grande, com sete vitórias consecutivas.

É um mundo estranho este do futebol.
O treinador Carvalhal, que foi despedido do Braga, brilha agora em Setúbal.
Norton de Matos fez figura no mesmo Vitória numa altura em que os jogadores não recebiam. Saiu nesse período conturbado e nunca mais voltou ao primeiro plano.
José Couceiro foi bom em Setúbal e falhou sempre depois.

E agora está no grupo daqueles que continuam à espera que o telefone, ou melhor, o telemóvel toque...

O preço certo?

A família de cada uma das vítimas mortais no acidente com o autocarro de Castelo Branco vai receber das seguradoras 15.000 euros.

Não sei como se consegue calcular o valor de um ser humano...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Pê Esse

Isto está a mexer. E, ou eu muito me engano ou vamos ver o PS a assumir o protagonismo de que, como muitos acham, o partido tem estado ausente.
Esta suspeita surgiu-me hoje ao ler que João Capítulo vai deixar a Direcção do "Jornal de Sesimbra" para se dedicar à actividade política.

Não é a sua primeira incursão na senda do poder, mas agora vai mesmo assumir a presidência da Concelhia, decisão que denota ambição e sentido das responsabilidades.
Aliás, tudo isto faz sentido.

Basta vermos que o editorial de despedida tem, a seu lado, a crónica do eng. Raul Rodrigues cujo tema é, precisamente, a ausência do PS do grande combate político que deveria constituir a oposição.
Que o arquitecto se prepare porque um novo PS vem aí.

Bem pode ele posar para as fotografias que "O Sesimbrense" faz o favor de divulgar, a maré vai encher com nova vaga socialista.
Bem sei que "O Sesimbrense" não dorme e vamos ter mais propaganda por ocasião do segundo aniversário da Associação dos Descascadores de Barbas de Milho ou o terceiro das Fãs do Tony Carreira.

É fácil o trocadilho, mas a política em Sesimbra vai ter um novo Capítulo...

Vantagem para quem está ao serviço

No meu saco do correio encontrei hoje um jornal muito semelhante ao velho "O Sesimbrense" mas muito mais parecido com o Boletim Municipal.

Eu não sei se há naquele jornal critérios editoriais porque é estranho depararmos com mais um editorial que NADA diz sobre Sesimbra.
Eu bem sei que é habitual, mas não deixa de ser esquisito. E lamentável.

Esse escrito ocupa um quarto de uma página em metade oferecida a uma enorme fotografia que coloca em grande destaque Odete Graça, Augusto Pólvora e Francisco Jesus.
O pretexto (pois disso não passa) é o 8º aniversário do Clube de Ténis de Sesimbra.

Nada tenho contra a colectividade, mas é insólito um jornal dar uma tal evidência a uma tão incipiente efeméride.
Oito anos serão bodas de quê? Pelos vistos, de adulação, de subserviência e de propaganda política.

Não contente com a gigantesca fachada, o jornal dedica-lhe ainda uma página inteira, com mais seis fotografias.
Óbvia e convenientemente, os três eleitos estão em todas as imagens.

Não sei se a Dra. Peneque virá a ser convidada para substituir, no elenco camarário, a antiga jornalista entretanto afastada.
O que se vê é uma colagem descarada, aproveitando um acontecimento banal para estender a passadeira vermelha (claro) aos senhores do Poder local.

Só nos resta uma consolação. É que a Dra. Peneque adoptou a actual frase-lema desta Magra Carta.
De facto, com uma tal pobreza de textos e uma avalancha de fotografias, quem sabe ler, lê e quem não sabe vê bonecos...


Sempre os mesmos...

Preso por não ter...

Em França vai ser votada uma lei que prevê uma pena máxima de 10 anos de prisão e uma multa de 150.000 euros para os donos de cães que provoquem a morte de pessoas.

Não conheço a lei portuguesa aplicável a situações semelhantes, apenas sei que há muitos casos de mutilações e nunca se ouve falar de sanções exemplares.

Quando um drama acontece, lá temos televisões, jornais e revistas interessadíssimos pelo assunto, mas depressa o silêncio volta.

Um outro capítulo é a realização de combates mortais entre cães, aberração praticada clandestinamente e mostrada por televisões.
Mas ignorada pela polícia.

Fica a ideia de que em Portugal o provérbio não funciona pois ninguém é preso por ter cão...

Des...parates?

Nestes dias agitados à volta do Orçamento de Estado ouve-se com frequência o verbo "desorçamentar", usado com o sentido de "retirar somas do orçamento".

Ora, se bem entendo, orçamentar significa orçar, calcular, fazer um orçamento.
Independentemente dos valores ou das rubricas nele inscritas.

Qualquer alteração, qualquer dedução ou acrescento é sempre e apenas orçamentar.
Por isso, retirar verbas de um orçamento continua a ser orçamentar. De outra forma, com outros valores, mas apenas orçamentar.

Desorçamentar é tão lógico e correcto como desconstruir. Destruir eu percebo o que seja, mas desconstruir, gostava que me explicassem. A sério.

Para quando desensinar, deslembrar, descomer ou desmorrer?

Ai que bom

O Governo de Singapura acaba de legalizar o sexo oral e anal consensual entre adultos heterossexuais.
Contudo, tais práticas continuam a ser punidas quando envolvem pessoas do mesmo sexo, o que suscitou forte reacção de protesto da comunidade homossexual.

O Primeiro-Ministro Lee afirma que a liberalização do sexo oral e anal entre heterossexuais visa reforçar o papel da família como célula de base da sociedade.

É provável que, por cá, a frustração da comunidade gay encontre compreensão e apoio, sendo previsível a organização de manifestações nesse sentido.

Também é provável que haja já agências de turismo a promover pacotes de férias para heterossexuais.

Em Singapura, naturalmente...

Para África e em força

O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, convida os autarcas portugueses a desenvolverem acções de cooperação com países africanos.
Estamos, indubitavelmente, perante uma iniciativa simpática e que revela uma abertura de espírito digna de registo.

Ainda não há muito tempo, a cooperação praticada por Isaltino tinha como alvo a Suíça e por interlocutor um sobrinho que lá exercia a profissão de motorista de táxi.
Agora, da Suíça das neves brancas e eternas para a África escaldante, eis uma transfiguração envolta em misticismo, em inesperada espiritualidade, numa entrega certamente despida de intuitos mercantilistas.

Terá Isaltino estado com o Dalai Lama?
Terá ido a Fátima, à inauguração da Catedral ou ver o Sporting?

Oxalá o augusto presidente da edilidade sesimbrense saiba corresponder ao apelo.
De África, assim de repente, que me lembre, só havia o preto do Palmeirim.

Já estou a imaginar a doutora Felícia, montada num camelo, atravessando o Saará, de capacete e véu mosquiteiro,e levando no computador portátil as linhas mestras do concurso do Dia das Mentiras, da Onda Jovem e do Carnaval.

Com ela, a doutora Guilhermina, airosamente instalada num dromedário carregado de livros para as criancinhas.
Mais atrás, o enviado especial do "Raio de Luz" que assegura a cobertura isenta da incursão.

Dias gloriosos aguardam o reinado de Augusto, até às vésperas de novas eleições, altura em que ele vai endividar a Câmara em mais uns milhões para fazer umas flores e encher o olho ao pagode.

Enquanto isso, a oposição (?) socialista dormita, aguarda que a vitória lhe caia no regaço como as tâmaras tombarão sobre a caravana que, sob o comando feliciano, avança no grande deserto partidário que é Sesimbra.

Em comentário a este texto, não deixaria de aparecer uma qualquer maga para lançar, em tom sarcástico, que os cães ladram e a caravana passa.

Lá lhe estraguei o prazer da ferroada...

Tudo histórico

Os títulos de caixa alta aí estão nas primeiras páginas dos jornais desportivos que ainda há quem compre.

A opinião é unânime, o Porto cometeu ontem a proeza "histórica" (esta é minha) de ganhar à rasca ao penúltimo classificado do campeonato francês.
E, claro, neste grupo tão acessível, vai ser historicamente apurado.

Enquanto isso, o Benfica tem bons motivos para sorrir.
Depois de algumas demonstrações prometedoras, o delicado Binya confirmou ontem que Vieira já pode transferir Petit.
De facto, Binya provou que é (no mínimo) tão caceteiro como o outro.

Aquela entrada sobre o jogador escocês era mesmo para partir a perna.
A UEFA deveria aplicar-lhe um castigo exemplar.

Para não dizer histórico...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Tiques perigosos

O nosso Primeiro-Engenheiro fez hoje, no Parlamento, uma eloquente demonstração da sua elevada estirpe de democrata.

Referindo-se a Santana Lopes e Paulo Portas, e do alto da sua arrogância, ironizou acerca do facto de os representantes da Direita serem homens do passado, os mesmos que tinham estado no Governo e foram derrotados nas eleições.
Acrescentou que a Direita, após mais de dois anos, não conseguiu arranjar melhor do que os mesmos.

É feio quem está no poder usar dessa prerrogativa para tentar humilhar os adversários políticos. E, sobretudo, é uma atitude que se afasta por completo do respeito pelos valores democráticos.

No fundo, o que José Sócrates parece querer dizer é que, na política, não há lugar para os vencidos.
Na sua óptica, os derrotados em eleições deveriam afastar-se definitivamente, renunciando para todo o sempre ao combate político.
De onde se conclui que todo aquele que teimasse em retomar a luta pelas suas convicções deveria ser escorraçado.

Não é uma ideia original.
Já houve quem sugerisse o Campo Pequeno.

Ou o Tarrafal. Ou a Sibéria...

A salto

Estas coisas obedecem a técnicas subtis e uma delas é o lançamento para a praça pública de um esboço de rascunho de um hipotético encarar da possibilidade remota de uma candidatura.

Neste caso, o alvo é a cadeira que Madaíl ocupa por obra e graça de associações distritais devotas a S.Madaíl.
E o sebastiânico candidato seria (talvez, porventura, quem sabe) um senhor chamado Armando Vara que, de momento, se encontra confortavelmente instalado no Olimpo da Administração da generosa Caixa Geral de Depósitos.

Mas a rendição de Madaíl promete ser ciclópica pois o homem está há muitos anos colado à cadeira e controla quem o elege.
É certo que Armando Vara é homem de sete ofícios, mas não vejo o que teria a ganhar em meter-se nos apertos do futebol.
Embora goste de desafios. Recorde-se que já saltou da retaguarda de uma modesta agência da Caixa para uma Secretaria de Estado, de onde pulou para a presidência de um Instituto qualquer que foi fechado discretamente por não se perceber para que serviam.
O Instituto e o Armando.

Dali, graças à cor de rosa da sua tez, saltou para a Administração da Caixa, o que é obra.
De um balcão para a Administração, aquilo é que foi balanço.
Ficou nos anais da promoção meteórica. É proeza com patente registada.

É o chamado salto à Vara...

Viva a deitadura

Dizem todos os entendidos (e até os mal-entendidos) na matéria que o grande problema da nossa economia se deve à fraca produtividade dos Portugueses.

Como não posso ficar indiferente nem resignado, pus-me a pensar e julgo ter uma explicação para a indolência que nos caracteriza.
Seria fácil atribuir as culpas à nossa costela alentejana, mas a coisa tem raízes mais profundas e que são facilmente identificáveis se observarmos com atenção o fenómeno que constitui o nosso culto pelo verbo deitar.

Com efeito, os inúmeros sentidos que este verbo assume mostram distintamente a extrema afeição que temos pela sua conjugação, ou seja, o quanto gostamos de deitar.
Se não, vejamos.

Deitamos abaixo, deitamos água na fervura, deitamos lume pelos olhos, deitamos sortes, deitamos por fora, deitamos pérolas a porcos, deitamos foguetes, deitamos a carga ao mar, deitamos a casa abaixo, deitamos a luva, deitamos a mão, deitamos contas, deitamos o olho, etc.

Ora, um povo que se deita a adivinhar os números do Euromilhões é porque não acredita no fruto do seu trabalho.
E quem deita para trás das costas as obrigações, claro, não produz.

Mas o pior é o terrível apelo da cama, a que não resistimos.
É verdade, levamos a vida a deitar-nos na cama. Quase sempre, para dormir.
Às vezes, nem por isso, antes pelo contrário.


E o vício de deitar é tão grande que, há minutos, perguntei ao Escriba pelo meu aumento de ordenado. E o malandro respondeu:
- Dei-to esta manhã.

Um dia em cheio

Na noite passada, um autocarro despistou-se, caiu numa ravina, acidente de que resultaram mortos e feridos.
Até ao momento, há 15 mortes a lamentar.
Esta é a notícia, crua, simples e discreta.

Há pouco, ouvi, no Rádio Clube Português, um dos vários enviados a Castelo Branco falar de conferência de imprensa, referindo que outros lhe chamam "briefing".
Pormenor delicioso e oportuno.
O homem, de microfone em punho, esperava pelo Presidente da Câmara enquanto uma colega aguardava a Governadora Civil.

Entretanto, ia entrevistando familiares das vítimas a quem, ostensivamente, sugeria que criticassem o atraso dos técnicos de apoio psicológico.
É a intrigazinha, a nota venenosa de reportagem, a exploração da desgraça.

Isto é a Rádio, imagino (não vou ver) as televisões, mórbidas, abutres impiedosos.
Daqui até aos funerais, vai ser uma vilanagem que não farta, o espectáculo indecoroso da informação que temos.
Mais logo, há o mano-a-mano Sócrates-Santana, no Parlamento.
À noitinha, jogam Benfica e Porto.

Que mais quer o povo?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uns amores de crianças

Hoje, no Tribunal de Sintra, foram julgados e condenados um homem e uma mulher que, no ano passado, raptaram uma pessoa cujo cartão multibanco utilizaram para lhe extorquir 400 euros.
De seguida, o raptor estrangulou a vítima e deitou fogo ao carro onde deixou o corpo.

O assassino foi condenado a 22 anos de prisão, enquanto a sua cúmplice teve uma pena de sete anos.
Trata-se de um crime hediondo e a Justiça funcionou.
Pelo menos, enquanto o novo Código Penal não deixar alguma abertura favorável aos condenados.

O pormenor caricato é que a jornalista da RTP que fez a trágica história do crime, se referiu (mais do que uma vez) aos criminosos como sendo um "casal de namorados".

É uma querida esta jornalista.

Portugal continua a ser um país de poetas...

(Ex) posição extrema

Quem procura espectáculos e experiências diferentes, deveria deitar um olho ao caderno "Actual" do semanário "Expresso" onde, na página 78, aparece uma publicidade a uma coisa chamada SexyMF, descrita como sendo uma performance/instalação onde o público pode circular pelo espaço, interagir com os videos e/ou estabelecer relação com os performers, "personagens" com uma exposição extrema e uma ambiguidade sexual óbvia.

O texto surge colocado por baixo de uma fotografia dos "performers" (suponho eu), ambos nus do baixo ventre para cima, com penugem aparente.

Os nomes dos artistas (?) são Ana Borralho e João Galante e a performance/instalação tem lugar na Culturgest, com o apoio da Caixa Geral de Depósitos.

Confesso a minha perplexidade, não sabendo o que será uma instalação ou uma exposição extrema.

A ambiguidade sexual que nos afiançam ser óbvia dá que pensar, embora a intriga maior consista em saber se estamos perante uma casa de alterne, um retiro galante ou uma borga do borralho...

Óbvio

O senhor Procurador Geral da República veio lançar a confusão no reino das escutas ao dizer publicamente que reina a anarquia e ao admitir que nada controla.

É evidente que as escutas estão a ser usadas como o "fora-de-jogo" no futebol, ou seja, para benefício ou prejuízo deste ou daquele consoante dá jeito a quem manda.

Como até agora ninguém adiantou qualquer proposta para resolver o problema, eu peço licença e sugiro que a acção, função ou missão de fazer escutas seja confiada ao único organismo cujas vocação, experiência e competência são reconhecidas há muitos anos.

Não é preciso um mestrado da Universidade Independente para se perceber que, para tratar de escutas, só os Escuteiros...